CIENCIANO ESMAGA O FOGÃO POR 6 A 1 E PROVOCA COM ‘BAILE’ NAS REDES

Uma noite para apagar da memória. Botafogo é massacrado por 6 a 1 pelo Cienciano, que não perdoa e provoca nas redes sociais: 'Baile inesquecível'.

Clube peruano utilizou as redes sociais para comemorar placar elástico na Libertadores (Foto: Jose Angulo / AFP)

Uma Noite Para Apagar da História

Existem derrotas, e existe o que aconteceu na noite da última quinta-feira (13), em Cusco. No Estádio Inca Garcilaso de la Vega, o Botafogo não foi derrotado. O Botafogo foi desmantelado, humilhado, exposto de uma forma que fere a alma de cada torcedor alvinegro. O placar de 6 a 1 para o Cienciano, pela partida de ida das oitavas de final da Libertadores, é uma mancha que arde na nossa história.

Ver o Glorioso em campo foi assistir a um filme de terror. E o pior: um filme onde o vilão, depois de tudo, ainda foi para as redes sociais tripudiar da sua vítima. Sim, o time peruano não se contentou com a goleada acachapante e fez questão de esfregar o sal na ferida, chamando a partida de ‘Baile’. Uma provocação que ecoa como um tapa no rosto de cada um de nós.

O Roteiro do Desastre em 45 Minutos

Como um time com a nossa camisa pode entrar em campo tão apático? A verdade nua e crua é que o Fogão não viu a cor da bola no primeiro tempo. Com uma escalação modificada e uma tática que se provou suicida, a equipe de General Severiano era uma avenida aberta, principalmente pelos lados do campo.

As falhas de marcação eram infantis, e os donos da casa, visivelmente superiores na parte física, deitaram e rolaram. Antes mesmo dos 30 minutos, o pesadelo já tinha placar: 3 a 0. Succar, por duas vezes, e Bandiera transformaram a altitude de Cusco em um palco de horrores para a torcida alvinegra.

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Aos 34 minutos, o golpe de misericórdia da primeira etapa. Martinich acertou um chute espetacular, de longa distância, no ângulo do nosso goleiro Warleson, que só pôde olhar a bola morrer no fundo da rede. Um golaço, é verdade, mas que naquele momento soou como a pá de cal. Fomos para o intervalo perdendo por 4 a 0, sob a pressão ensurdecedora do Estádio Garcilaso de la Vega, e com a certeza de que testemunhávamos uma vergonha histórica.

Um Falso Suspiro de Esperança

Na volta para o segundo tempo, um lampejo. Um daqueles momentos que fazem o botafoguense, mesmo no fundo do poço, acreditar. Matheus Martins cobrou uma falta com perfeição e marcou um golaço. Por um breve instante, a esperança, essa teimosa companheira, deu as caras. Seria o início de uma reação épica? Seria o despertar do gigante adormecido?

Não. Foi apenas um suspiro. A equipe não teve forças, nem organização, para sequer sonhar com uma reação. Aos 13 minutos, a realidade bateu à porta novamente. Bandiera, sempre ele, marcou mais uma vez, ampliando a vantagem do Cienciano e transformando a goleada em um massacre sem precedentes recentes.

A atuação foi tão desastrosa que, como repercutido, até mesmo o comentarista Certezas ‘rasgou o verbo’ para definir o que se viu em campo, mostrando a perplexidade geral com o tamanho do vexame.

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A Provocação e a Missão (Quase) Impossível

Como se a humilhação dentro de campo não fosse suficiente, o Cienciano fez questão de tripudiar nas redes sociais. Com postagens que celebravam um ‘Baile inesquecível’, o clube peruano mostrou uma arrogância que só aumenta a nossa dor e a nossa raiva. Eles não apenas venceram, eles dançaram sobre os nossos destroços.

Agora, resta o jogo da volta. Na próxima quarta-feira (20), às 21h30 (horário de Brasília), o Nilton Santos será o palco de uma missão que beira o impossível. Precisamos de uma remontada histórica, um milagre, uma daquelas noites em que a Estrela Solitária brilha mais forte e guia o nosso time a um feito inédito.

É difícil acreditar. A ferida está aberta e sangra. Mas somos botafoguenses. Estaremos lá, no nosso templo, para apoiar. Não por essa atuação, mas por essa camisa. Que os jogadores que entrarem em campo tenham um pingo da dignidade e da paixão que a nossa torcida tem de sobra. É o mínimo que exigimos.

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Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.