Do Céu ao Meio da Tabela: O que Restou do Botafogo Campeão da América?

Menos de 2 anos após a glória na Libertadores de 2024, Botafogo e Galo se reencontram no meio da tabela. O que restou do time que nos fez campeões?

Corinthians x São Paulo, Remo x Palmeiras, Grêmio e Flamengo e mais; os palpites para a 15° rodada do Brasileirão (0:38)Zé Elias dá palpites para a 15° rodada do brasileirão (0:38)

A Sombra de uma Glória Eterna

Domingo, 16h, na Arena MRV. Atlético-MG e Botafogo se enfrentam pela 15ª rodada do Brasileirão. Um jogo entre dois gigantes empatados com meros 17 pontos, chafurdados no meio da tabela e em meio a crises fora de campo. Olhar para essa partida é sentir um nó na garganta, uma saudade do que fomos. Porque, torcedor alvinegro, não faz nem dois anos que este mesmo confronto parou o continente.

Este não é apenas um jogo. É um espelho melancólico daquela noite de 30 de novembro de 2024. Em Buenos Aires, no palco sagrado do Monumental, a Estrela Solitária brilhou mais forte do que nunca. Vencemos o Galo por 3 a 1 e conquistamos a América. Ganhamos mesmo com a expulsão relâmpago de Gregore. Foi a apoteose, o êxtase, a prova de que o Botafogo é predestinado.

Hoje, o cenário é outro. A glória deu lugar à poeira, e a epopeia, a uma luta modesta. O que aconteceu conosco? O que aconteceu com aquele time que nos fez acreditar no impossível?

O Desmanche de um Sonho: Quem Deixou o Glorioso?

A ferida mais dolorosa é olhar para a escalação daquela final e ver um time fantasma. Dos 31 heróis e vilões que pisaram no gramado argentino, apenas 13 seguem nos seus clubes. No nosso Glorioso, a sangria foi profunda e impiedosa, desfigurando a equipe que nos levou ao topo.

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Vamos relembrar, com o coração apertado, quem nos deu aquele título inédito, sob o comando do então técnico Artur Jorge, que hoje está no Cruzeiro.

Time titular na final da Libertadores 2024:

  • John
  • Vitinho
  • Adryelson
  • Barboza
  • Alex Telles
  • Marlon Freitas
  • Gregore
  • Luiz Henrique
  • Savarino
  • Almada
  • Igor Jesus

Dessa constelação, a escuridão. John, Adryelson, Marlon Freitas, Gregore, Luiz Henrique, Savarino, Thiago Almada e Igor Jesus se foram. Oito titulares! O time foi vendido, desmontado, esquecido. E a lista de saídas está prestes a aumentar, com a negociação iminente de Barboza com o Palmeiras, mais um pilar daquela conquista que se vai.

Dos reservas que entraram e fizeram história, como Marçal, Matheus Martins, Allan e o herói improvável Júnior Santos, apenas Danilo Barbosa nos deixou. Um alento pequeno diante do desmanche avassalador que sofremos.

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A Dança das Cadeiras: A Instabilidade no Comando

Se em campo a mudança foi drástica, no banco de reservas a situação foi um turbilhão. Artur Jorge, o maestro da conquista, partiu. Depois dele, uma sucessão de nomes que não conseguiram reencontrar o caminho: Carlos Leiria, Renato Paiva, Davide Ancelotti, Martín Anselmi… uma valsa de incertezas até a chegada de Franclim Carvalho, em quem depositamos nossas esperanças atuais.

Enquanto isso, o rival mineiro também vivia sua própria implosão. Gabriel Milito, o técnico vice-campeão, caiu logo após a derrota para nós. Cuca e Jorge Sampaoli vieram e se foram. Hoje, eles apostam no argentino Eduardo Domínguez, que também balança no cargo.

A reformulação no Galo foi ainda mais severa. Daquele time que enfrentamos, apenas o goleiro Everson, os zagueiros Lyanco e Junior Alonso, os meias Alan Franco e Gustavo Scarpa, e o atacante Bernard permanecem. Nomes como Hulk, Paulinho e Deyverson, que tanto tememos, já são parte do passado deles. É a prova de que o tempo, no futebol brasileiro, é um carrasco implacável.

O Futuro é Agora: A Luta Continua

Apesar da nostalgia e da dor, o Botafogo é isso aí. É resiliência. O jogo de domingo não vale uma taça continental, mas vale a nossa honra. Vale mostrar que a chama daquela noite em Buenos Aires não se apagou.

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O caminho é árduo e a tabela não mente. Depois do Galo, temos batalhas duras pela frente, que definirão nosso futuro na temporada.

Próximos jogos do Fogão:

  • vs Atlético-MG (Fora) – 10/05, 16h – Brasileirão
  • vs Chapecoense (Fora) – 14/05, 18h – Copa do Brasil
  • vs Corinthians (Casa) – 17/05, 16h – Brasileirão

É hora de apoiar, de cantar, de acreditar. Aquele time de 2024 pode ter sido desmontado, mas o espírito da Estrela Solitária vive em cada um de nós. Que os jogadores que hoje vestem nosso manto sagrado entendam o peso da história que carregam. Domingo é dia de lutar. Por nós. Pela nossa história. Pelo Botafogo.

Informações com base em reportagem do www.espn.com.br.