BARRADO NO CLÁSSICO: O drama de Santi Rodríguez e seu futuro incerto no Fogão

Deixado de fora contra o Fluminense por opção técnica, o uruguaio vive um dilema no Glorioso. O que fazer com o investimento de R$ 85 milhões?

Santi Rodriguez em Botafogo x Ceará, pelo Campeonato Brasileiro, no Estaádio Nilton Santos — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Um Trovão em Céu Azul no Nilton Santos

O ar no Nilton Santos no último sábado era de Clássico Vovô, de rivalidade, de paixão. Mas para a torcida alvinegra, uma ausência na lista de relacionados soou como um trovão em céu azul: onde estava Santi Rodríguez? A resposta, fria e direta, veio do comando técnico: opção. Em um dos jogos mais importantes do ano, o meia uruguaio, um dos maiores investimentos da história recente do Glorioso, não ficou nem no banco de reservas.

A notícia caiu como uma bomba no coração do povo do Fogão. Como pode um talento como Santi, por quem o clube desembolsou uma fortuna, ser preterido em um momento tão crucial? A decisão de Franclim Carvalho acende um alerta vermelho em General Severiano e adiciona mais um capítulo tenso a uma história que já vinha ganhando contornos dramáticos.

A Decisão Fria de Franclim Carvalho

Não se tratou de lesão ou suspensão. A ausência de Santi Rodríguez foi uma escolha deliberada do treinador. Segundo o próprio Franclim Carvalho, foi uma “opção técnica”. Para tentar diluir o peso da decisão, o técnico português citou outros nomes que também ficaram de fora, como Kadu e Anthony, mas a comparação não convence. Nenhum deles carrega o status e o peso do investimento feito no uruguaio.

O mais intrigante é que, durante a longa preparação de quase duas semanas para o clássico, Santi chegou a treinar entre os titulares no Espaço Lonier. Ele estava nos planos, participava das atividades principais. O que mudou da grama do CT para a lista final de convocados? A pergunta ecoa entre os torcedores, que veem um ativo valioso perder espaço de forma inexplicável.

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O Estopim da Crise Contra o Cruzeiro

Para entender o cenário atual, é preciso voltar duas semanas no tempo. Na vitória suada contra o Cruzeiro, um episódio expôs publicamente o desgaste. Chamado para entrar nos minutos finais da partida, Santi Rodríguez não escondeu sua frustração. Em um gesto de pura insatisfação, questionou o auxiliar Luís Felipe Fernandes sobre o pouco tempo que teria para mostrar seu futebol.

Aquele momento de irritação, flagrado pelas câmeras, pode ter sido a gota d’água. Um jogador que quer jogar, que sente que pode contribuir mais, colidindo com as decisões da comissão técnica. Para um clube com a mística do Botafogo, onde a entrega é inegociável, a cena foi um baque. Desde então, a relação parece ter azedado de vez.

Um Investimento de R$ 85 Milhões na Berlinda

A questão financeira torna tudo ainda mais complexo. O Botafogo fez um esforço gigantesco para trazer o meia, pagando a bagatela de R$ 85 milhões em um acordo selado em fevereiro de 2025. É um dos maiores investimentos da história do clube. E um investimento dessa magnitude não pode, simplesmente, ficar encostado.

Por conta desse valor, a diretoria alvinegra descarta um simples empréstimo. O clube entende que seria uma desvalorização do atleta e um péssimo negócio. O Columbus Crew, dos Estados Unidos, até tentou uma negociação por empréstimo com obrigação de compra, mas as conversas não avançaram. Agora, com a janela de transferências se fechando no dia 11 de setembro, o tempo corre contra todas as partes.

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É importante frisar: Santi não foi colocado no grupo de jogadores “afastados”, aqueles que estão fora dos planos. Ele segue treinando, mas a paciência do uruguaio tem limite. Ele quer minutos, quer ser protagonista, algo que parece cada vez mais distante sob o comando de Franclim. Os números são cruéis: com o português, foi relacionado em 13 de 19 jogos, mas titular em apenas quatro. Um contraste brutal com o início do ano, quando havia feito dez jogos, sendo seis como titular.

A Sul-Americana Como Último Refúgio?

Em meio ao ostracismo no cenário nacional, a Copa Sul-Americana surge como uma espécie de oásis para Santi Rodríguez. Foi na competição continental que ele teve sua última grande atuação. Contra o Caracas, na partida que terminou 3 a 1 e garantiu a liderança geral do Fogão na fase de grupos, o uruguaio foi titular e jogou os 90 minutos. Foi participativo, intenso, o Santi que a torcida quer ver.

Nesta quinta-feira, a Estrela Solitária volta a brilhar no torneio, desta vez contra o Cienciano, no Peru. Será a chance de redenção para Santi? Ou ele seguirá no limbo, mesmo em uma competição onde já provou seu valor? A dúvida paira no ar. Depois, no domingo, o desafio é contra o Vitória, pela 23ª rodada do Brasileirão, e a torcida já se pergunta se verá o meia em campo.

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O dilema está posto sobre a mesa da diretoria e da comissão técnica. Manter um jogador caro e talentoso insatisfeito no banco? Tentar recuperar sua confiança e seu futebol? Ou buscar uma solução no mercado antes que seja tarde demais? A saga de Santi Rodríguez no Botafogo é um drama que o povo alvinegro acompanha com o coração na mão, torcendo para que a estrela do uruguaio volte a brilhar junto com a nossa.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.