A Voz do Dono: Textor Abre o Coração e a Caixa de Pandora
Em uma entrevista exclusiva e bombástica concedida à ESPN na última terça-feira (18), John Textor, o homem que comanda a SAF do nosso Glorioso, mostrou que não teme polêmicas. Sem ficar em cima do muro, o empresário norte-americano participou de um bate-pronto avassalador, onde cada resposta ecoou como um trovão em General Severiano. E ele não poupou ninguém.
Questionado sobre temas espinhosos, Textor foi direto, apaixonado e, por vezes, irônico. Ele falou sobre amor, sobre ódio e sobre a alma alvinegra que ele abraçou como sua. Para o povo do Fogão, foi mais do que uma entrevista; foi um manifesto.
Os Inimigos da Estrela Solitária: A Lista Negra de Textor
Quando a reportagem perguntou quais clubes brasileiros ele jamais compraria, a resposta veio como um torpedo: Flamengo, Palmeiras e Fluminense. A justificativa? Pura e simples paixão pelo Botafogo. Textor confessou que a rivalidade entrou em suas veias.
“Tenho amor e respeito por todos os times do Brasil, mas as rivalidades me afetaram porque eu adotei o Botafogo como meu clube de coração”, declarou o americano. “Então, o ódio que os torcedores do Botafogo sentem por esses times, eu diria que sinto no meu coração também. Eu sinto as rivalidades.”
Ele não parou por aí. Sobre o Vasco, nosso rival histórico, a análise foi cirúrgica e complexa, como só o futebol pode ser. “O Vasco também é um caso interessante, não é? A gente não gosta deles, mas eles são meio que nossos irmãos… É uma relação meio esquisita”, admitiu, revelando a complexidade das emoções que regem os clássicos cariocas.
Alvo Definido: O ‘Rei do Rebaixamento’ na Mira de Textor
Mas o momento mais tenso da conversa foi ao ser perguntado sobre seu maior inimigo no futebol brasileiro. Com uma ironia cortante, Textor afirmou que não conseguia nem pronunciar o nome. O alvo, no entanto, ficou claro: Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente do clube.
“Eu esqueci o nome dele… De verdade, esqueci o nome dele, não consigo pronunciar. Toda vez que ele fala, os meus ouvidos se enchem”, disparou Textor, antes de usar o apelido que ressoa com amargura na memória da torcida: “Ele é conhecido como o ‘Rei do Rebaixamento’.”
Apesar da farpa, Textor refletiu sobre o conflito, atribuindo-o a uma batalha de egos que prejudica o Glorioso. “Acho que é uma situação em que os egos estão destruindo esse grande clube”, lamentou. Ainda assim, deixou uma porta aberta para a paz, no melhor estilo botafoguense: “Honestamente, no futuro a gente pode tomar uma cerveja juntos e superar tudo isso. (…) Acho que ainda há esperança para o Carlos e eu.”
Um Caso de Amor Alvinegro: Junior Santos e a Devoção aos Jogadores
Nem só de batalhas vive o coração de Textor. Quando o assunto foi o elenco do Fogão, o tom mudou para pura devoção. Ao ser pressionado para escolher o melhor jogador que viu em campo, ele se recusou, com uma justificativa que enche de orgulho a torcida alvinegra.
“Ah, isso não é justo… Eu amo esses caras como seres humanos. Eu contratei a maioria desses caras pessoalmente”, explicou. Mas ele não conseguiu esconder um carinho especial: “Todos sabem que o maior ‘caso de amor’ que eu tenho com os jogadores foi com o Junior Santos. (…) Eu e o Júnior (Santos) temos um caso especial.”
A lealdade também tem nome: Durcesio Mello. Textor não hesitou em apontar o ex-presidente como seu “melhor amigo no futebol brasileiro”. Uma aliança forjada na paixão pela Estrela Solitária.
Botafogo e Nada Mais: A Fidelidade Absoluta
A entrevista também revelou o lado bem-humorado e autocrítico do empresário. Ao ser perguntado quem era o melhor e o pior executivo de futebol do Brasil, ele deu a mesma resposta para ambas as perguntas: “Sou eu”, seguido de uma risada. “Eu não consigo nem manter o controle do meu próprio clube”, brincou.
E se não tivesse comprado o Botafogo? A resposta sela seu compromisso eterno com nossas cores. “Como eu amo muito o Botafogo, teria que ser o Botafogo de Ribeirão Preto. Seria a única escolha que eu poderia fazer”, cravou.
Essa entrevista não foi apenas um conjunto de respostas. Foi a declaração de um homem que, mesmo com seus erros e acertos, sente o Botafogo na pele. Ele entende nossa dor, compartilha nosso ódio aos rivais e celebra nosso amor incondicional. Seus inimigos são os nossos. Sua paixão é a nossa. E enquanto a Estrela Solitária brilhar, estaremos juntos nessa jornada.
Informações com base em reportagem do www.espn.com.br.