A MURALHA VENEZUELANA: Ferraresi renasce no Fogão e vira o pilar de Franclim

Em meio à turbulência, uma certeza: a Estrela Solitária encontrou em Ferraresi a rocha que precisava. O venezuelano brilha e se firma no Glorioso.

Ferraresi comemora gol em Botafogo x Remo, pelo Brasileirão 2026 — Foto: Vitor Silva/BFR

A ascensão de um gigante no coração da defesa

No futebol, há momentos que definem uma era. Para o Botafogo de 2026, a chegada do técnico Franclim Carvalho parece ser um desses marcos. E se um jogador personifica essa nova fase, esse homem atende pelo nome de Ferraresi. Em apenas um mês sob o comando do português, o zagueiro venezuelano não apenas encontrou seu espaço, mas ergueu-se como uma verdadeira muralha no coração da nossa defesa.

A torcida alvinegra, que vive de paixão e de sentir o pulso do time, já percebeu: algo mudou. Aquele jogador que chegou em março, emprestado pelo São Paulo, floresceu. A Estrela Solitária parece brilhar com mais intensidade sobre ele, e a titularidade contra o Atlético-MG, neste domingo, não é um prêmio, mas uma consequência natural de sua entrega.

O homem de confiança do Mister

Os números não mentem e servem para dar contorno à poesia que vemos em campo. Ferraresi disputou 11 partidas com o manto sagrado, mas o divisor de águas foi a chegada de Franclim. Desde então, foram seis jogos, e em todos que esteve à disposição, seu nome estava entre os onze iniciais. Uma prova de confiança inabalável.

Ele só esteve ausente em três ocasiões com o novo comando: contra o Caracas, o Coritiba — quando a burocracia do limite de estrangeiros nos privou de seu talento — e diante do Independiente Petrolero. Em todas as outras batalhas, lá estava ele, firme, mostrando que a camisa alvinegra lhe caiu como uma luva.

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Essa sequência não é acaso. É trabalho, dedicação e a sintonia perfeita entre a visão do treinador e a execução do atleta. Franclim enxergou em Ferraresi a solidez que a zaga do Glorioso clamava.

O gol que anuncia uma nova era

Eis a mística alvinegra em sua forma mais pura. O melhor momento de Ferraresi, o ponto de virada, surgiu justamente em uma derrota. Paradoxal? Não para quem entende o que é ser Botafogo. Contra o Remo, em um revés doloroso de 2 a 1, o venezuelano subiu aos céus e testou firme para marcar seu primeiro gol pelo Fogão.

Naquele instante, a derrota ficou em segundo plano. Vimos um guerreiro desencantar, um líder nascer. Foi um gol que, embora não tenha evitado o resultado adverso, gritou para todos: temos um xerife. Foi um sinal de que, mesmo na adversidade, a chama da esperança se acende em General Severiano.

Aquele gol de cabeça não foi apenas um número na estatística; foi uma declaração de intenções. Ferraresi mostrou que não está aqui a passeio. Ele veio para lutar, para sangrar e para honrar nosso escudo.

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O futuro da zaga e a sombra de uma despedida

O destino parece conspirar a favor do nosso zagueiro. Com a iminente e comentada saída de Barboza, que tem seu nome ligado ao Palmeiras, uma vaga se abre de forma definitiva. E quem melhor para ocupá-la do que o jogador que mais cresceu no último mês?

O elenco hoje conta com Bastos, o próprio Barboza, Ferraresi, Ythallo e Justino, além dos jovens Anthony e Kaio Pantaleão, que infelizmente se encontram no departamento médico. A concorrência existe, mas o momento de Ferraresi o coloca em uma posição de destaque absoluto.

Seu vínculo de empréstimo se encerra em dezembro deste ano, mas o Glorioso tem a opção de compra em definitivo. Uma decisão que, a cada dia que passa, parece mais óbvia e necessária. Manter Ferraresi é investir na estabilidade e no futuro de um setor vital para nossas ambições.

Entre a dor e a glória: o caminho do Fogão

A realidade do Botafogo é um carrossel de emoções. Iniciamos a rodada na décima colocação do Brasileirão, com 17 pontos, ainda lambendo as feridas da virada sofrida para o Remo. É uma posição que não condiz com nossa grandeza.

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Porém, como sempre, o Botafogo é isso aí. Na mesma semana, fomos da frustração no campeonato nacional à euforia continental. A vitória sobre o Racing na última quarta-feira nos garantiu no mata-mata da Sul-Americana, mostrando a força e a resiliência deste grupo comandado por Franclim Carvalho.

Agora, o desafio é contra o Atlético-MG. Um jogo pesado, contra um adversário forte, onde nossa defesa será testada ao limite. E é nesse cenário que a figura de Ferraresi se agiganta. Ele é a esperança de um paredão intransponível, o pilar sobre o qual podemos construir nossas vitórias.

A torcida que canta e vibra deposita nele a confiança para segurar os ataques adversários. Que a sua força em campo seja o reflexo da nossa paixão na arquibancada. Para cima deles, Fogão!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.