VIVEROS, O CARRASCO: Apagão de 13 minutos e show do artilheiro enterram o Glorioso no Niltão

Uma noite de pesadelo no Nilton Santos. Em 13 minutos, o artilheiro Viveros e o Athletico-PR expuseram todas as feridas de um Botafogo em crise.

Allan em ação em Botafogo x Athletico-PR (Foto: Vitor Silva/Botafogo)

Um Pesadelo em Preto e Branco no Nilton Santos

A noite de segunda-feira era para ser de recomeço, mas se transformou em mais um capítulo doloroso da crise que assola o Botafogo. Diante de nossa gente, no Estádio Nilton Santos, o Glorioso sofreu uma derrota que dói na alma. O placar de 3 a 2 para o Athletico-PR pela 24ª rodada do Brasileirão é um retrato cruel da nossa realidade: um time que luta, que reage no fim, mas que é traído por seus próprios erros fatais.

A esperança, essa chama teimosa que arde no peito de todo botafoguense, ainda brilhou com dois gols de Santi Rodríguez nos minutos finais. Um sopro de vida, um grito de honra. Mas era tarde demais. O estrago já estava feito, consolidado por um apagão inexplicável no início do jogo, que permitiu ao Furacão, liderado por um Viveros implacável, construir sua vitória em nossa casa.

Permanecemos na 11ª colocação, com 30 pontos, vendo os paranaenses sonharem com o título em 3º lugar. A matemática é fria. O sentimento é de fogo. E agora, o horizonte nos reserva um clássico contra o Flamengo, no domingo, no Maracanã. Um teste para o coração do mais fiel torcedor.

13 Minutos de Terror: O Apagão que Definiu a Derrota

O relógio mal havia completado 13 minutos, e o roteiro do desastre já estava escrito. Foram dois golpes, rápidos e letais, nascidos de um mal que parece crônico: a saída de bola. Aos 10 minutos, um erro conjunto entre Allan e Medina entregou o ouro. A bola sobrou para João Cruz, que não perdoou e abriu o placar após rebote de Gabriel Batista. O Nilton Santos, que pulsava, emudeceu.

Publicidade

O torcedor alvinegro ainda tentava entender o que acontecia quando, três minutos depois, veio o segundo baque. Desta vez, o erro na saída de bola veio dos pés de Kauan Toledo. O adversário, farejando sangue, não desperdiçou. Viveros, o nome da noite, ampliou a vantagem. Treze minutos. Foi o tempo que o Athletico precisou para colocar o Botafogo de joelhos e condicionar todo o resto da partida.

Viveros, o Carrasco: O Artilheiro do Brasileirão Foi Implacável

Havia um protagonista na noite, e infelizmente ele não vestia a camisa da Estrela Solitária. Kevin Viveros, o colombiano que lidera a artilharia do Brasileirão com impressionantes 16 gols, foi um pesadelo para nossa defesa. Com dois gols na conta, ele não apenas decidiu o jogo, mas também personificou a eficiência que tanto nos faltou.

Seu segundo gol, aos 33 minutos da etapa final, foi a pá de cal. Em um contra-ataque veloz, enquanto o Fogão se lançava em busca de um milagre, Vargas encontrou o artilheiro. Viveros invadiu a área e soltou uma bomba, sem chances para Gabriel Batista. Um gol que calou o estádio e afirmou a diferença de momento entre as duas equipes: de um lado, a crise; do outro, a esperança de título.

A Volta Desastrosa de Allan e um Ataque Inoperante

A noite também marcou o retorno de Allan, longe dos gramados desde maio por uma lesão. A expectativa se transformou em frustração. Claramente sem ritmo de jogo, o camisa 25 teve uma atuação para esquecer, coroada com a falha capital no primeiro gol do Athletico. Acabou substituído aos 17 do segundo tempo, deixando o campo como um símbolo da noite desastrosa.

Publicidade

Mas a culpa não pode recair sobre um só homem. O coletivo falhou. No ataque, empilhamos chances perdidas. Edenilson carimbou a trave, em um lance que poderia ter mudado a história. No mais, o goleiro Santos, do Furacão, teve uma noite tranquila, defendendo sem sustos nossas tentativas pelo alto. Pelas pontas, a produção foi nula: Vitinho esteve mal pela direita, enquanto Alex Telles pouco apareceu na esquerda. Uma equipe espaçada, lenta e previsível, presa fácil para um adversário bem postado.

Reação Tardia de Santi Rodríguez: Um Fio de Esperança no Caos

Quando a derrota parecia selada e a torcida já lamentava mais uma noite de agonia, Santi Rodríguez resolveu mostrar sua raça. Aos 39 e aos 46 minutos do segundo tempo, o uruguaio marcou duas vezes, incendiando os acréscimos e nos fazendo acreditar, mesmo que por um instante, no impossível.

Foram gols de pura teimosia, de quem se recusa a aceitar a derrota passivamente. Mas o tempo era inimigo. A reação, embora valente, foi tardia. Serviu para maquiar o placar, mas não para apagar a péssima impressão deixada por mais de 80 minutos de um futebol pobre e errático. Fica a pergunta no ar: e se essa vontade tivesse aparecido mais cedo?

Ficha Técnica do Jogo: Botafogo 2 x 3 Athletico-PR

  • Competição: Campeonato Brasileiro – 24ª Rodada
  • Data e Horário: 24 de agosto de 2026, às 20h (de Brasília)
  • Local: Estádio Nilton Santos, Rio de Janeiro (RJ)
  • Árbitro: André Luiz Skettino Policarpo Bento (MG)
  • VAR: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro (VAR-Fifa/RN)
  • Cartões Amarelos: Kauan Toledo e Edenilson (BOT); Dantas (CAP)
  • Gols:
    • Botafogo: Santi Rodríguez (39’/2ºT e 46’/2ºT)
    • Athletico-PR: João Cruz (10’/1ºT), Viveros (13’/1ºT e 33’/2ºT)

Escalações:

BOTAFOGO (Técnico: Rodrigo Bellão)

Publicidade
  • Gabriel Batista, Vitinho, Ferraresi, Justino e Alex Telles; Allan (Huguinho), Edenilson (Santi Rodríguez), Medina (Kadir) e Montoro (Matheus Martins); Kauan Toledo (Júnior Santos) e Danilo Perei…

ATHLETICO-PR

(Escalação não detalhada na fonte original)

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.