LEMBRA DELE? Herói do Fogão em 2004, Schwenck tem nova missão no futebol

O atacante que salvou o Botafogo do rebaixamento com gols e raça mudou de vida. Descubra por onde anda Cléber Schwenck, o eterno herói alvinegro.

Schwenck, o folclórico centroavante que marcou época no Botafogo em 2004 e rodou o mundo, hoje atua como treinador no futebol catarinense. (Foto: Site Tribuna do Norte/Júnior Santos)

Herói de 2004! Por onde anda Schwenck, o salvador do Fogão?

Existem nomes que a torcida do Botafogo jamais esquece. Não são necessariamente os craques de técnica refinada ou os campeões de múltiplos títulos, mas sim os guerreiros que, em momentos de escuridão, vestiram a camisa alvinegra e lutaram com a alma. No panteão desses heróis improváveis, um nome ressoa com a força de um grito de gol no último minuto: Cléber Schwenck Tiene.

Em um futebol brasileiro dos anos 2000 que idolatrava o centroavante trombador, aquele camisa 9 de raça e presença de área, Schwenck foi um personagem folclórico e inesquecível. Para o povo do Fogão, ele foi mais do que isso: foi o salvador. Mas por onde anda o atacante que nos tirou do abismo em 2004?

O Ano Mágico que o Tornou Herói Alvinegro

O ano de 2004 é uma cicatriz e uma medalha no coração de todo botafoguense. A luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro foi uma das mais dramáticas de nossa história. E foi nesse cenário de caos e angústia que a estrela de Schwenck brilhou mais forte.

Nascido no Rio de Janeiro em 1979 e revelado pelo Nova Iguaçu, o atacante teve um início de carreira discreto. Naquele mesmo ano de 2004, ele fez parte do elenco do Cruzeiro que conquistou o Campeonato Mineiro. Mas o destino reservava algo maior. No meio da temporada, ele desembarcou em General Severiano com uma missão quase impossível: marcar os gols que manteriam o Glorioso na elite.

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E ele cumpriu. Com uma entrega que personificava o sentimento da arquibancada e gols decisivos que valiam mais que ouro, Schwenck tornou-se o grande protagonista daquela campanha de superação. Ele não era apenas um jogador; era a personificação da nossa resiliência. Era a prova de que, para vestir essa camisa, a raça vale tanto quanto o talento.

O Nômade da Bola: Um Passaporte Carimbado

A fama de salvador do Botafogo abriu as portas do mundo para o centroavante. A partir dali, Schwenck se tornou um autêntico “nômade da bola”, um perfil de jogador que rodou o país e o planeta, sempre com o faro de gol na bagagem.

Sua carreira extensa o levou a defender grandes clubes de norte a sul do Brasil, mas seu espírito aventureiro também o levou para longe. O herói alvinegro desbravou o futebol internacional, deixando sua marca em gramados tão distintos quanto os do Japão, de Israel e da Coreia do Sul. O passaporte estava sempre carimbado, mas em seu peito, a memória da Estrela Solitária que ele ajudou a salvar certamente permaneceu.

Das Chuteiras à Prancheta: A Nova Missão de Schwenck

Após uma longa e honrosa jornada dentro das quatro linhas, Schwenck pendurou as chuteiras. Mas quem nasce para o futebol raramente consegue se afastar dele. Hoje, o nosso eterno herói de 2004 tem uma nova missão, agora na beira do campo.

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O ex-atacante, que pode ser acompanhado em seu perfil @schwenckoficial, decidiu usar toda a sua experiência para se tornar treinador. A transição começou em 2018, no estado de Santa Catarina, uma região pela qual criou laços afetivos. Seu primeiro passo foi no comando da equipe sub-17 do Marcílio Dias, trabalhando na formação de jovens talentos.

O trabalho na base foi o laboratório para o passo seguinte. Pouco tempo depois, ele assumiu o desafio de treinar sua primeira equipe profissional: o Carlos Renaux, da cidade de Brusque. Pelo clube, disputou a Série C do Campeonato Catarinense, consolidando de vez sua nova carreira. O guerreiro dos gramados agora é o estrategista da prancheta.

O Legado do Salvador: O que Esperar do ‘Professor’ Schwenck?

A trajetória de Schwenck no Fogão nos ensina uma lição valiosa. Em um clube de mística e paixão como o nosso, a identificação e a entrega muitas vezes ecoam mais alto do que um currículo recheado de títulos. Ele chegou, entendeu o que significava o Botafogo naquele momento e lutou como um de nós.

Agora, como técnico, ele busca construir no Sul do país uma carreira tão sólida quanto a que teve como atleta. A grande pergunta que fica para a torcida alvinegra é: será que o ‘Professor’ Schwenck conseguirá injetar em seus times a mesma garra e o mesmo espírito de luta que o consagraram com a nossa camisa?

Uma coisa é certa: a Estrela Solitária que ele ajudou a manter brilhando no céu da Série A jamais se esquecerá de seus heróis. E quem sabe, um dia, o caminho do salvador não cruza novamente com o de General Severiano, trazendo de volta a raça de 2004, desta vez para a beira do gramado.

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.