ESCÂNDALO EM CUSCO: VAR ignora mão de Neri Bandeira e valida gol BIZARRO contra o Fogão!

ESCÂNDALO! Gol de mão de Neri Bandeira é validado pelo VAR após 5 minutos e causa revolta da torcida do Fogão na Sul-Americana. Entenda a polêmica.

Cienciano x Botafogo pelas oitavas da Sul-Americana (Photo by Jose Angulo / AFP)

A Noite em que a Estrela Solitária Foi Apunhalada em Cusco

Há noites em que o futebol se esquece da bola e se entrega ao teatro do absurdo. E nesta quinta-feira (13), em uma noite gelada no Estádio Inca Garcilaso de la Vega, o Botafogo foi a vítima principal de um roteiro inacreditável. Em meio a um placar adverso de 4 a 0 contra o Cienciano, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana, um lance selou o sentimento de injustiça que arde na alma de cada torcedor alvinegro.

Não bastasse a altitude de 3.400 metros e um adversário valente, o Glorioso teve que lutar contra um inimigo invisível, mas terrivelmente presente: uma decisão de arbitragem que desafia a lógica e mancha a competição. A Estrela Solitária, que brilhou como nenhuma outra na fase de grupos, se viu ofuscada por um erro que clama aos céus.

O Gol da Vergonha: A Mão de Bandeira e a Cegueira do VAR

Vamos ao lance que fez o sangue do povo do Fogão ferver. Após um cruzamento na nossa área, o atacante peruano Neri Bandeira finaliza. A bola, caprichosa e traiçoeira, desvia nitidamente em sua mão antes de morrer no fundo das nossas redes. Um toque ilegal, claro, visível a olho nu e, teoricamente, impossível de ser ignorado pela tecnologia.

Teoricamente. O árbitro equatoriano Augusto Aragon foi chamado para revisar. O que se seguiu foram cinco longos e angustiantes minutos de consulta ao VAR, comandado por seu compatriota Franklin Congo. Cinco minutos de esperança para o torcedor, que acreditava na correção do erro óbvio. Uma espera em vão. Para o espanto de uma nação inteira, o gol foi validado. Um tapa na cara do fair play, uma afronta ao Botafogo.

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Nas redes sociais, a revolta foi imediata e avassaladora. A torcida alvinegra, unida na dor e na indignação, não se calou diante do absurdo. Como pode, em 2024, com toda a tecnologia disponível, um gol de mão ser confirmado após uma checagem tão demorada? A pergunta ecoa do Peru ao Rio de Janeiro, sem resposta.

Um Contexto Cruel para o Melhor Time da Competição

A dor é ainda maior quando lembramos do caminho percorrido até aqui. O Botafogo, sob o comando de Franclim Carvalho, não chegou às oitavas por acaso. Fizemos a melhor campanha de toda a fase de grupos da Sul-Americana, uma jornada quase perfeita com cinco vitórias e um empate, liderando o Grupo E com autoridade.

Enfrentamos o desafio de Cusco sabendo das dificuldades. O Cienciano não é um adversário qualquer em seus domínios. A equipe peruana já havia mostrado sua força nos playoffs, ao reverter uma derrota de 2 a 0 para o Lanús, da Argentina, com uma goleada impiedosa de 4 a 0 em sua casa. Eles sabem usar a altitude como poucos. Mas uma coisa é ser superado pela força do rival, outra completamente diferente é ser sabotado por uma decisão de arbitragem.

Uma Arbitragem Equatoriana Sob Suspeita

A Conmebol escalou um quarteto do Equador para este duelo decisivo, e o desempenho deles ficará marcado na memória do torcedor. O árbitro principal, Augusto Aragon, ficará para sempre associado a essa decisão polêmica. Seus assistentes, Christian Lescano e Mauricio Lozada, e o quarto árbitro, Oswaldo Contreras, também fazem parte desta página infeliz.

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Mas o grande questionamento recai sobre Franklin Congo, o homem na cabine do VAR. Qual imagem ele viu? Qual regra ele aplicou? A sensação que fica é a de um abandono, de que a mística alvinegra foi deixada para lutar sozinha contra tudo e contra todos, a mais de 3 mil metros do nível do mar.

A partida, transmitida pelo Paramount+ às 21h30, se tornou um pesadelo. Agora, resta ao Glorioso juntar os cacos, absorver a revolta e transformá-la em força para o jogo de volta. Porque o Botafogo é isso aí. É resiliência, é paixão que não se mede e é a certeza de que, apesar das injustiças, a nossa Estrela jamais deixará de brilhar.

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.