UAU! ESTREIA DE GIGANTE! Warleson fecha o gol, exalta Danilo e manda recado à torcida do Fogão

Em noite de estreia segura, goleiro Warleson se emociona ao falar de Danilo e valoriza empate sem gols: 'Temos que comemorar não ser vazado!'

Warleson antes de estreia pelo Botafogo (Foto: Vitor Silva / Botafogo)

Um novo guardião para a Estrela Solitária

Em noites de futebol no Nilton Santos, o torcedor alvinegro busca heróis, busca símbolos, busca a encarnação da nossa mística em campo. E nesta quinta-feira, contra o Vitória, em um jogo amarrado e de poucas emoções que terminou em 0 a 0, talvez tenhamos encontrado um novo pilar para a nossa fortaleza. Warleson vestiu a camisa do Botafogo pela primeira vez e, mesmo sem o brilho da vitória, deixou uma impressão que ecoa: a de um goleiro com a alma do tamanho do Glorioso.

O placar não mexeu, é verdade. A frustração de não balançar as redes em casa é real e pulsa na arquibancada. Mas o futebol, em sua essência poética e dramática, se escreve nas entrelinhas. E a estreia de Warleson foi um poema sobre segurança, mentalidade e respeito ao nosso manto sagrado. Em suas primeiras palavras como atleta do Fogão, ele não falou como um recém-chegado; falou como quem entende o peso da Estrela Solitária no peito.

‘Uau, jogar com o Danilo’: O privilégio de vestir nosso manto

A primeira grande impressão de Warleson não veio de uma defesa, mas de suas palavras sobre um companheiro. Ao ser questionado sobre atuar ao lado de Danilo, nosso craque de Seleção Brasileira, a reação do goleiro foi a de um torcedor que acaba de realizar um sonho. Foi pura, foi genuína, foi Botafogo.

“Uau, jogar com o Danilo, cara… Ele é seleção, né? Não é à toa que ele está na Seleção. Então, são atletas de alto nível”, disse Warleson, com o espanto de quem reconhece a grandeza ao seu lado. A fala dele vai além. “Você vê atletas de alto nível aqui também no Brasil, no Botafogo inclusive. Então, é um privilégio de Deus de estar nesse lugar. Então, glória a Deus por isso”.

Publicidade

Ouvir isso de um estreante arrepia. Ele não vê o Botafogo como uma passagem, mas como um ‘privilégio de Deus’. Essa é a mentalidade que queremos. E ele falou isso no mesmo dia em que Danilo, ao entrar em campo pela 13ª vez, selou sua permanência, frustrando de vez os sonhos do Palmeiras. O destino, meus amigos, às vezes escreve certo por linhas tortas. Ganhamos um goleiro e reafirmamos um craque na mesma noite.

A mentalidade que faltava: ‘Valorizar o clean sheet’

O brasileiro, por cultura, ama o gol, a ofensividade, o drible. Mas times campeões são construídos de trás para frente. E Warleson, em sua primeira entrevista, deu uma aula sobre mentalidade competitiva que precisa virar mantra em General Severiano.

“Acho que no Brasil também tem aquele hábito de não valorizar o clean sheet (jogo sem sofrer gols), né?”, questionou o nosso novo paredão. “A gente tentou, a gente atacou de todas as formas… Mas no final do jogo, não tomar gol também é importante. A gente também tem que criar esse hábito na gente de valorizar também os clean sheets”.

Que declaração! Em meio a um empate que poderia ser visto apenas pelo lado vazio do copo, ele nos lembra da base de tudo: uma defesa impenetrável. Ele reconheceu o esforço ofensivo, a boa atuação do goleiro adversário, mas cravou o ponto fundamental. Festejar uma partida sem ser vazado é o primeiro passo para construir uma campanha vitoriosa. É a mentalidade que transforma empates frustrantes em pontos preciosos.

Publicidade

Foco absoluto para garantir o ponto

Ser goleiro do Botafogo, especialmente em jogos no Niltão, é um teste de concentração. O time propõe o jogo, tem a bola, e o adversário chega poucas vezes. Mas quando chega, é para decidir. Warleson sentiu isso na pele.

O Vitória, segundo o próprio goleiro, nos atacou “duas, no máximo três vezes ali”. E foi nesses momentos que ele mostrou a que veio. “Quando você joga em clube grande, eles vão atacar… Então a gente tem que estar sempre focado nesses lances. É mínimo, mas tem que estar focado para poder fazer a execução ali”, analisou com a frieza de um veterano. “Graças a Deus, eu fui feliz ali na defesa e glória a Deus por isso”.

Essa humildade, combinada com a eficiência nos poucos momentos em que foi exigido, é o que define um grande goleiro. Não fez milagres espalhafatosos, mas transmitiu uma segurança que há tempos não sentíamos. Estava lá, pronto, focado. Um verdadeiro guardião.

Um novo líder para um time jovem

Para completar o cartão de visitas, Warleson ainda mostrou ter perfil de liderança. Ele sabe que a voz de um goleiro é a primeira linha de organização da defesa e não se intimidou em sua estreia. Explicou que procura orientar os companheiros o tempo todo, algo vital para o nosso time.

Publicidade

“A gente tem uma equipe muito jovem. Você pode ver pela idade da nossa equipe”, pontuou. Essa consciência do perfil do elenco e a disposição para ajudar mostram que não contratamos apenas um jogador, mas um profissional comprometido com o coletivo. A informação de que foi bem recebido pelo grupo só confirma que o ambiente é bom e que ele chegou para somar.

O empate sem gols contra o Vitória pode não entrar para a história pelos melhores motivos, mas que seja lembrado como o dia em que a Estrela Solitária ganhou um novo e promissor guardião. Um goleiro que valoriza a defesa, admira seus companheiros e entende o privilégio que é defender o Glorioso. Seja bem-vindo, Warleson! A torcida alvinegra te abraça.

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.