A resposta que a torcida alvinegra precisava
Noite de sábado no Nilton Santos. O ar estava pesado. Vínhamos de uma eliminação dolorosa na Copa do Brasil, da despedida do nosso capitão Barboza e da ausência sentida de Danilo. O roteiro parecia escrito para mais uma noite de sofrimento. Mas o Botafogo, meus amigos, é feito de uma matéria que desafia a lógica. O Botafogo é FOGO. E em campo, tivemos a resposta mais linda, mais visceral, mais GLORIOSA possível: um 3 a 1 avassalador sobre o Corinthians, numa atuação dominante que nos fez lembrar por que amamos tanto essa Estrela Solitária.
Essa não foi apenas uma vitória. Foi um grito. Um recado para quem duvidou. Foi, sem sombra de dúvida, a melhor e mais completa exibição do nosso time sob o comando de Franclim Carvalho. Uma sinfonia em preto e branco que lavou a alma de cada botafoguense.
A Genialidade Tática de Franclim Carvalho
O nosso comandante sabia que precisava de algo diferente. E ele foi ousado. Mandou a campo um time num 4-2-4 que surpreendeu o adversário e incendiou o jogo desde o primeiro minuto. A escalação que iniciou essa noite mágica foi:
- Goleiro: Neto
- Defesa: Ponte, Ferraresi, Barboza e Alex Telles
- Meio-campo: Medina e Huguinho
- Ataque: Montoro, Villalba, Kadir e Arthur Cabral
A estratégia foi brilhante. Com Villalba espetado na direita e Montoro flutuando pela esquerda, o esquema liberou Arthur Cabral. Ele não ficou preso entre os zagueiros; ele dançou entre as linhas corintianas, encontrando espaços que pareciam não existir. E foi nesse cenário que o nosso matador começou o seu show particular.
O Show de Arthur Cabral: Uma Noite de Rei
O primeiro gol foi poesia. Ferraresi, com a visão de um maestro, fez um lançamento primoroso. Villalba, gigante, ganhou a disputa no alto contra Gustavo Henrique. A bola sobrou para quem? Para ele. Arthur Cabral, com a frieza dos predestinados, ajeitou e fuzilou de fora da área. 1 a 0. O Niltão explodiu.
O segundo foi a cara do Botafogo aguerrido que queremos ver. Pressão alta, roubada de bola e velocidade mortal. O garoto Huguinho, assumindo a responsa no lugar de Danilo, foi pra cima junto com Montoro e forçou o erro de Bidon. A bola ia chegar em Yuri Alberto, mas quem apareceu? Barboza. Em seu jogo de despedida, o capitão saiu da zaga como um leão para fazer o desarme. A partir daí, foi um contra-ataque de manual. Montoro disparou com Kadir e Cabral livres. O nosso camisa 19 não quis saber de passe. Ele confiou no seu taco, soltou uma bomba de longe e marcou um GOLAÇO. Um gol para emoldurar. 2 a 0.
Ainda sofremos o empate, numa infelicidade de Villalba que tocou na fogueira para Huguinho. Mas a noite não seria de lamentação. A noite era de celebração.
Fantasmas Exorcizados e Controle Absoluto
Quem não se lembrou da virada sofrida para o Remo? O medo de deixar o ritmo cair no segundo tempo bateu, é verdade. Mas este Botafogo mostrou uma força mental diferente. A defesa, aguerrida, não deu espaços. Franclim Carvalho, lendo o jogo com perfeição, começou a mexer no time para matar a partida.
Colocou o jovem Kauan Toledo no lugar de Kadir, e a velocidade do garoto cansou a defesa adversária. Villalba, se redimindo do erro no gol sofrido, roubou uma bola de ouro e serviu Kauan, que por pouco não marcou. Mas a noite tinha dono. O destino estava escrito. Em mais uma jogada de ataque, a bola procurou seu rei. E Arthur Cabral, como um centroavante clássico, um verdadeiro matador, apareceu onde deveria para completar seu hat-trick. 3 a 1. Delírio no Nilton Santos.
Para não correr riscos, o professor ainda promoveu as entradas de Justino, para formar uma linha de cinco; Vitinho, no lugar do amarelado Ponte; e Edenilson, para dar ainda mais corpo ao meio-campo. O Corinthians? Não viu a cor da bola. Não existiu abafa. O Glorioso foi superior do início ao fim.
Um Recado para o Futuro
Essa vitória vale muito mais que três pontos. No último jogo em casa antes da pausa para a Copa do Mundo, o Botafogo ganha moral, confiança e mostra a sua força. Foi a resposta perfeita para uma semana turbulenta. Agora, temos uma sequência dura de quatro jogos como visitante, dois pelo Brasileirão e dois pela Sul-Americana, mas vamos com o peito estufado de orgulho.
Que atuação, Fogão! Que noite, Arthur Cabral! A Estrela Solitária brilha forte, e nós, o povo do Fogão, vamos juntos, sempre acreditando. Botafogo é isso aí!
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.