GUERREIRO COM ALERTA LIGADO! CONHEÇA LUCAS MONZÓN, O ZAGUEIRO DE R$ 4,1 MILHÕES DO FOGÃO

Guerreiro uruguaio na área! Conheça Lucas Monzón, o zagueiro de R$ 4,1 milhões que chega com força física, mas um histórico de lesões que liga o alerta no Fogão.

Lucas Monzón, zagueiro avançado com o Botafogo — Foto: Divulgação

A estrela brilha, mas a vigília é constante em General Severiano. O Botafogo, em sua busca incessante por um elenco cada vez mais forte, abre as portas para um novo guerreiro. O nome dele é Lucas Monzón, zagueiro uruguaio de 24 anos que chega para vestir o manto alvinegro. A negociação, um investimento de cerca de US$ 800 mil (aproximadamente R$ 4,1 milhões) por 60% dos direitos econômicos, traz um jogador com um perfil intrigante: forte, campeão, mas que carrega consigo um histórico que exige atenção.

A torcida alvinegra, sempre ávida por reforços que honrem nossa camisa, se pergunta: quem é o novo defensor do Glorioso? É hora de mergulhar na história de Lucas Monzón e entender o que podemos esperar dessa aposta do Fogão.

Um brasileiro de alma charrúa

A história de Lucas Gabriel Monzón Lemos já começa quebrando paradigmas. Apesar de defender a garra da seleção uruguaia, o zagueiro nasceu em solo brasileiro, na cidade de Jaguarão, no Rio Grande do Sul. Uma curiosa conexão com nossa terra que só aumenta a expectativa.

Revelado pelo tradicional Danubio, do Uruguai, Monzón construiu uma carreira diversificada antes de ter seu caminho cruzado com o da Estrela Solitária. Sua jornada inclui passagens por:

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  • Danubio (Uruguai)
  • Montevideo Wanderers (Uruguai)
  • New York Red Bulls (Estados Unidos)
  • Racing (Uruguai)
  • Junior Barranquilla (Colômbia)

Essa bagagem internacional culminou em um momento de orgulho: em setembro de 2024, Monzón foi titular pela seleção do Uruguai em uma convocação alternativa, formada apenas por atletas do futebol local, em um amistoso contra a Guatemala, que terminou em 1 a 1. Vestir a Celeste, mesmo que em um time alternativo, não é para qualquer um.

Luz e sombra na Colômbia: a análise de quem viu de perto

Para entender o momento de Monzón, nada melhor do que a visão de quem o acompanhou de perto. Segundo Paolo Arenas, do portal colombiano “100% Tiburón”, a passagem do zagueiro pelo Junior Barranquilla foi uma montanha-russa de emoções.

“Ele teve um começo complicado porque chegou lesionado. Mesmo assim, o técnico Alfredo Arias o recebeu, esperou por ele”, contou Arenas ao ge. A paciência valeu a pena. “A vida o colocou numa posição em que foi titular na fase final (do Finalización 2025) por causa de lesões e suspensões dos outros, e (Monzón) foi bem. O Junior foi campeão, um campeão sólido”.

Neste ano, os números mostram sua importância inicial: 19 jogos, todos como titular, e até um gol marcado contra o Once Caldas. Seu último jogo foi contra o Palmeiras, pela Libertadores, no final de maio. Contudo, a maré virou.

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“No segundo semestre, ele voltou a ter problemas com lesões, e as atuações não foram tão brilhantes. Outros jogadores apareceram, e (Monzón) ficou bem deixado de lado”, explicou Arenas. O Junior foi campeão novamente em junho, mas o zagueiro já não era protagonista. “Não foi titular, não jogou a final, então já está em outra situação”. Mesmo com o Junior tentando mantê-lo, a proposta do nosso Glorioso foi mais forte. O Fogão quis mais.

O Raio-X do Zagueiro: Força que impõe respeito, físico que inspira cuidado

O que o povo do Fogão pode esperar de Lucas Monzón dentro das quatro linhas? Ele é um zagueiro canhoto, característica cada vez mais valorizada no futebol moderno. Seu principal atributo, segundo as análises, é a força física.

“O ponto forte dele é o físico que impõe”, descreve a análise vinda da Colômbia. Monzón é um jogador para o embate, para a briga. “Ele se sai melhor quando joga perto do goleiro, num bloco baixo, porque aí tem que cortar, cabecear, brigar. Aí, ele se sai melhor”.

No entanto, a mesma análise acende um alerta importante, que o torcedor botafoguense precisa entender. “Quando tem que jogar a 50 metros do gol, sair, fazer recuperação rápida, é onde vai mal”. Ou seja, seu encaixe tático dependerá muito da estratégia de Artur Jorge. Ele não é um zagueiro de velocidade para cobrir vastos campos.

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E o ponto mais sensível: as lesões. Com cinco períodos de desfalque registrados desde a temporada 2020/2021, o departamento médico terá um papel fundamental. É uma aposta, e como toda aposta, existe um risco. Um risco de R$ 4,1 milhões que a diretoria acredita que vale a pena correr.

Uma aposta calculada na mística alvinegra

A chegada de Lucas Monzón é a cara do novo Botafogo: um clube que mapeia o mercado, identifica oportunidades e não tem medo de apostar em talento com potencial de recuperação. Trazemos um jogador campeão, com experiência internacional e de seleção, por um valor justo.

Sim, o histórico de lesões é um fantasma que nos assombra, mas a fé na estrutura do nosso clube tem que ser maior. Se o nosso DM conseguir manter esse guerreiro em pé, teremos um defensor de imposição física, raça uruguaia e alma brasileira para brigar por nós.

Que a mística de General Severiano o abrace. Que a força da Estrela Solitária guie seus passos e fortaleça seu corpo. Seja bem-vindo, Lucas Monzón! A torcida que nunca abandona te recebe de braços abertos, pronta para te apoiar em cada dividida, em cada batalha. Botafogo é isso aí!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.