SÓ 3 ZAGUEIROS! O DRAMA DO FOGÃO A 10 DIAS DA VOLTA DO BRASILEIRÃO!

A contagem regressiva começou. A 10 dias do Brasileirão, o Fogão tem só 3 zagueiros e um drama que assombra General Severiano. A Estrela Solitária nos guiará?

Franclim Carvalho em Atlético-MG x Botafogo — Foto: Fernando Moreno/AGIF

A CONTAGEM REGRESSIVA DA AFLIÇÃO

Dez dias. É o que nos separa do retorno do Glorioso ao campo sagrado do Brasileirão. O adversário é o Santos, um jogo que já carrega seu peso histórico. Mas a verdadeira batalha, torcedor alvinegro, não está no calendário. Ela acontece dentro de General Severiano, em um silêncio que ensurdece: nossa zaga está em frangalhos.

Enquanto a bola não rola, a calculadora apavora. Neste exato momento, o Botafogo conta com apenas três zagueiros em seu elenco profissional. Três! Uma contagem que gela a espinha de qualquer fiel da Estrela Solitária e acende um alerta vermelho para a sequência da temporada. A preocupação não é apenas uma pulga atrás da orelha, é um fantasma que assombra nossos sonhos de glória.

UMA DEFESA EM PEDAÇOS

A ferida mais recente foi a saída de Barboza, que rumou para o Palmeiras, deixando uma lacuna no coração da nossa defesa. Sem ele, o quebra-cabeça defensivo virou um exercício de improviso e fé. Botafogo é isso aí: quando parece que vamos decolar, uma turbulência nos joga de volta para a realidade crua.

E a realidade é esta: a tendência, quase por decreto, é que a dupla de zaga titular seja formada por Ferraresi e o jovem Justino. Um garoto da base sendo lançado aos leões, uma aposta forçada pelas circunstâncias. Que a mística alvinegra o abrace e o transforme em um gigante, pois ele precisará de toda a força do mundo.

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Essa solução, no entanto, é um curativo temporário. Um remendo até que a janela de transferências se abra e o Fogão possa, finalmente, inscrever novos atletas. Isso, claro, se resolvermos a sombra que paira sobre nós: as cinco punições de ‘transfer ban’ impostas pela FIFA. Um nó que precisa ser desatado com urgência.

OS GUERREIROS DA RESISTÊNCIA E A INCÓGNITA

Vamos aos nomes que temos para a guerra. Além da dupla Ferraresi e Justino, nossa terceira e última opção é Anthony. O nome pode ser novo para muitos, e com razão. O zagueiro chegou do Goiás em uma transferência sem custos, com o clube goiano mantendo uma fatia de seus direitos econômicos.

Mas qual o seu impacto até agora? Zero. Anthony foi relacionado para apenas duas partidas e não pisou em campo por um único segundo com a camisa mais gloriosa do mundo. Ele é, hoje, uma incógnita completa, um ponto de interrogação no centro da nossa área. Será ele a surpresa que precisamos ou apenas mais um nome a compor o elenco? Só o tempo dirá.

AS SOMBRAS DO PASSADO: OS QUE NÃO FICAM

Como se não bastasse a escassez, ainda lidamos com as despedidas e os problemas internos. Outros dois zagueiros constam no elenco, mas seus destinos parecem selados longe de General Severiano. É o caso de Bastos e Ythallo.

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A situação de Bastos é um retrato doloroso de gestões passadas. Insatisfeito com dívidas que o clube tem com ele, o jogador sequer se reapresentou após as férias. É um adeus melancólico, manchado por questões que deveriam pertencer a um passado que lutamos para enterrar.

Já Ythallo, que chegou este ano, não encontrou seu espaço. Com míseras sete partidas disputadas, o zagueiro agora treina em separado, no contraturno, enquanto o clube busca uma negociação, seja por venda ou empréstimo. É a dura lei do futebol: para uns, a glória; para outros, a porta de saída.

UMA LUZ NA ESCURIDÃO: O MERCADO E A ESPERANÇA

Mas nem tudo é escuridão. O botafoguense é forjado na esperança. E ela tem nome e data para voltar: Kaio Pantaleão. O zagueiro, que se recupera de uma grave lesão, tem seu retorno previsto para outubro, nos meses finais da temporada. Sua volta será como um reforço de peso na hora mais crucial.

Até lá, a diretoria não está parada. O clube se movimenta no mercado com um objetivo claro: trazer pelo menos dois novos zagueiros. O perfil está traçado. Não espere contratações bombásticas e milionárias. A busca é por oportunidades de mercado, atletas que não demandem um investimento astronômico, mas que cheguem com fome de vencer e honrar nosso manto.

É assim que o Glorioso se reconstrói. Com inteligência, criatividade e, acima de tudo, com a força de uma torcida que nunca abandona. A estrada é árdua, o desafio é imenso, mas a Estrela Solitária brilha mais forte na adversidade. Para cima deles, Fogão!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.