O Apito da Discórdia: Um Nome que Assombra o Botafogo
A cada rodada do Brasileirão, a torcida alvinegra vive uma montanha-russa de emoções. Mas nesta semana, antes mesmo da bola rolar, um nome divulgado pela CBF foi suficiente para gelar a espinha do mais otimista dos botafoguenses: Davi de Oliveira Lacerda. Este é o homem, de apenas 30 anos, escalado para comandar o apito no duelo crucial contra o Cruzeiro, neste domingo (26), às 16h, em pleno Mineirão, pela 20ª rodada. E se você, fiel da Estrela, não se lembra do porquê deste nome causar tanto calafrio, a Redação Gloriosa está aqui para refrescar sua memória. E ela não é nada boa.
Não se trata de um simples sorteio, de um nome qualquer. Trata-se de um personagem cujo histórico com o Glorioso é marcado por decisões controversas, resultados amargos e uma sensação persistente de que o critério, quando se trata do Botafogo, parece se perder em algum lugar entre o campo e a cabine do VAR. A partida contra a equipe mineira já se desenhava como um desafio gigante, mas agora ganha um elemento extra de tensão. Um elemento que vestirá amarelo e carregará um apito.
Um Passado que Condena: As Polêmicas de Lacerda com o Fogão
Os números e os fatos, torcedor, não mentem. Esta será a sétima vez que Davi Lacerda apita um jogo do nosso Fogão. E o retrospecto recente é de arrepiar. Vamos voltar ao ano de 2026, um passado não tão distante. Sob seu comando, tivemos um empate por 2 a 2 com o Coritiba, uma derrota dolorida para o Bahia pelo Brasileirão e um revés por 2 a 0 para a Chapecoense que nos custou caro na Copa do Brasil. Três jogos, nenhuma vitória. Coincidência? Talvez. Mas a história fica pior.
A memória mais recente e dolorosa de sua atuação foi justamente antes da parada para a Copa do Mundo, na derrota para o Bahia na Fonte Nova. Naquele dia, a mística alvinegra foi testada ao limite. O lance capital envolveu Cristian Medina, que avançava como uma flecha em direção ao gol adversário. Ademir, do Bahia, cometeu a falta. Cartão vermelho na mão de Lacerda! Justiça? Não por muito tempo. Chamado pelo VAR, o árbitro voltou atrás, retirou a expulsão que parecia óbvia e transformou um lance claro em uma confusão que só prejudicou o Glorioso. Como se não bastasse, no mesmo jogo, o goleiro Neto foi expulso após, segundo a súmula, dirigir ofensas ao árbitro. Um dia para esquecer, orquestrado por um apito, no mínimo, questionável.
E se você pensa que parou por aí, está enganado. Em 2025, o roteiro de polêmicas continuou. Contra o São Paulo, ele não hesitou em marcar um pênalti de Alan Franco sobre Cuiabano. Contudo, mais uma vez, o VAR interveio e a decisão foi revertida. Já no Nilton Santos, em um jogo tenso contra o Palmeiras, o lance que fez a torcida explodir: um contato claro de Giay sobre Joaquín Correa dentro da área. O estádio inteiro pediu pênalti. O time pediu pênalti. Mas para Davi Lacerda, nada aconteceu. O jogo seguiu, e a injustiça ficou entalada na garganta de cada botafoguense.
A Equipe Completa de Arbitragem para Domingo
Para o confronto no Mineirão, Davi de Oliveira Lacerda não estará sozinho. É fundamental que o time e a torcida conheçam todos os responsáveis por garantir a lisura da partida. A CBF escalou uma equipe predominantemente do Espírito Santo e do Rio Grande do Sul. Fiquemos de olho, principalmente, em quem estará na cabine do VAR.
- Árbitro: Davi de Oliveira Lacerda (ES)
- Assistente 1: Douglas Pagung (ES)
- Assistente 2: Pedro Amorim de Freitas (ES)
- Quarto árbitro: Artur de Morais Fernandes (GO)
- Assessor: Marcelo Rogerio (SP)
- VAR: Daniel Nobre Bins (Fifa-RS)
- AVAR: Andre da Silva Bitencourt (RS)
- AVAR2: Anderson da Silveira Farias (RS)
- Observador de VAR: Marcos Andre Gomes da Penha (ES)
- Quality manager: Arnaldo Jasson Araujo Santos (RJ)
Que a Estrela Brilhe Mais Forte que o Apito
A escalação está feita. O alerta está dado. Não estamos aqui para criar teorias da conspiração, mas para apresentar fatos. E os fatos mostram um histórico preocupante. O Botafogo entrará em campo no Mineirão para lutar por três pontos, mas também terá que lutar contra os fantasmas de um passado recente com este árbitro. Cabe ao nosso time ter a cabeça no lugar, jogar com a paixão que a camisa exige e a inteligência que o cenário demanda.
Que nossos guerreiros em campo superem não só o adversário, mas qualquer adversidade que venha de fora das quatro linhas. Que a Estrela Solitária em nosso peito brilhe tão intensamente a ponto de ofuscar qualquer decisão duvidosa. Domingo é dia de guerra, e o povo do Fogão estará junto, vibrando e vigiando. Para cima deles, Fogão! Contra tudo e contra todos!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.