A NOITE EM QUE SEEDORF CALOU O BRASIL: Relembre a virada mágica do Fogão sobre o Cruzeiro em 2012!

Na noite de 5 de setembro de 2012, um gênio holandês calou o Independência. Relembre a atuação de gala de Seedorf na virada histórica do Fogão por 3 a 1!

Clarence Seedorf comemora sua atuação decisiva no confronto Cruzeiro 1 x 3 Botafogo no Brasileirão 2012. O craque holandês anotou dois gols e comandou a grande virada da equipe carioca no Estádio Independência. (Foto: Reprodução)

O Palco Estava Montado… Para o Show do Glorioso

Há noites que ficam cravadas na alma do torcedor. Noites que definem o que é ser Botafogo. O dia 5 de setembro de 2012 foi uma delas. Em Belo Horizonte, no Estádio Independência, o Cruzeiro preparava sua festa. Comandados por Celso Roth, vinham de vitórias contra Atlético-GO e Náutico e acreditavam que o Fogão seria apenas mais um degrau na sua escalada pelo Brasileirão.

A torcida deles lotava as arquibancadas, confiante. A soberba pairava no ar. Eles tinham 34 pontos, miravam o G-4 e jogavam em casa. O cenário, para eles, era perfeito. Mal sabiam eles que do outro lado não estava um time qualquer. Estava o Botafogo. E no nosso meio-campo, um homem que mudou a nossa história: o maestro Clarence Seedorf.

Sob a batuta do técnico Oswaldo de Oliveira, o Alvinegro de General Severiano chegou a Minas Gerais com um plano: deixar a Estrela Solitária brilhar através da genialidade de seu camisa 10. E como brilhou.

O Susto Inicial e a Reação de um Gigante

O jogo começou tenso, estudado. O Glorioso se defendia bem, mas o Cruzeiro, empurrado por sua gente, encontrou um gol. Aos 19 minutos, o volante Tinga aproveitou um rebote do nosso goleiro Renan, após chute de Borges, e abriu o placar. O estádio explodiu. Por um momento, o roteiro deles parecia se confirmar.

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Quatro minutos depois, um calafrio. Everton driblou Fábio Ferreira e quase ampliou. A pressão era grande. O time mineiro parecia controlar as ações, mas quem tem a Estrela Solitária no peito nunca se entrega. E quem tem um gênio no time, sabe que tudo pode mudar em um piscar de olhos.

A Virada em Dois Minutos: A Assinatura do Maestro

E mudou. Aos 34 minutos do primeiro tempo, a história daquela partida foi reescrita. Fellype Gabriel, outro grande nome daquela noite, fez um cruzamento preciso. Como um fantasma, Seedorf apareceu nas costas de Leandro Guerreiro e, sem deixar a bola tocar o chão, fuzilou para o fundo da rede. Um golaço. 1 a 1. O barulho ensurdecedor deu lugar a um silêncio apreensivo.

Mas o maestro não estava satisfeito. A torcida cruzeirense ainda tentava entender o que havia acontecido quando, no minuto seguinte, aos 35, veio o golpe de misericórdia. Outra bola na área, Fellype Gabriel ajeitou com categoria para trás e lá estava ele de novo. Clarence Seedorf. Com a calma dos predestinados, finalizou firme no canto do goleiro Fábio. Virada. 2 a 1 para o Botafogo. Em menos de 120 segundos, o gênio holandês calou o Independência e colocou o Glorioso na frente.

Ainda houve tempo para um lance ríspido, com Márcio Azevedo acertando o rosto de Souza, mas o árbitro Luiz Flávio de Oliveira nada marcou, para desespero deles. O primeiro tempo terminava com o Fogão em vantagem e a certeza de que aquela seria uma noite especial.

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O Golpe de Graça e a Coroação do Rei Holandês

Na volta para o segundo tempo, Celso Roth tentou de tudo. Mexeu no time, colocando Élber e Wellington Paulista. Do nosso lado, o herói das assistências, Fellype Gabriel, saiu machucado para a entrada de Willian. Mas a noite tinha um dono, e ele vestia a camisa 10 do Botafogo.

Aos 10 minutos da etapa final, a jogada que selou o caixão. Seedorf recebeu a bola no meio-campo, olhou, e com uma elegância absurda, deixou o volante Leandro Guerreiro comendo poeira. O passe que se seguiu foi uma obra de arte, um cruzamento perfeito que encontrou Jadson. Nosso volante teve a frieza de um centroavante, driblou o goleiro Fábio e empurrou para as redes vazias.

3 a 1. O prejuízo estrelado estava decretado. A festa virou funeral. O Cruzeiro, que sonhava com o G-4, estacionou nos 34 pontos, caiu para o oitavo lugar e viu o próprio Botafogo ultrapassá-lo na tabela daquela 22ª rodada. A distância para o Vasco, quarto colocado, aumentou.

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Aquela noite não foi apenas uma vitória. Foi uma aula. Uma demonstração de força, talento e mística. Foi a noite em que Clarence Seedorf, o craque mundial que escolheu honrar nosso manto, mostrou ao Brasil a dimensão de sua genialidade. Uma vitória de virada, fora de casa, que todo botafoguense guarda com carinho na memória. Porque isso, meus amigos, isso é Botafogo!

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.