JÚNIOR SANTOS EXPLODE: ‘VERGONHA! ESTOU CANSADO DISSO’, Atacante do Botafogo detona arbitragem e cobra o time

Após nova derrota, Júnior Santos não se cala. O atacante do Fogão soltou o verbo, falou em 'vergonha' e fez acusações graves contra a arbitragem.

Jogadores do Botafogo reclamam contra o Vitória — Foto: Marcio Jose/AGIF

A Voz da Indignação Alvinegra

O apito final no Barradão neste domingo não marcou apenas mais uma derrota dolorida para o Botafogo, por 1 a 0 contra o Vitória. Marcou o rompimento do silêncio, a explosão de um sentimento que estava entalado na garganta de cada torcedor. E a voz que ecoou, carregada de fúria e vergonha, foi a de Júnior Santos. O camisa 7 não se escondeu. Pelo contrário, foi para a frente dos microfones e falou. Falou pelo elenco, falou pela torcida, falou pela história do Glorioso.

Em uma semana que começou com o pesadelo dos 6 a 1 para o Cienciano na Sul-Americana e terminou com um revés no Brasileirão, a pressão atingiu o nível máximo. E o atacante, com uma honestidade brutal, admitiu o peso do momento. Não há mais espaço para desculpas, apenas para a dura realidade.

‘Estamos Envergonhados’

As primeiras palavras de Júnior Santos foram um soco no estômago, mas um soco necessário. Ele não buscou subterfúgios. Assumiu a responsabilidade e validou a dor do povo alvinegro, que mais uma vez vê seu time fraquejar em momentos cruciais.

“Estamos envergonhados, né? Pelo nosso torcedor, pelo placar que foi (6 a 1). Não jogamos bem, essa é a realidade”, confessou o atacante, sem rodeios. A ferida aberta no meio da semana ainda sangra, e a atuação apática em Salvador apenas colocou mais sal. A mística alvinegra exige mais. Exige alma.

Publicidade

Júnior Santos sabe disso e fez questão de frisar. “Agora é trabalhar. Precisamos dar a volta por cima. Temos que honrar essa camisa. A torcida está com toda a razão de cobrar”. É o mínimo que se espera. A Estrela Solitária no peito não é um adereço, é um manto sagrado que clama por suor, luta e, acima de tudo, respeito.

O Alvo da Fúria: ‘Sempre Contra o Botafogo’

Mas a autocrítica não veio sozinha. Veio acompanhada de uma revolta represada contra um adversário que, segundo o jogador, tem sido implacável: a arbitragem. Júnior Santos mirou suas baterias contra a atuação de Paulo Cesar Zanovelli e o que ele enxerga como um padrão de perseguição da CBF contra o Fogão.

“Agora, eu queria saber da CBF o que acontece contra o Botafogo. Eu já estou cansado disso. Sempre os erros são contra a gente”, desabafou, com a voz embargada pela indignação. Ele trouxe provas físicas de sua reclamação. “Os caras fazem falta, estou com a canela marcada aqui, ninguém marca falta. Toca no jogador dos caras, é falta. É sempre contra o Botafogo isso”.

A torcida que assistia pela TV sentiu na pele cada palavra. Quem não se lembra do lance com Danilo, nos minutos finais do primeiro tempo? Uma entrada dura de Ramon, do Vitória, que rendeu apenas um cartão amarelo. Para Júnior Santos e para milhões de botafoguenses, foi mais um capítulo de um roteiro que se repete à exaustão.

Publicidade

Uma Cicatriz que Não Fecha

A frustração do camisa 7 com o apito não é de hoje. E o palco da derrota deste domingo, o Barradão, guarda memórias amargas para ele. O atacante fez questão de lembrar de um episódio anterior, no mesmo estádio, que o marcou profundamente. Uma lesão no tornozelo sofrida em jogo pela Copa do Brasil, após um lance onde, mais uma vez, ele questionou a decisão do árbitro.

Não é apenas um lance, um jogo. É a sensação de que a balança da justiça no futebol brasileiro pende sempre para o mesmo lado, e nunca para o lado de General Severiano. É a luta constante não apenas contra o adversário, mas contra um sistema que parece ter o Botafogo como alvo preferencial.

“Vocês têm que entender que aqui tem pessoas que trabalham. Trabalhamos duro a semana toda para jogar. E sempre, quando é contra a gente, existem esses erros bobos e passa despercebido”, continuou o jogador, em um dos desabafos mais fortes de um atleta do Fogão nos últimos tempos.

Um Grito Contra o Silêncio: ‘Isso é uma Vergonha’

O ponto final do discurso de Júnior Santos foi uma denúncia contundente sobre o tratamento desigual que o Botafogo recebe. Ele apontou para a hipocrisia de um sistema onde um erro contra certas equipes gera debates intermináveis, enquanto os prejuízos ao Glorioso são varridos para debaixo do tapete.

Publicidade

“Amanhã ninguém fala nada. Mas, quando é contra as outras equipes, que a gente sabe muito bem, e acontece um erro, isso é debatido a semana toda”, acusou. É um sentimento que todo botafoguense conhece bem. A sensação de lutar sozinho, de gritar no vácuo.

A conclusão foi lapidar, um resumo perfeito da revolta que consome a torcida: “Esses erros que não podem acontecer na arbitragem brasileira, sempre contra o Botafogo. E ninguém fala nada, ninguém faz nada, fica por isso mesmo. Isso é uma vergonha”. Júnior Santos deu voz à nossa indignação. Agora, resta saber se alguém, finalmente, irá ouvir.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.