‘LIGAÇÃO NÃO PODIA SER DESFEITA’! Franclim abre o jogo sobre o Vasco e jura lealdade ao Glorioso

Coração na mão? Que nada! Franclim Carvalho quebra o silêncio, revela proposta do Vasco e crava sua permanência no Fogão com uma declaração de amor.

Franclim Carvalho, técnico do Botafogo — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Um Sopro de Alívio na Alma Alvinegra

O coração do torcedor botafoguense, acostumado a fortes emoções, viveu dias de apreensão. Um fantasma rondou General Severiano, um sussurro vindo do outro lado da ponte, do nosso rival histórico. Mas a mística da Estrela Solitária, mais uma vez, falou mais alto. Nosso comandante, Franclim Carvalho, quebrou o silêncio e falou pela primeira vez sobre a sondagem do Vasco, reafirmando um compromisso que vai além do papel: é de alma.

Em entrevista à Botafogo TV, o técnico português foi direto, sincero e, acima de tudo, botafoguense em sua essência. Ele não negou o contato, mas deixou claro que a honra e a palavra dada pesam mais que qualquer proposta. A torcida alvinegra pode respirar aliviada. Temos um líder, um homem que entende o peso desta camisa.

“Fale com o Botafogo primeiro”

A integridade de um homem se mede em seus atos. E Franclim Carvalho mostrou a sua. Ele admitiu que a negociação existiu, iniciada por um diretor do clube rival que ele já conhecia, mas sua postura foi firme desde o primeiro instante.

“Para mim é muito fácil responder essa questão, de forma sincera e direta. Houve uma possibilidade por meio do diretor do nosso rival […] mas eu fui sempre muito claro sobre todas as situações. Disse que enquanto não falassem com o Botafogo, não adiantava falar comigo”, declarou o nosso mister.

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Essa é a postura que esperamos de quem comanda o Glorioso. O respeito à instituição acima de tudo. O nome por trás da abordagem vascaína era Admar Lopes, diretor de futebol deles, que agia com o aval de Felipe, o diretor técnico. Mas para Franclim, a porta estava fechada até que o Botafogo, nosso Botafogo, fosse procurado oficialmente.

Ele destacou a forte ligação que tinha com o antigo diretor Alessandro Brito e a que está construindo agora com a nova gestão. “Estou criando essa ligação com o Léo (Coelho, diretor de futebol). Me aconselhei com as pessoas do clube sobre a nossa atualidade e os passos seguintes, porque nosso clube está mudando. Sem dúvida, Léo, Eduardo Iglesias e o Deive (Bandeira) me passaram toda a confiança.”

A Estrela Solitária que não se Apaga

Para o povo do Fogão, certas coisas são sagradas. A chegada de Franclim, em 3 de abril, não foi apenas mais uma contratação. Havia algo diferente no ar, uma promessa de um novo tempo. E o próprio técnico sentiu isso. Ele sabe que sua história com o Alvinegro está apenas começando.

Nas palavras do próprio comandante, a emoção transborda e a identificação se torna evidente:

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“Quando cheguei aqui no dia 3 de abril, disse que tenho uma história e uma ligação especial com o Botafogo. Sinceramente, acho que essa ligação não podia ser desfeita depois de dois meses, seriam palavras ao vento. Acho que temos que mostrar isso em atos.”

Botafogo é isso aí! Não são apenas palavras. São atos. Franclim entende que vestir essa camisa, mesmo que na área técnica, é carregar um legado. Desfazer esse laço por uma proposta rival, por mais vantajosa que fosse, seria trair não apenas um contrato, mas um sentimento que ele mesmo admitiu ter.

A Bagunça do Rival e a Segurança em General Severiano

A decisão de Franclim não foi baseada apenas no coração. Foi também uma escolha inteligente, que expõe a fragilidade administrativa do nosso rival. Enquanto o Botafogo se reestrutura com pilares sólidos, o Vasco vive um caos de poder.

A fonte revela que o treinador não sentia confiança no negócio por um motivo simples: o Vasco estava sendo gerido por uma interventora judicial, Samantha Longo. Franclim lembrou do caso de Álvaro Pacheco, técnico que chegou ao clube em meio a uma guerra jurídica entre Pedrinho e a 777 em maio de 2024. Quem manda lá, afinal?

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Nosso técnico, apesar de ter gostado do projeto apresentado e da valorização salarial, foi categórico: só fecharia negócio se soubesse quem, de fato, estava no comando. Essa incerteza foi o prego no caixão da pretensão vascaína. Enquanto eles se perdem em disputas internas, o Glorioso ofereceu o que o dinheiro não compra: segurança e um projeto claro.

“Não se trata de um euro a mais”

A maior prova de lealdade e comprometimento de Franclim veio em uma frase que deveria ser emoldurada em General Severiano. Não foi sobre dinheiro. Nunca foi.

“Para mim, poderia ser o rival ou outro qualquer, e neste momento não faria sentido algum. Não se trata de eu ter pedido um euro, um real ou um dólar a mais ao Botafogo, mas sim algumas garantias que eu queria”, confidenciou o português.

Ele buscava a certeza de que o projeto era sério, que a reconstrução do nosso Fogão era para valer. E ele encontrou essa segurança nos olhos de Léo Coelho, Eduardo Iglesias e Deive Bandeira. “Me transmitiram uma segurança que eu acho difícil sentir no futebol. Quero acreditar que nós quatro vamos ser pilares importantes do nosso Botafogo”, finalizou.

A torcida do Botafogo não apenas mantém seu técnico, que está no clube desde abril de 2026. Ganhamos a certeza de que temos um comandante que valoriza a história, a estabilidade e a paixão. A tentativa do rival serviu apenas para fortalecer nossos laços e mostrar que a Estrela Solitária, quando brilha de verdade, ofusca qualquer outra oferta. O futuro é Glorioso, e Franclim Carvalho é parte fundamental dele.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.