HUMILHAÇÃO EM CUSCO: Fogão leva 6 a 1 do Cienciano e rivais disparam: ‘Nunca serão!’

Uma noite para esquecer. Uma goleada de 6 a 1 que entra para a história como uma das maiores vergonhas do Botafogo. A Estrela Solitária se apagou em Cusco.

O Botafogo foi goleado por 6 a 1 pelo Cieniano pela Copa Sul-Americana (Photo by Jose Angulo / AFP)

Uma Noite de Infâmia para a Estrela Solitária

Há noites que entram para a história pelos piores motivos. A de quinta-feira, dia 13, será uma delas. Uma cicatriz na alma de cada botafoguense. Em Cusco, no Estádio Inca Garcilaso de La Vega, o que deveria ser o início de uma caminhada gloriosa nas oitavas de final da Sul-Americana se transformou em um pesadelo indescritível. O placar de 6 a 1 para o Cienciano não é apenas um resultado; é uma mancha, uma humilhação que ecoará por General Severiano e por todo o Brasil.

A Estrela Solitária, que tantas vezes nos guiou na escuridão, se apagou na altitude peruana. O time que entrou em campo não era o Botafogo que conhecemos e amamos. Foi uma equipe apática, perdida, que assistiu a um adversário mediano se transformar em um gigante impiedoso. A derrota dói, mas a forma como ela aconteceu é o que dilacera o coração do povo do Fogão.

Um Massacre Anunciado em 30 Minutos

O roteiro da tragédia foi escrito em velocidade assustadora. Antes mesmo que a torcida alvinegra pudesse entender o que se passava, o Glorioso já estava de joelhos. O texto do jornalista Leonardo Bessa, do Lance!, descreve com precisão cirúrgica: o Botafogo ‘não viu a cor da bola’ e foi ‘severamente punido’.

Antes dos 30 minutos da primeira etapa, o placar já apontava um vergonhoso 3 a 0. Succar, o carrasco da noite, marcou duas vezes. O segundo gol, uma falha grotesca do nosso goleiro Warleson, que entregou a bola nos pés do adversário. Como se não bastasse, Bandiera ampliou, em um lance que gerou revolta: a bola parece tocar em seu braço, mas a arbitragem, para variar, fez vista grossa ao clamor alvinegro.

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Aos 34 minutos, o golpe de misericórdia. Martinich, de muito longe, acertou um chute que parecia teleguiado, no ângulo. Um golaço, é verdade, mas que naquele momento soou como a pá de cal em um time já entregue, exposto pelos lados e com falhas de marcação que seriam inaceitáveis até mesmo em uma partida de várzea. Ir para o intervalo já nas cordas, sendo goleado, foi o prenúncio do que ainda estava por vir.

O Sal na Ferida: A Zombaria dos Rivais

Enquanto a fiel torcida da Estrela Solitária sofria em silêncio, os rivais faziam a festa. As redes sociais se transformaram em um tribunal de zombaria, um palco para a chacota que sempre acompanha nossas quedas. A goleada histórica não foi perdoada e serviu de munição para aqueles que se alimentam de nossa dor.

Comentários como “DESSE JEITO VCS NUNCA SERÃO SANTOS” e “Mais um vira Alemanha bairro kkakakaka” inundaram a internet. Torcedores do nosso rival da Gávea, sempre eles, tripudiaram com provocações como “Virou bagunça? Kkkkkk, chora faísca ❤️🖤”. Até mesmo os vascaínos, em meio à sua própria crise, se sentiram no direito de apontar o dedo: “Mlk, nem o pior elenco da história do Vasco seria capaz de proporcionar tal vergonha”.

A zombaria foi além do placar. Usaram nossas feridas recentes, as novelas do mercado da bola, para cutucar ainda mais fundo. “Calma rapaziada, pelo menos o Almada e o Luiz Henrique não foram pro Flamengo”, ironizou um. Outro completou: “Pobre bairro, pelo menos vcs ficaram com o danilo”. Cada palavra, cada risada, era um punhal a mais no peito do torcedor botafoguense, que via sua paixão se tornar piada nacional.

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Análise de uma Tragédia: Onde o Glorioso se Perdeu?

É impossível não se perguntar: o que aconteceu com o nosso Fogão? A análise da fonte aponta para um time “modificado na escalação e taticamente”. Mas isso não explica tudo. O que vimos foi uma equipe sem alma, sem poder de reação, que aceitou a derrota com uma passividade assustadora.

As falhas de marcação foram constantes, a exposição pelas laterais foi um convite ao ataque peruano. Faltou tudo: atitude, compactação, vergonha na cara. Não se pode ir a uma partida de mata-mata de Sul-Americana com essa postura. A altitude de Cusco é um fator, sim, mas não justifica uma goleada de 6 a 1. Não justifica a falta de luta, a entrega dos pontos.

Essa derrota não é apenas um resultado elástico. Ela é o sintoma de algo mais profundo. É um alerta máximo para a diretoria, para a comissão técnica e, principalmente, para os jogadores. Vestir a camisa do Botafogo é uma honra que exige respeito, suor e sangue. O que vimos no Peru foi uma afronta à nossa história.

E Agora, Botafogo?

A noite em Cusco foi longa, dolorosa e humilhante. A volta para casa será marcada pelo peso da vergonha. A missão de reverter um 6 a 1 é praticamente impossível, mas o futebol já nos mostrou que a mística alvinegra opera milagres. Contudo, mais do que sonhar com uma virada épica, a torcida exige uma resposta.

Exigimos honra. Exigimos que a equipe que entrar em campo no jogo de volta lave a alma e demonstre o mínimo de respeito por essa camisa gloriosa. A ferida está aberta, e a zombaria dos rivais ainda ecoa. Como este time irá se levantar? Como os responsáveis por este vexame olharão nos olhos do seu povo? A resposta, Glorioso, precisa vir dentro de campo. A torcida, mesmo sangrando, estará esperando.

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.