Uma Dívida de R$ 727 Milhões ou Uma Declaração de Guerra?
A terça-feira amanheceu com um tremor sísmico que abalou as estruturas de General Severiano e ecoou até a França. Em um relatório financeiro que mais parece uma declaração de guerra, o Lyon, nosso suposto ‘irmão’ na rede multiclubes Eagle Football, veio a público afirmar que o Botafogo lhe deve a cifra astronômica de 126 milhões de euros, o equivalente a R$ 727 milhões na cotação atual. A notícia caiu como uma bomba no coração da torcida alvinegra.
No mesmo documento, o clube francês, em um tom que mistura contabilidade e pessimismo, já estima uma depreciação de 86 milhões de euros (cerca de R$ 496 milhões), admitindo que talvez não veja a cor desse dinheiro tão cedo. É um movimento que acende todos os alertas e questiona a própria natureza da parceria que nos foi vendida.
A Resposta do Glorioso: Justiça Cobra R$ 745 Milhões
Mas quem pensa que o Glorioso assistiria a tudo isso de braços cruzados, não conhece a nossa história. Este não é um ataque sem resposta. O que o Lyon talvez tenha se esquecido de mencionar com o mesmo alarde é que, em abril, foi o Botafogo quem foi à Justiça do Rio para cobrar NADA MENOS que R$ 745 milhões dos próprios franceses. Sim, você leu certo. A nossa cobrança é ainda maior.
A batalha, portanto, é travada em duas frentes, com números que desafiam a compreensão e revelam uma fratura exposta no coração do projeto de John Textor. De um lado, uma acusação de dívida. Do outro, uma ação judicial robusta. E no meio, a paixão de milhões de botafoguenses, que assistem atônitos a essa disputa de gigantes.
A Manobra de Textor: Lyon Usado como Fiador Secreto
O ponto mais explosivo do relatório do Lyon, no entanto, é a revelação de uma suposta manobra nos bastidores. Os franceses alegam ter descoberto que John Textor, o homem que comanda a Eagle Football, teria colocado o próprio Lyon como fiador de empréstimos contraídos pelo Botafogo, tudo sem o conhecimento prévio da diretoria do clube francês.
O documento detalha: “A Eagle Football Group (Lyon) ou da subsidiária OL SASU” foram usadas para “cobrir obrigações assumidas pelos clubes Botafogo e Molenbeek”. O Lyon afirma que essas garantias, por não serem de conhecimento da gestão, nunca foram declaradas em balanços anteriores. Uma delas, datada de março de 2024, seria em favor de uma empresa de factoring de um clube do qual o Botafogo comprou um jogador.
Uma segunda garantia, ainda mais grave, datada de abril de 2025, teria sido assinada pela OL SASU para garantir um empréstimo da SAF Botafogo, com um valor máximo inicial de 30 milhões de euros. O relatório francês descreve a situação com perplexidade, afirmando que essa garantia assegura um empréstimo ligado a “valores devidos em razão de transferências de jogadores entre Botafogo e OL que nunca chegaram a ocorrer”. Uma teia complexa e perigosa que coloca em xeque a confiança entre os clubes.
O Futuro da Parceria em Jogo
Enquanto o Lyon alega não ter sido notificado sobre as ações na Justiça do Rio, a realidade dos fatos mostra o contrário. Em abril, a mesma Justiça brasileira determinou que o clube francês pagasse ao Botafogo a quantia de R$ 122 milhões em um prazo de apenas três dias, uma vitória parcial para o nosso lado que joga mais lenha na fogueira.
O que resta é um cenário de incerteza e conflito. Uma guerra de narrativas e milhões de euros que se desenrola nos tribunais e nos relatórios financeiros. De que lado está a verdade? Quem sairá vitorioso desta batalha que ameaça ruir o império da Eagle Football? Para nós, fiéis da Estrela Solitária, uma coisa é certa: o Botafogo é maior que qualquer planilha, maior que qualquer dívida e maior que qualquer disputa de escritório. A nossa força vem da arquibancada, e é por ela que vamos lutar.
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.