MURALHA EM SALVADOR: Arcanjo para o Fogão e derrota por 1 a 0 agrava o drama alvinegro

Em mais uma noite de agonia, o Botafogo luta, mas para em atuação gigante do goleiro Arcanjo e perde por 1 a 0 para o Vitória no Barradão.

O Vitória venceu o Botafogo por 1 a 0 pelo Brasileirão (Foto: Jhony Pinho/AGIF/Folhapress)

A Agonia de um Gol Solitário

Em uma tarde que prometia luta, mas entregou mais uma dose de sofrimento, o Botafogo sucumbiu no Barradão. A derrota por 1 a 0 para o Vitória, neste domingo (16), pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, não é apenas um número frio; é um soco no estômago do povo do Fogão, que viu a esperança ser minada por um pênalti e por uma atuação gigante do goleiro adversário.

O placar magro esconde a narrativa de uma batalha onde a Estrela Solitária teimou em não brilhar. O gol de Matheuzinho, em uma cobrança de pênalti controversa, foi o golpe que definiu o destino da partida, selando mais um capítulo de frustração para a equipe comandada por Franclim Carvalho e Jair Ventura.

O Pênalti que Mudou o Jogo

O Glorioso até que tentou impor seu ritmo no início. Aos 14 minutos, um sopro de esperança: Arthur Cabral subiu mais que a zaga baiana após cobrança de falta de Matheus Martins, mas a cabeçada parou nas mãos de Arcanjo, que já dava sinais de que seria o carrasco da tarde. No lance seguinte, Matheus Martins caiu na área em um contra-ataque veloz, e o grito de pênalti ficou entalado na garganta da torcida alvinegra, ignorado pelo apito de Paulo Cesar Zanovelli da Silva.

Mas o destino, esse roteirista cruel, tinha outros planos. Aos 23 minutos, o lance capital. Renê invadiu nossa área pela esquerda e foi ao chão após contato com Huguinho. Desta vez, o árbitro não hesitou e apontou a marca da cal. Um lance que será revisto e discutido, mas que, na prática, nos condenou.

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Na cobrança, Matheuzinho teve a frieza de deslocar nosso goleiro Warleson e correr para o abraço. 1 a 0. O gol inflamou o Vitória, que chegou a marcar o segundo, novamente com Matheuzinho, mas a bandeira do impedimento, para nosso alívio momentâneo, anulou o que seria um golpe fatal.

A Luta Contra a Muralha Vermelha e Preta

O segundo tempo foi um teste para cardíacos. O Vitória voltou com tudo, e o coração do torcedor do Fogão foi para a boca. Finalizações de Renê e Erick nos assustaram, e aos 14 minutos, o milagre teve nosso nome: Vitinho, em um ato de puro sacrifício, salvou um gol em cima da linha, mantendo viva a chama da esperança.

O Botafogo sentiu que era preciso reagir. Em cobrança de escanteio, Lucas Monzón levou perigo. Logo depois, o incansável Júnior Santos, nossa arma mais letal, fez uma jogada perigosa, mas foi desarmado na hora H por Zé Vitor. Era o prenúncio de um duelo particular que marcaria o fim do jogo.

O adversário não se acovardou. Matheuzinho, o nome do jogo para eles, acertou um chutaço que tirou tinta do nosso ângulo. Renato Kayzer, de frente para o gol, perdeu uma chance inacreditável. A cada lance, a angústia do povo alvinegro aumentava.

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O Duelo Final: Júnior Santos vs. Arcanjo

Nos minutos finais, foi puro drama. O Botafogo foi para o abafa, na base da raça, do jeito que a nossa história manda. E a bola do empate, a bola da redenção, caiu nos pés de quem mais queríamos: Júnior Santos. Ele teve a chance. A torcida se levantou do sofá, o grito de gol se formava.

Mas então, a muralha. Lucas Arcanjo, o goleiro do Vitória, operou um verdadeiro milagre. Uma defesa monumental, daquelas que entram para o DVD do jogador e para o nosso livro de pesadelos. Foi o ato final. Aquele ‘não’ dito em forma de defesa, que selou nossa derrota.

Ao apito final, a sensação de ‘deja vu’. Lutamos, tentamos, mas voltamos de Salvador com as mãos vazias. A mística alvinegra foi testada mais uma vez. Agora, é juntar os cacos, lamber as feridas e entender que, por mais doloroso que seja, Botafogo é isso aí. Sofrer com paixão, para um dia, celebrar como ninguém.

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Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.