A amizade que fica fora das quatro linhas
O Mineirão, palco de tantas batalhas, testemunhou mais uma noite de glória para a Estrela Solitária. Mas desta vez, o roteiro tinha um tempero especial, um drama que só o futebol pode escrever. De um lado, o nosso Botafogo. Do outro, o Cruzeiro, comandado por Artur Jorge, o homem que nos guiou à glória eterna em 2024. No nosso banco, seu antigo braço direito, Franclim Carvalho, hoje o nosso comandante.
Após o apito final e a vitória por 1 a 0, em um jogo de nervos de aço, Franclim não escondeu a complexidade de emoções. A amizade, forjada em títulos históricos, teve que ser deixada de lado por mais de 90 minutos. E que alívio, torcedor, que alívio saber que a vitória sorriu para o lado certo.
“Claro que se eu tenho amigos do outro lado é diferente, mas durante os cento e poucos minutos nós esquecemos isso. Eu sou um pouco nervoso, digamos assim. Vivo um pouco o jogo”, confessou nosso técnico, com a sinceridade que já o caracteriza. “Como eu disse, era importante eu sair no final sorrindo. Sorriu para nós, ainda bem. Mas eu desejo muito sucesso a eles, exceto quando jogarem contra nós.”
É isso, Franclim! É essa a mentalidade que queremos! Respeito aos amigos, mas dentro de campo, o Glorioso é soberano. A vitória foi a prova de que a mística alvinegra segue viva e pulsante, independentemente de quem esteja no banco adversário.
A história que ninguém jamais apagará
A gratidão é um pilar da nossa história, e Franclim Carvalho fez questão de honrá-la. Ele reconheceu a importância monumental de Artur Jorge e de toda a comissão técnica que marcou uma era em General Severiano. Uma era de conquistas inesquecíveis que lavaram a alma do povo do Fogão.
“Artur é uma pessoa muito importante na minha carreira e na minha vida”, destacou Franclim, lembrando também de outros heróis daquele período. A comissão vitoriosa contava com nomes que merecem nossa eterna reverência:
- João Cardoso
- André Cunha
- Tiago Lopes
“Nós fizemos um percurso durante alguns anos, um percurso vitorioso. Depois aconteceu de cada um seguir por outro caminho. O Artur e a comissão estão na história do Botafogo e ninguém vai apagar isso, porque o ano de 2024 fica na memória de todo mundo”, completou. E como fica, professor! A Libertadores e o Brasileirão de 2024 estão gravados a fogo em nossos corações.
Uma muralha se ergue: A defesa que dá confiança
Nem só de ataque vive o Glorioso. Uma equipe campeã se constrói a partir de uma defesa sólida, uma muralha que impõe respeito. E parece que Franclim está resgatando essa solidez. Pela primeira vez nesta temporada do Campeonato Brasileiro, não sofremos gols em duas partidas seguidas. Um feito que não pode ser subestimado.
“Importante o fato de não termos sofrido gols nas duas partidas seguidas. Eu creio que, para o Brasileiro, é a primeira vez nesta temporada. É importante para nós enquanto equipe. Dá confiança”, analisou o comandante. Essa confiança é o combustível que precisamos. É a certeza de que podemos ir a qualquer estádio do Brasil e voltar com os três pontos na bagagem.
Com o resultado, o Fogão salta para a sétima colocação, somando 29 pontos e olhando para cima na tabela. O topo é o nosso lugar!
Tempo para afiar as armas para o Clássico Vovô
Agora, a tropa alvinegra terá um merecido e precioso descanso. O próximo compromisso é apenas no dia 8 de agosto, contra o Fluminense, no Clássico Vovô. Um período que, segundo Franclim, será fundamental para a evolução da equipe.
“É um período bom para nós, porque temos espaço e tempo, principalmente para os atletas que acabaram de chegar”, explicou. Ele lembrou que o desgaste físico foi um fator contra o Cruzeiro, que teve um dia a mais de descanso. Agora, a balança se equilibra.
Esse tempo será crucial para recuperar os guerreiros, ajustar a tática e integrar os novos reforços ao DNA do Fogão. Que venha o Fluminense. Estaremos prontos, mais fortes e com a confiança renovada. A Estrela Solitária voltou a brilhar forte no céu do Brasil, e o sorriso, hoje, é todo nosso. Botafogo é isso aí!