GOLAÇO ÉPICO DE ALEX TELLES NÃO IMPEDE EMPATE AMARGO DO FOGÃO NO CLÁSSICO VOVÔ

Uma pintura de falta do nosso ídolo Alex Telles fez o Niltão explodir, mas o Glorioso vacila e cede o empate para o Fluminense. Uma noite de magia e frustração.

Botafogo e Fluminense empataram em jogo morno no Nilton Santos (Foto: Vítor Silva/Botafogo)

Há noites que desafiam a lógica e testam o coração do torcedor alvinegro. A deste sábado, no nosso sagrado Nilton Santos, foi uma delas. Uma noite que nos presenteou com uma obra de arte, uma pintura divina saída dos pés de Alex Telles, mas que terminou com o gosto amargo de um empate por 1 a 1 contra o Fluminense, em um Clássico Vovô que prometia mais do que entregou.

O grito de gol ficou entalado. A alegria de ver a Estrela Solitária brilhar mais forte se transformou em frustração. Com o resultado, chegamos aos 30 pontos no Brasileirão, pela 22ª rodada, e vemos a chance de colar no G-4 escorrer por entre os dedos. É o Botafogo sendo Botafogo, nos levando do céu ao inferno em 90 minutos.

A PINTURA DO NOSSO ÍDOLO

Vamos falar do que importa, do que nos fez levantar da cadeira e acreditar que a noite seria nossa. Alex Telles. De contrato renovado, completando 101 jogos com o manto sagrado, ele decidiu que a celebração seria em grande estilo. Aos 44 minutos do primeiro tempo, quando o jogo se arrastava em uma monotonia preocupante, ele assumiu a responsabilidade.

A falta era distante. Longe demais para um ser humano normal, talvez. Mas não para ele. Com uma cobrança que merece ser emoldurada, ele mandou a bola no ângulo do goleiro Fábio. Uma curva perfeita, um míssil teleguiado que só parou no fundo da rede. O Nilton Santos explodiu. Foi a catarse, a prova de que a mística alvinegra vive em jogadores como ele. Um golaço para a história.

Publicidade

O BALDE DE ÁGUA FRIA E A FALHA TÁTICA

O problema é que o futebol tem dois tempos. E o nosso Glorioso parece ter ficado no vestiário, inebriado pela genialidade de Telles. O Fluminense voltou melhor, mais organizado, e não demorou para castigar a nossa passividade. O técnico deles, Luis Zubeldía, leu o jogo. O nosso, Franclim Carvalho, parece ter lido o gibi.

Aos 13 minutos da segunda etapa, a tragédia anunciada. Após uma sequência de cruzamentos e uma defesa que batia cabeça, a bola sobrou na esquerda. O cruzamento veio, Ferraresi estava no chão, e Ignácio, livre, subiu para cabecear como manda o manual: para o chão. A bola ainda beijou a trave antes de entrar, como que para aumentar o nosso sofrimento. 1 a 1 no placar.

A partir daí, o que se viu foi um time perdido. O Fluminense, satisfeito com o empate, apenas administrou. O Botafogo de Franclim Carvalho, por sua vez, era um amontoado de erros grosseiros e desorganização. O meio-campo, um latifúndio para o adversário passear. As vaias da torcida para Lucas Villalba e a clara insatisfação com o técnico português no apito final dizem tudo.

A CONTA QUE NÃO FECHA

De que adianta ter um craque capaz de decidir um jogo com um lance de pura magia, se o resto do time não acompanha? De que vale a entrega de um ídolo como Alex Telles, se a estrutura tática desmorona no primeiro sopro do adversário? São perguntas que ecoam na cabeça do povo do Fogão.

Publicidade

Perdemos a chance de dar um salto na tabela. Deixamos um rival direto, que jogava em nossa casa, sair com um ponto precioso. A noite que começou com a celebração de um golaço épico terminou com a frustração de sempre. É preciso mais, muito mais. A Estrela Solitária merece brilhar com mais constância.

FICHA TÉCNICA – BOTAFOGO 1 X 1 FLUMINENSE

Competição: Campeonato Brasileiro – 22ª rodada

Data e horário: sábado, 8 de agosto de 2026, às 21h (de Brasília)

Local: Estádio Nilton Santos, Rio de Janeiro (RJ)

Publicidade

Arbitragem: Bruno Arleu de Araújo (Fifa/RJ)

Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (Fifa/RJ) e Luiz Claudio Regazone (Fifa/RJ)

VAR: Rodolpho Toski Marques (Fifa/PR)

Gols: Alex Telles 44’/1ºT (BOT); Ignácio 13’/2ºT (FLU)

Cartões: Ferraresi e Justino (BOT); Luis Zubeldía, Ignácio, Nonato e Samuel Xavier (FLU)

Escalações:

BOTAFOGO (Técnico: Franclim Carvalho)

  • Warleson
  • Vitinho
  • Ferraresi
  • Justino
  • Alex Telles (Paulinho)
  • Danilo
  • Medina
  • Montoro (Danilo Pereira)
  • Lucas Villalba (Matheus Martins)
  • Kauan Toledo (Barrera (Lucas Emanuel))
  • Arthur Cabral

FLUMINENSE (Técnico: Luis Zubeldía)

  • Fábio
  • Samuel Xavier
  • (Restante da escalação não detalhada na fonte)

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.