ERRO FATAL EM SALVADOR: Gol de Matheuzinho de pênalti decreta nova derrota do Botafogo

Tarde de agonia em Salvador! Erro fatal de Huguinho resulta em pênalti, Matheuzinho não perdoa e Botafogo perde por 1 a 0 para o Vitória no Barradão.

Matheuzinho marca o primeiro gol do Vitória contra o Botafogo no Campeonato Brasileiro (Foto: Walmir Cirne/AGIF/Folhapress)

Um domingo de agonia no Barradão

A tarde deste domingo (16) tinha tudo para ser de redenção, mas se transformou em mais um capítulo de sofrimento para o povo do Fogão. Em um jogo tenso no Barradão, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Botafogo sucumbiu diante do Vitória por 1 a 0. Um placar magro, mas com o peso de uma tonelada, definido em um lance capital que fez a Estrela Solitária se apagar em solo baiano.

O nome do carrasco? Matheuzinho. De pênalti. Uma penalidade que nasceu de um erro individual e que custou três pontos preciosos. A torcida alvinegra, que esperava uma reação, mais uma vez volta para casa com o gosto amargo da derrota e a sensação de que a sorte teima em nos virar as costas.

O lance que mudou a história do jogo

O relógio marcava vinte e três minutos da primeira etapa. O jogo era agitado, com os dois times buscando o ataque. Foi então que o roteiro da tragédia começou a ser escrito. Renê, do Vitória, recebeu pela esquerda, partiu para dentro da nossa área e, com um drible de corpo, deixou Ferraresi para trás. O perigo era iminente.

Na sequência, em um ato de desespero ou falta de tempo de bola, Huguinho derrubou o adversário por trás. O árbitro Paulo Cesar Zanovelli da Silva, sem hesitar um segundo, apontou para a marca da cal. Pênalti. Um balde de água fria nas nossas pretensões. Aquele momento que congela o coração de todo botafoguense.

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A responsabilidade da cobrança caiu nos pés de Matheuzinho. Com a perna esquerda, ele deslocou nosso goleiro Warleson, que nada pôde fazer. Bola para um lado, goleiro para o outro. Gol do Vitória. A festa era deles, a angústia era toda nossa.

Uma luta ingrata contra o placar e o tempo

Mesmo antes do gol, o Glorioso tentou. Aos 14 minutos, Arthur Cabral subiu mais que todo mundo após cobrança de falta de Matheus Martins e cabeceou com perigo, mas o goleiro Arcanjo fez uma grande defesa. Um prenúncio de que teríamos que lutar não só contra o adversário, mas também contra uma muralha no gol deles.

Após sofrer o gol, o time da casa se animou e quase ampliou. Matheuzinho chegou a balançar as redes novamente, mas para nosso alívio, o lance foi corretamente anulado por impedimento. O placar de 1 a 0 se manteve, e com ele a esperança de uma virada na segunda etapa.

O segundo tempo começou quente. O Vitória queria matar o jogo e criou chances com Renê e Erick. Aos 14 minutos, o coração alvinegro parou de novo: um gol adversário foi salvo em cima da linha pelo nosso Vitinho, um verdadeiro milagre que nos manteve vivos na partida.

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O Botafogo respondeu. Em cobrança de escanteio, Lucas Monzón assustou. Pouco depois, Júnior Santos, sempre ele, fez uma jogada perigosa, mas foi desarmado na hora H por Zé Vitor. A bola teimava em não entrar. Parecia um daqueles dias em que nada dá certo.

Arcanjo vira muralha e confusão no apito final

Enquanto o Fogão buscava o empate na base da raça, o Vitória aproveitava os espaços. Matheuzinho quase marcou um golaço em um chute que tirou tinta do nosso ângulo. Logo depois, Renato Kayzer, de frente para o gol, perdeu uma chance inacreditável, para sorte do nosso time.

Nos minutos finais, foi pressão total do Alvinegro. Fomos para o abafa, na base do ‘Botafogo é isso aí’. E a chance de ouro apareceu. Júnior Santos, nosso homem-gol, ficou em condições de empatar, mas o goleiro Lucas Arcanjo, em mais uma intervenção espetacular, operou um milagre e salvou o Vitória.

Com o apito final, a frustração tomou conta. Em uma confusão generalizada, nosso atacante Arthur Cabral foi expulso após um entrevero com Jair Ventura, técnico adversário, onde levou a mão à boca. Uma cena lamentável que coroou uma tarde para ser esquecida em Salvador.

Saímos do Barradão sem pontos e com a certeza de que precisamos melhorar, e muito. A luta foi grande, mas os erros foram fatais. Agora é levantar a cabeça, porque o Campeonato Brasileiro não espera por ninguém e a camisa do Glorioso exige reação imediata.

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.