VITINHO ABRE O CORAÇÃO: ‘PODERÍAMOS ESTAR MELHOR’, MAS EXALTA BLINDAGEM DE FRANCLIM NO FOGÃO

Em entrevista exclusiva, Vitinho abre o jogo sobre a crise, elogia a 'blindagem' de Franclim Carvalho, mas admite: 'a gente poderia estar muito melhor'.

Vitinho em ação na vitória do Botafogo sobre a Chapecoense — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

A voz da consciência alvinegra

Em meio à calmaria de uma folga merecida, a voz da experiência e da honestidade ecoa de General Severiano. Vitinho, lateral que carrega a Estrela Solitária no peito desde 2024, abriu o jogo em uma entrevista exclusiva ao portal ge, e suas palavras ressoam como um hino para a torcida alvinegra: um misto de autocrítica e esperança, de reconhecimento das dificuldades e exaltação da nova era que se desenha sob o comando de Franclim Carvalho.

O Botafogo está invicto desde a retomada pós-Copa do Mundo, com duas vitórias e um empate. Um suspiro de alívio para o povo do Fogão, que viu um primeiro semestre turbulento. E é justamente sobre essa virada de chave que Vitinho falou, com a propriedade de quem viveu o caos e agora enxerga a ordem.

A Muralha de Franclim contra a crise

Não é segredo para ninguém. O início do ano foi um teste de fogo para a nossa paciência. Dificuldades financeiras, salários em atraso, a briga societária entre John Textor e a Eagle. O noticiário fora de campo era um turbilhão que ameaçava afogar o time. Mas uma muralha foi erguida. E essa muralha tem nome: Franclim Carvalho.

Vitinho foi cirúrgico ao descrever como o técnico blindou o elenco. “A gente teve um momento ruim no Botafogo, mas acho que nós, jogadores, e as pessoas que estão no nosso dia a dia conseguimos blindar bastante isso”, confessou o lateral. Ele revelou o pacto interno: “Desde a chegada do Franclim, desde o primeiro dia dele, a gente não falou mais sobre o que estava acontecendo lá fora.”

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Apenas os capitães recebem as informações mais sensíveis, filtrando o que chega ao grupo. Uma estratégia de mestre para manter o foco onde importa: no gramado. “O Franclim vem blindando muito bem o grupo. Por mais que tudo aconteça lá fora, a gente vem conseguindo responder dentro de campo”, explicou Vitinho. É o tipo de liderança que a mística alvinegra exige.

‘Duas temporadas em uma’: o poder do tempo

A parada para a Copa do Mundo foi a bênção que não sabíamos que precisávamos. Para Vitinho, foi como viver “meio que duas temporadas dentro de uma, né?”. O tempo que Franclim não teve em sua chegada apressada, ele teve de sobra durante a pausa. E usou cada segundo.

Como remanescente de 2024, Vitinho já conhecia os métodos do comandante. Mas para os novos jogadores, foi um divisor de águas. “Para os jogadores novos, que ainda não o conheciam, esse tempo que a gente teve na parada da Copa foi muito importante. A gente conseguiu alinhar bastante coisa do que ele queria e tenho certeza de que estamos muito mais preparados do que quando ele chegou”, afirmou, com convicção.

Essa preparação é visível. O time voltou mais coeso, mais intenso, com as ideias do técnico finalmente absorvidas. É um novo Botafogo para o segundo turno.

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A honestidade de quem veste o Manto: ‘poderíamos estar melhor’

Mas nem só de elogios vive o homem. A grandeza de um jogador também se mede pela sua capacidade de olhar no espelho. E Vitinho não fugiu da responsabilidade. Com a honestidade que a torcida respeita, ele admitiu que o desempenho ainda pode evoluir.

“Claro que a gente poderia estar muito melhor no Brasileiro, e sabemos disso, mas também conhecemos a situação do clube”, ponderou. É a fala de um líder. Não há desculpas, mas há contexto. A consciência de que, apesar da crise, o potencial do Glorioso é imenso.

Agora, com a casa mais em ordem e o trabalho de Franclim consolidado, a expectativa aumenta. “Agora, estamos muito mais preparados, pelo tempo que tivemos. Deu para entender o trabalho do Franclim e nos preparar para essa reta final do Brasileiro, para o segundo turno”, analisou o lateral.

Pés no chão, foco no clássico e o sonho da glória

O que esperar deste Botafogo? Vitinho nos dá a receita, a filosofia que deve guiar cada passo nosso. “Toda pessoa que veste a camisa do Botafogo conhece a história e pensa em ser campeã, mas aqui a gente vive o dia. Cada dia é um dia.”

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Nada de euforia desmedida ou projeções mirabolantes. O lema é trabalho e foco. “A gente não quer colocar os pés pelas mãos. Treinamos todos os dias pensando no próximo jogo, porque o jogo mais importante sempre será o próximo”, finalizou. Botafogo é isso aí!

Após a vitória sobre o Cruzeiro, o elenco ganhou uma folga — um presente do destino, já que a rodada do Brasileirão foi adiada devido ao jogo do Grêmio na Sul-Americana. A reapresentação é na sexta-feira, com um objetivo claro na mente: o clássico contra o Fluminense, no dia 8 de agosto. É o próximo passo. E, como disse Vitinho, é o único que importa agora.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.