VITÓRIA AMARGA: Gol de Danilo não basta e Fogão cai de pé na Sul-Americana

Com gol de Danilo Pereira, Fogão vence o Cienciano por 1 a 0, mas chances incríveis perdidas e VAR polêmico decretam a eliminação amarga na Sul-Americana.

Botafogo foi eliminado da Copa Sul-Americana pelo Cienciano (Foto: Pablo PORCIUNCULA / AFP)

Uma Vitória com Sabor de Derrota

No futebol, há vitórias que doem mais que certas derrotas. A noite desta quinta-feira (20) no Nilton Santos foi uma dessas. Vencemos. Por 1 a 0, com a Estrela Solitária no peito e a alma em campo. Mas não foi o suficiente. O placar agregado de 6 a 2 para o Cienciano foi um carrasco cruel que nos arrancou o sonho da Copa Sul-Americana nas oitavas de final. O Botafogo lutou, mas se despede da competição com um gosto amargo e a certeza de que a história poderia ter sido diferente.

Sob o comando do interino Rodrigo Belão, que assumiu após a saída de Franclim Carvalho, o que se viu foi um time de alma lavada, pura disposição. O Glorioso não entrou para cumprir tabela, entrou para sonhar. E o sonho pareceu possível quando, logo aos dez minutos de jogo, a mística alvinegra se fez presente.

O Brilho Solitário de Danilo Pereira

O relógio mal havia completado a primeira dezena de minutos quando Álvaro Montoro, com a classe de um maestro, encontrou Danilo Pereira. Um passe que rasgou a defesa peruana e encontrou nosso guerreiro, que não vacilou. Bola na rede. 1 a 0. O Nilton Santos explodiu, acreditou. A chama da virada estava acesa. Era o Botafogo sendo Botafogo, transformando o impossível em meta.

Ainda na primeira etapa, a rede voltaria a balançar com o mesmo Danilo, mas o destino, às vezes, nos prega peças. Um toque no braço, invisível a olho nu para muitos, mas não para a arbitragem, anulou o que seria o segundo gol. O grito ficou entalado na garganta do povo do Fogão.

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O Pesadelo dos Gols Perdidos

Se a noite teve um vilão, ele atende pelo nome de ‘desperdício’. O que o Botafogo criou de chances claras foi algo para deixar qualquer torcedor de cabelo em pé. O volume de jogo era impressionante, mas a pontaria… ah, a pontaria. Arthur Cabral, em duas oportunidades, ficou cara a cara com o goleiro Espinoza. Na primeira, um milagre do arqueiro. Na segunda, de forma inacreditável, não alcançou a bola e viu o zagueiro salvar em cima da linha. Eram gols que não se podem perder.

Como se não bastasse, Vitinho, dentro da pequena área, com o gol escancarado à sua frente, isolou a bola por cima do travessão. O Cienciano, acuado, via o Glorioso empilhar chances e, por sorte ou incompetência nossa, se manter vivo no confronto. A cada chance perdida, um pedaço do sonho morria.

O Apito que Matou a Esperança

O golpe de misericórdia veio aos três minutos do segundo tempo, e não foi com a bola rolando. Alex Telles foi derrubado na área. Pênalti. A esperança renasceu com fúria. Mas o árbitro paraguaio Juan Benítez foi chamado pelo VAR. Após cerca de cinco minutos de uma paralisação angustiante, a decisão: falta na origem da jogada. Pênalti anulado.

Aquele foi o fim. A irritação com a arbitragem tomou conta do time, da torcida, do estádio. O ímpeto se esvaiu, a organização deu lugar ao desespero e os erros no meio-campo se multiplicaram. O time sentiu o golpe e não conseguiu mais se levantar. O sonho, que começou com um gol aos dez minutos, foi brutalmente assassinado por um apito.

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Fim de Sonho e Vaias da Frustração

O que se viu depois foi um time entregue à frustração. A torcida, que apoiou e acreditou, não perdoou. As vaias ecoaram no Nilton Santos, e nem mesmo destaques como Medina e o próprio autor do gol, Danilo, foram poupados. Era o som da decepção de quem viu a classificação escapar por entre os dedos.

O coletivo criou, mas o individual falhou onde mais precisávamos. Saímos da Sul-Americana com uma vitória, mas com a sensação de que fomos eliminados por nós mesmos e por circunstâncias que fogem ao nosso controle. Agora, resta juntar os cacos e focar todas as nossas forças no Campeonato Brasileiro. É o que nos resta. E por essa camisa, lutaremos até o fim.

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.