BOMBA EM LONDRES! Textor condenado a pagar R$ 500 MILHÕES; entenda o impacto no FOGÃO

Justiça inglesa condena John Textor a pagar R$ 503 milhões em briga com fundo de investimento. Dono da SAF do Fogão se defende e diz que decisão não é final.

John Textor em entrevista coletiva em hotel no Rio de Janeiro — Foto: Bárbara Mendonça/ge

Uma Martelada de Meio Bilhão de Reais

A notícia caiu como uma bomba em General Severiano, torcedor alvinegro. Uma marretada vinda diretamente da Corte Comercial da Inglaterra. John Textor, o homem que comanda a SAF do nosso Glorioso, foi condenado a pagar uma quantia que tira o fôlego: US$ 99,6 milhões, o que na cotação atual representa assustadores R$ 503 milhões. Um valor que ecoa como um trovão nos corredores do nosso clube.

Essa dívida monumental é cobrada pelo fundo Iconic Sports Management e tem raízes em uma negociação envolvendo a Eagle Football, a holding que um dia abrigou a nossa Estrela Solitária em sua constelação de clubes. A Justiça inglesa não apenas determinou o pagamento principal, mas também um valor adicional de US$ 22.602,74, que a fonte original da notícia aponta como ‘R$ 111 milhões de dólares’.

A Origem da Tempestade Financeira

Para entender essa tormenta, precisamos voltar a 2022. Naquele ano, o fundo Iconic comprou 15,7% das ações da Eagle Football por US$ 75 milhões. O contrato, no entanto, continha uma cláusula crucial: Textor se comprometeu a recomprar essa participação caso a Eagle não fosse listada na bolsa de valores, um evento que, de fato, não aconteceu.

O tempo passou, a promessa não foi cumprida e a Iconic foi à Justiça. O fundo agora cobra o valor original investido, acrescido de juros anuais de 11%. É essa conta que, somada, resulta na cifra astronômica que hoje assombra o empresário americano.

Publicidade

Textor Responde: “A Luta Não Acabou!”

Enquanto o lado de lá comemora, John Textor não joga a toalha. Em comunicado, o americano se mostrou combativo e deixou claro que, para ele, este não é o fim da linha. Segundo sua assessoria, a decisão foi “baseada em defesas que já haviam sido retiradas” e, por isso, “não deve ser considerada definitiva”.

Textor vai além e ataca a integridade do fundo Iconic, usando uma expressão forte do direito inglês. “Minha principal tese de defesa permanece a mesma: de acordo com o direito inglês, partes que agem com ‘mãos sujas’ (unclean hands) não têm direito ao cumprimento específico da obrigação”, declarou. Ele acusa a Iconic de estar sob denúncia criminal na França e de ter destruído o valor da própria empresa. “Rejeito a ideia de que possa ser obrigado a adquirir ações da Iconic em uma entidade cujo valor foi destruído pelas próprias ações da empresa”, finalizou, mostrando confiança de que o mérito da causa ainda lhe dará a vitória.

A Versão da Iconic: “Chegou a Hora de Pagar”

Do outro lado do campo, o clima é de vitória. A Iconic Sports Management não poupou palavras para celebrar a decisão judicial. “Saudamos a decisão do Tribunal Comercial do Reino Unido que determinou que John Textor pague à Iconic Sports US$ 99,6 milhões, acrescidos de juros”, afirmaram em nota.

Para o fundo, a questão é simples e a paciência acabou. “Os argumentos do sr. Textor têm sido sistematicamente rejeitados em todos os tribunais e jurisdições em que foram apresentados. Chegou o momento de ele cumprir suas obrigações contratuais”, conclui o comunicado, em um tom que não deixa espaço para negociações.

Publicidade

E o Botafogo? A Estrela Solitária Corre Riscos?

Essa é a pergunta que ecoa na mente de cada botafoguense. E a primeira resposta traz um alívio: o Botafogo, nosso Glorioso, não está diretamente incluído nesta ação judicial. O processo é uma briga pessoal entre Textor e o fundo Iconic. Nosso CNPJ, nossa história, não estão na mesa dos tribunais ingleses.

Contudo, seria ingenuidade pensar que estamos imunes. A notícia chega em um momento delicado, onde o próprio Textor luta em outra frente para, segundo a reportagem, “retomar o controle do clube alvinegro”, que estaria alinhando uma venda para o fundo GDA. Uma instabilidade financeira do tamanho de meio bilhão de reais na vida do dono da SAF inevitavelmente gera ondas de incerteza que chegam até a nossa praia.

A batalha judicial é longa. A fonte menciona uma decisão contra Textor em outubro de 2025, seguida por uma apelação vitoriosa dois meses depois, e um novo recurso negado em janeiro deste ano. Isso mostra que o duelo é complexo e arrastado. Agora, com essa condenação pesada, a pressão sobre o americano aumenta exponencialmente. Como isso afetará seu poder de investimento, seu foco e seus planos para o Fogão? Só o tempo dirá, mas o povo do Fogão, como sempre, permanece de olhos bem abertos, pronto para defender o que é nosso. A mística alvinegra já superou tempestades piores.

Publicidade

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.