Fim do choro tricolor: A arbitragem acertou, e o gol foi uma obra de arte!
A noite de sábado (8) no Estádio Nilton Santos foi um turbilhão de emoções, como só o Botafogo sabe proporcionar. O placar de 1 a 1 contra o Fluminense no Clássico Vovô, pela 22ª rodada do Brasileirão, deixou um gosto amargo, mas um lance capital, que decidiu o rumo do primeiro tempo, teve seu veredito final dado por quem entende do assunto. E para o desespero tricolor, a razão está do nosso lado.
Enquanto os jogadores do Fluminense saíam para o intervalo reclamando aos microfones, o ex-árbitro e comentarista Paulo Cesar de Oliveira, o PC Oliveira, foi taxativo: a falta em Kauan Toledo, que originou a pintura de Alex Telles, foi corretamente marcada pelo árbitro Bruno Arleu de Araújo. Acabou o debate. A Estrela Solitária brilhou de forma legítima.
Uma Pincelada de Gênio em Noite de Celebração
Era um jogo para celebrar um dos nossos. Alex Telles, com contrato renovado por mais dois anos, completava seu 101º jogo com o manto sagrado. E o destino, meus amigos, é alvinegro. Ele reservou para o camisa 13 um momento de pura magia, um presente para a torcida que pulsava no Nilton Santos.
Na reta final do primeiro tempo, o jovem Kauan Toledo, com a ousadia que pedimos em nossos jogadores, partiu para cima e foi derrubado por dois marcadores. A falta na intermediária foi clara, e o apito de Bruno Arleu de Araújo soou imediatamente. A bola era do Fogão.
O que se seguiu foi poesia em forma de futebol. Alex Telles ajeitou a bola com o carinho de um artista diante de sua tela. A distância era considerável, mas para quem tem a mística alvinegra correndo nas veias, não há impossíveis. A cobrança foi perfeita, cirúrgica. A bola viajou, desafiou a física e morreu no ângulo superior direito do goleiro Fábio, que só pôde observar a obra de arte. Um golaço que fez o estádio explodir em um grito uníssono de glória. Inesquecível!
A Queda que Não Podemos Repetir
Infelizmente, o futebol tem dois tempos. E se no primeiro a nossa estrela brilhou, no segundo, uma sombra de desatenção pairou sobre General Severiano. O Fluminense, sob o comando de Luis Zubeldía, voltou melhor do vestiário, disposto a estragar nossa festa.
A equipe rival aumentou o volume, explorou os lados do campo e, após uma série de cruzamentos que nossa defesa falhou em afastar de forma conclusiva, a bola sobrou para Ignácio. O zagueiro cabeceou, a bola ainda tocou caprichosamente na trave antes de cruzar a linha. Era o empate do Fluminense. Uma ducha de água fria na alma botafoguense.
A tônica da segunda etapa foi preocupante. Enquanto o técnico Franclim parecia focar apenas nas laterais, o time de Zubeldía encontrava espaços preciosos pelo meio, saindo da nossa pressão com uma facilidade irritante. Faltou leitura, faltou ajuste, faltou a malícia que um clássico exige.
Um Ponto Amargo e a Lição que Fica
O que vimos na reta final foi um reflexo da frustração. Um Botafogo desorganizado, acumulando erros e cedendo espaços para um adversário que, claramente, se dava por satisfeito com o empate fora de casa. Para nós, que jogamos em nossos domínios e sonhamos com o topo, o empate soou como derrota.
A primeira etapa teve lampejos do Glorioso que queremos ver. Tentamos controlar a bola, mas esbarramos em uma defesa fechada, enquanto eles assustavam em chutes de longe com Otávio e Soteldo. Mas o gol de Telles e a validação da falta por PC Oliveira mostram que, no momento decisivo, a justiça e a genialidade estiveram do nosso lado. O que fica é a lição de que um jogo de 90 minutos não permite vacilos. Botafogo é isso aí: da glória de uma pintura à dor de um empate evitável. Que a fúria desse ponto perdido se transforme em combustível para as próximas batalhas.
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.