FRANCLIM ABRE O CORAÇÃO E REVELA O DRAMA DO FOGÃO: ‘NÃO CONSEGUIMOS SER NÓS’

Em desabafo sincero, técnico Franclim Carvalho expõe o drama do Botafogo no empate com o São Paulo: 'Não conseguimos ser nós'. Confira a análise do mister!

Franclim Carvalho, técnico do Botafogo, em jogo contra o São Paulo — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Um Time, Duas Caras: O Desabafo do Mister

Em uma noite de sentimentos divididos, o Botafogo saiu de campo com um ponto que teve sabor de vitória, mas que expôs as duas faces de um time que ainda busca sua identidade plena. Após o empate em 1 a 1 contra o São Paulo, o técnico Franclim Carvalho, em uma coletiva sincera e cortante, não mediu palavras para descrever o drama vivido pelo Glorioso. O comandante foi direto: o time que entrou em campo no primeiro tempo não era o seu Botafogo.

“Temos que dividir o jogo em dois tempos distintos. Não fomos bem no primeiro tempo… Não conseguimos ser nós, o que queríamos”, confessou Franclim, com a honestidade que o povo do Fogão tanto respeita. A fala do mister ecoa o sentimento de cada alvinegro que viu um time apático e desmontado no lance do gol de Luciano, que abriu o placar para os paulistas.

O técnico detalhou a falha com precisão cirúrgica. Um erro de atenção no rebote, algo que, segundo ele, os próprios jogadores haviam conversado antes. “O Artur faz um movimento de fora para dentro e nos desmontamos por dentro. Não acompanhamos o rebote. Tivemos muita dificuldade no primeiro tempo”, explicou. Foi um balde de água fria, uma imagem que não condiz com a garra que esperamos da nossa Estrela Solitária.

A Fúria Alvinegra e a Estrela de Barrera

Mas se o primeiro tempo foi para esquecer, a segunda etapa foi a personificação da mística alvinegra. O que Franclim disse no intervalo? “Passei coragem. Esses atletas já mostraram que é até o último minuto”. E como mostraram. O Botafogo voltou diferente, com o coração na ponta da chuteira, lutando contra tudo e contra todos, como bem definiu o nosso comandante.

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A recompensa veio aos 44 minutos do segundo tempo, dos pés de quem nunca desiste. Jordan Barrera, que saiu do banco de reservas, soltou uma bomba de fora da área, um foguete que morreu no fundo das redes. Um golaço para lavar a alma e calar o estádio adversário. O gol foi a prova viva da filosofia de Franclim sobre o elenco. “O Jordan (Barrera) já jogou de início conosco, já foi não relacionado, foi reserva utilizado… Tem treinado sempre bem, nunca fez cara feia. A temporada é longa”, elogiou o técnico, valorizando o profissionalismo do colombiano.

Ainda houve tempo para mais drama. Franclim revelou uma polêmica de arbitragem em um lance com Chris Ramos. “Tem uma chance com o Chris (Ramos)… depois ouço o quarto árbitro dizer ao juiz que é escanteio. O árbitro tem que escutar os colegas”, lamentou. Um escanteio que poderia mudar tudo, com o time motivado e o adversário abalado. Mas, como o próprio técnico filosofou: “Injustiça ou justiça não existe no futebol”.

Heróis Anônimos: Franclim Exalta Quem Segura o Rojão

Em meio ao turbilhão, Franclim fez questão de jogar luz sobre os guerreiros que estão dando a cara a tapa. Ele exaltou nominalmente os jogadores que vêm assumindo a responsabilidade em um momento de necessidade. “É importante falar quem está”, ressaltou.

O técnico elogiou Justino, que fez sua primeira partida como titular sob seu comando e “fez um grande jogo” mesmo com cartão amarelo. Destacou a valentia de Huguinho, em seu terceiro jogo seguido, assumindo um meio-campo com raio de ação maior. Mencionou Kauan Toledo e o retorno de Kadir, além de Marçal, que também fez seu segundo jogo como titular na era Franclim. São esses nomes que mostram a força do grupo, a união que nos levará adiante.

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Olho na Sul-Americana: O Próximo Desafio do Glorioso

Com o empate, o Fogão chega aos 22 pontos, ocupando a 9ª colocação parcial do campeonato, enquanto o São Paulo figura em 4º, com 25. O ponto somado fora de casa é importante, mas a luta continua.

Agora, as atenções se voltam para a competição continental. O próximo compromisso do Botafogo é já nesta quarta-feira, às 19h, contra o Caracas. O jogo, válido pela última rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana, servirá para cumprir tabela, já que o Glorioso carimbou sua classificação para as oitavas de final com maestria. É a chance de dar ritmo, testar peças e manter a chama da competitividade acesa. A torcida alvinegra espera que, contra os venezuelanos, o time seja ele mesmo durante os 90 minutos. Porque quando o Botafogo é Botafogo, ninguém pode nos parar.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.