FRANCLIM ABRE O CORAÇÃO E EXALTA O ESPÍRITO DO FOGÃO: ‘É ATÉ O ÚLTIMO SUSPIRO!’

Comandante Franclim Carvalho exalta a garra do Glorioso no empate contra o São Paulo e resume a mística alvinegra: 'Mostraram que é até o último suspiro!'

A Mística Alvinegra em Palavras: ‘Até o Último Suspiro’

No futebol, há empates com sabor de derrota e empates que lavam a alma. O ponto conquistado no Morumbi, neste sábado, contra o São Paulo, pertence à segunda categoria. Foi suado, foi na raça, foi Botafogo. E ninguém resumiu melhor esse sentimento do que o nosso comandante, Franclim Carvalho, que, em uma entrevista carregada de verdade, exaltou a garra que define o Glorioso.

O técnico não escondeu a preocupação com a montanha-russa que foi a atuação do time, mas fez questão de enaltecer o espírito que mora em General Severiano. Nas suas palavras, a mística alvinegra se manifestou mais uma vez. “Esse grupo já mostrou que é até o último minuto, até o apito do árbitro. Já ganhamos muitos pontos nos últimos minutos. Mostraram uma vez mais que é até o último suspiro”, declarou Carvalho, com a intensidade de quem entende o que é vestir essa camisa.

Essa é a essência do Botafogo. A luta incessante, a fé que não se abala. É a certeza de que, enquanto houver um segundo no relógio, a Estrela Solitária pode brilhar mais forte.

Um Alerta Ignorado e a Fúria do Segundo Tempo

O primeiro tempo no Morumbi foi um pesadelo. Um time irreconhecível, apático, que sofreu um gol logo no início. E o mais doloroso, segundo o próprio técnico, é que o lance foi cantado antes mesmo de a bola rolar. Uma profecia trágica feita pelos próprios jogadores.

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“Não fomos bem no primeiro tempo, sofremos o gol logo no início, em um lance que os jogadores falaram muito antes do jogo, mesmo sem eu ter alertado, que era a questão de bater no gol e estarem preparados para o rebote. Não acompanhamos o rebote”, lamentou o treinador. Uma falha de atenção que custou caro e que serve de lição amarga.

Carvalho foi direto: “Tivemos muita dificuldade no primeiro tempo, não conseguimos ser nós, fazer o que queríamos, o que trouxemos preparado”. Mas o intervalo chegou. E no vestiário, algo mudou. O time que voltou para a etapa final era outro. Era o Fogão que a gente conhece e ama. Um time que encurralou o São Paulo em seu próprio estádio e mostrou quem mandava no jogo.

A Recompensa de Barrera e a Coragem Tática

Se a alma do time é a luta, a recompensa veio dos pés de um jogador que personifica a paciência e o trabalho duro: o colombiano Barrera. Criticado por alguns, mas sempre focado, ele soltou uma bomba para estufar as redes e nos dar o empate. Um golaço que é prêmio pela sua dedicação.

Franclim Carvalho fez questão de elogiar a postura do atleta. “Ele já jogou de titular, já foi suplente, já foi não relacionado, tem treinado sempre bem, nunca fez cara feia. Sabemos que a temporada é longa e os jogadores estão melhores em alguns momentos do que em outros”, analisou o técnico, mostrando que no seu elenco, o esforço diário é valorizado.

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O comandante também explicou a ousadia na substituição de Justino. O zagueiro, que fazia sua primeira partida como titular, teve uma atuação segura contra um atacante forte, mesmo amarelado. “O Justino, mesmo com um amarelo, aguentou bem, fez um grande jogo”, afirmou Carvalho. Mas era preciso arriscar. “Tínhamos que arriscar, amassar mais o adversário, criar mais, e tentamos colocar mais um homem na frente. Fomos felizes numa bola parada, mas essa foi a ideia de arriscar, porque perder de 1 a 0 não era um resultado que nos agradasse”. A entrada de Chris Ramos e o reposicionamento de Barrera foram a prova de que este Botafogo não se contenta com pouco.

Justiça no Futebol? Para o Fogão, o que Existe é Luta!

Ao ser questionado sobre o resultado ser justo, Franclim Carvalho deu uma resposta que todo botafoguense entende na pele. “Acho que justiça ou injustiça não existem no futebol. Já disse isso muitas vezes porque já ganhamos jogos que não merecíamos ganhar, já empatamos jogos que merecíamos ganhar, perdemos jogos que não merecíamos perder… Então, para mim não existe”.

No futebol, o que existe é a bola na rede. E por muito pouco a virada não veio. O técnico lembrou da chance clara de Chris Ramos e de um lance polêmico no apagar das luzes. “Depois, ouço o quarto árbitro dizer ao juiz que era escanteio. O juiz tem de escutar os colegas que estão lá para ajudá-lo; não é para acabar o jogo se há um escanteio”, criticou.

Imagine o cenário: o adversário abalado, o Glorioso motivado e uma última bola alçada na área. Ali, naquele instante, tudo poderia acontecer. O apito final pode ter nos tirado essa chance, mas não tirou a certeza de que este time tem uma alma guerreira, que luta contra tudo e contra todos.

Este ponto fora de casa não é apenas um número na tabela. É a reafirmação de um espírito. É a prova de que, mesmo quando as coisas parecem perdidas, a chama alvinegra nunca se apaga. E você, torcedor, sentiu o mesmo orgulho ao ver essa reação? Botafogo é isso aí!

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.