TIQUINHO É ÍDOLO? Votação com 25 jornalistas incendeia debate sobre o retorno do artilheiro!

Com seu retorno ao Glorioso cada vez mais perto, a pergunta ecoa: Tiquinho Soares é ídolo? Uma pesquisa com 25 jornalistas revela uma nação dividida.

Tiquinho Soares em Botafogo x Criciúma — Foto: André Durão

O Bom Filho à Casa Torna: Tiquinho cada vez mais perto do Fogão

A brisa que sopra de General Severiano traz um perfume familiar, uma melodia que a torcida alvinegra aprendeu a amar. O nome de Tiquinho Soares volta a ecoar nos corredores do Nilton Santos, e o coração do povo do Fogão dispara. O artilheiro, o homem cuja comemoração virou febre entre as crianças, está em vias de ser anunciado em sua segunda passagem pelo Glorioso. Ele, que já foi visto recentemente nas tribunas do nosso templo, sentindo o calor da torcida que nunca o esqueceu, está prestes a vestir o manto sagrado novamente.

Essa notícia, por si só, já seria motivo para festa. Mas ela traz consigo uma pergunta que divide opiniões, que gera debates acalorados nas mesas de bar e nos grupos de WhatsApp: Tiquinho Soares é ídolo do Botafogo? A questão é tão pertinente que o portal ge foi a campo e ouviu 25 jornalistas. O resultado? Uma prova de que a história do nosso camisa 9 é complexa, passional e, acima de tudo, inesquecível.

A Pergunta que Racha a Nação Alvinegra: Ídolo ou Craque Marcante?

Os números da pesquisa são claros e mostram a divisão. Dos 25 profissionais da imprensa consultados, 16 bateram no peito e disseram ‘SIM’, Tiquinho Soares alcançou o status de ídolo. Para a maioria, sua conexão com a torcida e seu papel na reconstrução do nosso orgulho pesam mais alto. Do outro lado, 9 jornalistas votaram ‘NÃO’, argumentando que, apesar de sua importância, faltaram elementos para cravá-lo no panteão dos imortais ao lado de Garrincha, Nilton Santos e Jefferson.

Essa divisão não é apenas numérica; ela reflete as diferentes formas de enxergar o que define um ídolo. É sobre títulos? É sobre identificação? É sobre um momento mágico que transcende os 90 minutos? A discussão está aberta, e os argumentos são poderosos de ambos os lados.

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O Time do ‘SIM’: A Voz da Arquibancada e da Identidade

Quem defende a idolatria de Tiquinho tem na ponta da língua a palavra ‘conexão’. É o que aponta PC Vasconcellos, da Globo: “A conexão que ele criou com a faixa mais jovem dos torcedores, que entoaram música e imitaram suas comemorações, o coloca na galeria dos ídolos”. Quem não se lembra daquele sábado mágico, com o estádio pulsando para vê-lo treinar antes de um jogo contra o Goiás? Aquilo não é normal. Aquilo é coisa de ídolo.

Luiza Romar, da CazéTV, vai na mesma linha, destacando o ‘personagem’ Tiquinho. “Trouxe criança de volta. Vendeu boneco, camisa, caneca”, ela pontua. O futebol vai além do campo, e Tiquinho se tornou um fenômeno cultural para a nossa gente. Ela ainda lembra: “O maior barulho da história do Nilton Santos foi com ele, contra o Palmeiras”. Ele era a personificação da esperança que nos levou a viver 2024, porque ele nos fez acreditar em 2022 e 2023.

Para Leonardo Bessa, do Lance, Tiquinho foi a peça-chave na “reaproximação da torcida após um período muito nebuloso”. Foi um “casamento perfeito” entre jogador e clube. E Rafael Casé complementa, falando da “empatia dele com a torcida, principalmente com as crianças”. Num futebol moderno e frio, Tiquinho trouxe calor, trouxe identidade. Casé ainda faz uma reflexão importante, citando o gigante Jefferson: a idolatria vai além das conquistas, é sobre história.

O Time do ‘NÃO’: A Fria Análise dos Números e do Tempo

Do outro lado do debate, a análise é mais pragmática. Thiago Franklim, do Arena Alvinegra, o vê como um “jogador importante na era SAF”, mas não um ídolo. Para ele, Tiquinho “se tornou um dos símbolos negativos daquela temporada [2023]” e teve um “papel de coadjuvante nas conquistas” de 2024. É uma visão dura, que toca na ferida de 2023, mas que precisa ser ouvida.

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Andrei Graça, da BTB Sports, segue um raciocínio parecido. “Não considero o Tiquinho ídolo”, afirma, classificando sua jornada como uma “passagem marcante”. O motivo? “Em 2024, caiu bastante de produção e acabou perdendo espaço para o Igor Jesus. Acho que faltou mais tempo de alto nível”. Para essa corrente, a constância e o protagonismo absoluto nas grandes glórias são pré-requisitos que não foram totalmente preenchidos.

Os Números e a Glória: A História de Tiquinho no Glorioso

Independentemente do veredito sobre a idolatria, os fatos são eternos. Tiquinho Soares chegou em agosto de 2022 e rapidamente se tornou a referência do time. Em 2023, foi o artilheiro do clube com impressionantes 29 gols. Em 2024, mesmo com um papel diferente, estava lá, no elenco que gravou para sempre a Estrela Solitária na taça da Libertadores e do Brasileirão.

Ele se despediu no início de 2025 com uma marca de respeito: 44 gols em 120 jogos. São números que contam a história de um atacante decisivo, de um guerreiro que honrou nosso manto. Enquanto isso, vemos outras movimentações, como a saída de Matheus Martins, que se acerta com o Dínamo Moscou. O futebol segue seu curso, mas algumas marcas são mais profundas.

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Agora, o retorno se desenha no horizonte. O debate sobre ser ídolo ou não pode continuar, mas uma coisa é certa: a volta de Tiquinho Soares ao Botafogo é a volta de uma alegria genuína. É a chance de escrever novos capítulos e, quem sabe, encerrar de vez essa discussão, unindo todos os 25 jornalistas e toda a nação alvinegra em um único grito. E para você, fiel da Estrela? Tiquinho é ídolo? A palavra final é sempre da arquibancada.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.