TEXTOR DECLARA GUERRA A DANILO: ‘Posso enterrar sua carreira! Quer ir pro Palmeiras? Pague!’

O recado de Textor para Danilo é brutal: 'Eu posso enterrar a carreira de um jogador para salvar o meu clube'. O dono do Fogão não perdoou a atitude do volante.

Botafogo à falência? A resposta sincera de John Textor; VEJA (0:16)

‘EU POSSO ENTERRAR A CARREIRA DE UM JOGADOR PARA SALVAR O MEU CLUBE’

A bola pode até estar parada para a Copa do Mundo, mas em General Severiano, o caldeirão ferve. E quem colocou fogo no parquinho foi ninguém menos que John Textor. Afastado do dia a dia do clube desde 23 de abril por uma ordem do Tribunal Arbitral da FGV, o dono da SAF do Botafogo quebrou o silêncio em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (3) e o alvo foi um só: o volante Danilo.

Com a verve de quem defende o que é seu, Textor não mediu palavras. O recado foi direto, cortante e estabeleceu uma linha no chão: nenhum jogador é maior que a Estrela Solitária. A paciência acabou, e a guerra foi declarada.

A TRAIÇÃO QUE FEZ O SANGUE FERVER

Para entender a fúria do magnata, é preciso voltar a 19 de maio. Na véspera de um jogo crucial contra o Corinthians, o último antes da convocação para a Copa do Mundo, Danilo pediu para não jogar. A atitude, vista como uma tentativa de forçar uma saída e se proteger para uma transferência, foi a gota d’água. O clube, em resposta, o afastou.

Textor deixou claro que, se estivesse no comando na ocasião, a história seria outra. “Se ele diz que quer ir para o Palmeiras, você o coloca no banco, não deixa ele jogar de novo, não importa o quanto os torcedores achem que ele é bom, até você chegar à negociação que você acha que é boa”, bradou o empresário, mostrando a mentalidade que o povo do Fogão espera de quem defende nosso escudo.

Publicidade

“Ele nunca deveria ter pedido para não jogar. Se eu estivesse no comando, isso não aconteceria”, cravou Textor, deixando nítida a sua indignação com a postura do atleta.

A MEMÓRIA CURTA E A INGRATIDÃO

O que mais dói no coração alvinegro, e que Textor fez questão de esfregar na cara do mundo, foi a ingratidão. O Glorioso não mediu esforços para trazer Danilo do Nottingham Forest em julho do ano passado, mesmo com o jogador vindo de uma grave lesão no tornozelo.

“Nós pagamos muito dinheiro por ele, assinamos com ele quando ninguém mais assinaria”, lembrou Textor. O investimento foi de 22 milhões de euros. Uma aposta alta, um voto de confiança que o Botafogo deu quando outros clubes viraram as costas.

E a aposta deu certo. O Fogão recuperou o jogador, deu a ele a vitrine e a confiança para voltar ao seu melhor nível. Textor ainda revelou o elo que recolocou Danilo no radar da amarelinha: “nós o apresentamos para o filho do técnico da Seleção [Davide Ancelotti, ex-técnico do Botafogo e auxiliar de Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira] e agora ele está na Seleção”.

Publicidade

A recompensa por tudo isso? Um pedido para sair. “Você não pode pedir para sair porque você quer jogar no Palmeiras ou em qualquer outro clube. Você tem que honrar suas obrigações e sua lealdade ao clube que arriscou tudo por você quando ninguém mais faria”, sentenciou o dono da SAF.

PALMEIRAS NA JOGADA? SÓ COM MUITO DINHEIRO!

O interesse do Palmeiras, rival endinheirado, não é segredo. Mas Textor mandou o recado: se quiserem levar o jogador que o Botafogo recuperou, terão que abrir os cofres. E muito.

O Glorioso pagou 22 milhões de euros e agora a pedida é clara: o valor de venda gira entre 35 e 40 milhões de euros. O preço de um ativo que foi valorizado pela camisa alvinegra. Não haverá leilão nem liquidação. Danilo tem contrato e terá que respeitá-lo.

Textor foi ainda mais longe, mostrando que o dinheiro não é o único fator. A honra do clube está em jogo. “O que vai acontecer agora? Ele vai acabar no Palmeiras, se eles quiserem… Alguém vai aceitar (pagar) 25 milhões de euros. Eu queimaria esse dinheiro para salvar o meu clube”, finalizou, indicando que prefere perder dinheiro a ser desrespeitado.

Publicidade

‘EU QUEIMARIA O MELHOR DO MUNDO PARA SALVAR O MEU CLUBE’

A frase mais forte, no entanto, foi a que definiu o espírito da entrevista. John Textor deixou claro que sua lealdade é uma só: ao Botafogo de Futebol e Regatas. Jogadores vêm e vão, mas a instituição permanece.

“Eu posso enterrar a carreira de um jogador antes de comprometer os interesses do meu clube. E eu queimaria o melhor atleta do mundo para salvar o meu clube”, disparou Textor, em uma declaração que ecoará por muito tempo em General Severiano.

É uma mensagem para Danilo e para qualquer outro que pense em colocar seus interesses pessoais acima do Glorioso. O recado está dado. O Botafogo tem dono, e ele não está para brincadeira. A estrela brilha, e não será ofuscada por vaidades individuais. Que os envolvidos entendam: com o Botafogo não se brinca.

Informações com base em reportagem do www.espn.com.br.