Um Sábado que Pode Mudar Tudo
A respiração do torcedor alvinegro está suspensa. O coração bate em um ritmo diferente. Este sábado pode não ser apenas mais um dia de Copa do Mundo; pode ser o dia em que o Botafogo, o nosso Glorioso, volta a estampar sua Estrela Solitária no time titular da Seleção Brasileira em um Mundial. A espera, a longa e dolorosa espera de 28 anos, pode finalmente chegar ao fim. E o nome da nossa esperança é Danilo.
Com a lesão de Lucas Paquetá, do Flamengo, uma porta se abriu no meio-campo canarinho. E é o nosso volante, o nosso guerreiro, um dos favoritos do técnico Ancelotti para preencher essa lacuna no duelo decisivo contra a Noruega, pelas oitavas de final. Se a camisa amarela com o nome de Danilo for anunciada entre os onze iniciais, será um momento para a história. Um grito entalado na garganta de uma geração inteira de botafoguenses.
28 Anos de uma Saudade que Dói
É preciso voltar no tempo. Mais precisamente, para o dia 12 de julho de 1998. Naquela tarde fatídica em Paris, o Brasil perdia a final da Copa para a França por 3 a 0 no Stade de France. Em meio à dor da derrota, havia um consolo para o povo do Fogão: Bebeto, atacante do nosso clube, era titular ao lado de Ronaldo Fenômeno, sob o comando do eterno Zagallo.
Naquela mesma Copa, outro representante do Alvinegro, o zagueiro Gonçalves, também vestiu a amarelinha, disputando duas partidas. Desde então, um deserto. Seis Copas do Mundo se passaram e a Estrela Solitária não brilhou entre os titulares. A lembrança mais recente foi em 2014, quando o gigante Jefferson foi convocado, mas amargou o banco de reservas durante toda a competição. A glória de ver um atleta nosso começando uma partida de Copa ficou congelada no tempo.
Danilo: O Projeto Copa que Deu Certo
A presença de Danilo neste momento não é obra do acaso. É fruto de um projeto, de uma aposta corajosa. O volante trocou o Nottingham Forest, da Inglaterra, pelo Botafogo com um objetivo claro e audacioso: ficar no radar da Seleção para disputar a Copa do Mundo. Muitos duvidaram, mas a mística alvinegra o abraçou.
Vestindo nosso manto sagrado, ele não apenas jogou, ele brilhou. O destaque em General Severiano foi tão grande que se tornou impossível para Ancelotti ignorá-lo. A convocação veio, e com ela, o Botafogo atingiu a incrível marca de 48 jogadores cedidos para ao menos uma Copa do Mundo em toda a história. A estratégia de Danilo foi um sucesso retumbante.
Neste Mundial, ele já sentiu o gramado em três das quatro partidas, entrando nos minutos finais contra Marrocos e Haiti, e já nos acréscimos contra o Japão. Só não participou do jogo contra a Escócia. Agora, a chance é de ouro. A disputa, porém, é acirrada. Martinelli também está forte na briga pela vaga e treinou por mais tempo entre os titulares na sexta-feira. Mas a fé da torcida que canta e vibra está toda depositada em nosso camisa 5.
O Palco da Batalha: Brasil x Noruega
O destino será selado neste domingo. A bola rola às 17h (horário de Brasília), no imponente Estádio de Nova York e Nova Jersey. É tudo ou nada. Quem avançar no mata-mata já sabe o caminho que o espera: um confronto contra o vencedor de México e Inglaterra, marcado para o dia 11 de julho, em Miami.
Mas, para o torcedor do Fogão, a primeira grande vitória já pode acontecer antes mesmo do apito inicial. A confirmação do nome de Danilo entre os titulares será a quebra de um tabu, o fim de uma era de ausência e o retorno do Botafogo ao protagonismo que sempre foi seu por direito na Seleção Brasileira.
Estamos todos com você, Danilo. Jogue com a raça que essa camisa exige e mostre ao mundo a força da Estrela Solitária. O sábado pode ser o dia em que a história nos chama novamente. E nós estaremos prontos para atender.
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.