DE GARRINCHA AO CÂNCER: Matheus Costa revela como o Botafogo salvou a relação com seu pai, Seu Zé

Em relato emocionante, o influenciador Matheus Costa conta como a paixão pelo Botafogo, herdada de seu pai, foi a força para superar o câncer e o medo.

Matheus Costa falou da relação e admiração que tem pelo pai (Foto: Reprodução/Instagram/@matheuscosta)

A Estrela que nos une: Mais que um clube, uma herança de família

Ser botafoguense não é uma escolha, é um destino. Uma herança passada no sangue, nas histórias contadas ao pé do ouvido, na mística de uma camisa que pesa uma tonelada de glórias. Para o influenciador Matheus Costa, com seus mais de cinco milhões de seguidores, essa verdade se manifesta na figura de seu pai, o lendário ‘Seu Zé’, o homem que o ensinou a amar a Estrela Solitária.

Em uma entrevista que transcende o futebol, Matheus abriu o coração e narrou como o Glorioso não apenas o conectou ao pai, mas se tornou o pano de fundo para a maior batalha de suas vidas. A história deles é a história de todo botafoguense: feita de paixão, sofrimento e uma resiliência que desafia o impossível.

Um legado forjado em ouro: As lendas que criaram um novo fiel

Tudo começou com as lendas. Seu Zé não viveu apenas o futebol, ele respirou a era de ouro do Botafogo. Nas palavras de Matheus, a semente alvinegra foi plantada com as memórias de um pai que viu a magia em campo.

“Meu pai pegou a época do Garrincha, pegou a época do Jairzinho, pegou a época de ouro do Botafogo, era uma das maiores torcidas do Rio. Até hoje, ele fala de como o Maracanã ficava lotado para ver o Botafogo”, contou o influenciador. Essas narrativas épicas, de um tempo em que o mundo se curvava ao nosso futebol, ecoaram na alma do jovem Matheus.

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A confirmação veio anos depois, assistindo a um time que, mesmo sem o mesmo brilho dourado, carregava a mesma essência. “Quando eu era menor, eu assisti ao Dodô, Jorge Henrique, aquele time, aí eu falei: ‘Caraca, eu sou botafoguense’”, relembrou. A herança estava selada. A Estrela Solitária havia escolhido mais um.

A Batalha Mais Dura: Quando o medo ameaçou apagar a luz

Mas a vida, assim como um campeonato longo, impõe seus desafios mais cruéis. Em 2020, em meio a uma pandemia que paralisou o mundo, a família Costa recebeu uma notícia devastadora: Seu Zé foi diagnosticado com câncer. O chão se abriu para Matheus.

O medo não era apenas o da perda, mas o de ver seu herói partir sem testemunhar o fruto de seus sacrifícios. “Ali eu chorava toda noite, pensava que ia perder meu pai sem nem dar a oportunidade de ele ver o meu sucesso, que eu fiz publicidade, que não tinha sido à toa”, desabafou Matheus, em um relato de cortar o coração.

Aquele período foi de escuridão total. Com todos desempregados em casa, a incerteza sobre o futuro pairava como uma nuvem de tempestade. A dor era imensa, e a esperança, um fio frágil prestes a se romper. Era o Botafogo em seus momentos mais difíceis, lutando contra tudo e contra todos.

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A Virada do Jogo: A cura, a fama e a celebração da vida

Então, em 2021, veio a virada. Como um gol aos 45 do segundo tempo, a vida sorriu de volta. Uma brincadeira gravada entre pai e filho, despretensiosa, viralizou. O carisma de Seu Zé conquistou o Brasil. E, com a mesma força avassaladora, veio a notícia mais esperada: ele estava curado do câncer.

“Ele se curou do câncer, e a gente começou a viver o melhor período das nossas vidas, de 2021 pra cá”, celebrou Matheus. Aquele sofrimento se transformou em um testemunho de fé e superação. A família, que enfrentou o desemprego e a doença, agora colhia os frutos da resiliência.

As viagens, os passeios, a ida à Copa do Mundo para torcerem juntos… cada momento se tornou um troféu. “Eu só tenho a agradecer a Deus, aos seguidores, à minha família, que nunca desistiu também de mim. Meu pai, principalmente, nunca desistiu dele e de mim”, afirmou, emocionado.

Um Legado para a Eternidade: Registrando o amor em preto e branco

Hoje, Matheus faz questão de levar Seu Zé para todos os cantos, transformando cada segundo em uma memória eterna. As brincadeiras e os momentos de cumplicidade, antes apenas contados, agora são registrados em vídeo, um diário digital de um amor incondicional.

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“Por isso eu faço questão de levá-lo para tudo que eu posso… porque eu sei que daqui a 10 anos, 20 anos, eu vou sentir muita saudade desses momentos”, explica. “Hoje em dia está tudo em vídeo; os netos dele vão poder assistir e ver como é que o avô deles era…”

A história de Matheus e Seu Zé é a prova viva do que é ser Botafogo. É sobre passar a paixão de geração em geração. É sobre lutar quando ninguém mais acredita. É sobre chorar de dor em um dia e de alegria no outro. É a mística alvinegra em sua forma mais pura: uma história de amor, luta e redenção, abençoada pela Estrela Solitária.

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.