SANGUE NOVO E FOME DE TÍTULO! Monzón e Paulinho chegam ao Fogão e cravam: ‘Brigar pela Sul-Americana!’

A casa está cheia! Monzón e Paulinho vestem o Manto Sagrado e já mandam o recado: o Botafogo vai brigar com unhas e dentes pelo título da Sul-Americana!

Lucas Monzón e Paulinho em apresentação no Botafogo — Foto: Rafael Bizarelo

A Estrela Solitária recebe seus novos guerreiros

A sala de imprensa do Nilton Santos, nosso templo sagrado, pulsou com uma energia diferente. Depois de darmos as boas-vindas aos paredões Gabriel Batista e Warleson, foi a vez de mais dois reforços sentirem o peso e a glória do Manto Alvinegro. O zagueiro Lucas Monzón e o lateral-esquerdo Paulinho foram apresentados e, em suas primeiras palavras como jogadores do Glorioso, já mostraram ao que vieram. Não há tempo para adaptação, não há espaço para hesitação. O recado foi claro e direto, como um chute forte no ângulo: o Botafogo vai brigar pelo título da Copa Sul-Americana.

É essa a mentalidade que nós, fiéis da Estrela, exigimos. É essa a chama que queremos ver nos olhos de cada atleta que defende nossas cores. A dupla, parte do pacotão de cinco reforços para o segundo semestre, não veio para ser coadjuvante. Eles vieram para fazer história.

Lucas Monzón: a raça charrua com alma brasileira

Com a camisa 33, surge um zagueiro de 24 anos com uma história que parece ter sido escrita para o Botafogo. Lucas Monzón, nascido em Jaguarão (RS), tem o Brasil no sangue e o Uruguai no coração. De mãe brasileira e pai uruguaio, ele personifica a garra sul-americana que tanto admiramos. Ele é a prova de que o futebol corre em veias que não conhecem fronteiras.

Monzón pertencia ao Racing de Montevidéu e estava emprestado ao Junior Barranquilla. Mas o destino o queria aqui. O Fogão agiu com precisão e adquiriu 60% dos seus direitos econômicos por um valor de aproximadamente US$ 800 mil (cerca de R$ 4,1 milhões). O contrato é longo, até o fim de 2029, um sinal de confiança mútua. Um projeto.

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Durante a coletiva, ele fez questão de falar em português, mesmo brincando sobre estar um pouco “enferrujado”. “Minha mãe é brasileira. […] Quando eles souberam da notícia, foi maravilhoso. Todo mundo me ligava todo dia e me mandava mensagem. E agora, graças a Deus, eu estou aqui”, revelou o zagueiro, mostrando a emoção de estar mais perto da família. Bem-vindo de volta à sua casa, Monzón!

Paulinho: a força europeia para a lateral do Glorioso

Se Monzón traz a mescla sul-americana, Paulinho, o novo dono da camisa 29, chega com a bagagem de sete temporadas no futebol europeu. Atuando pelo Midtjylland, da Dinamarca, ele se consolidou como um lateral-esquerdo firme e consistente. Um alvo antigo do nosso departamento de futebol, que soube esperar o momento certo para trazê-lo, após o jogador ficar livre no mercado.

A chegada de Paulinho eleva o nível da nossa ala esquerda a um patamar de seleção. A disputa será intensa e de altíssima qualidade, com a presença do craque Alex Telles e do experiente Marçal. Quem ganha com isso? O Botafogo. O contrato assinado até o fim de 2028 mostra que o planejamento em General Severiano é sério e ambicioso.

A ‘Família Botafogo’ que encanta e atrai

Uma contratação de peso não se faz apenas com dinheiro. Faz-se com projeto, com ambiente, com a mística alvinegra. E Paulinho confirmou isso. Ele revelou que uma peça-chave para sua decisão foi o ex-volante do Fogão, Gregore, com quem já havia jogado em outros clubes.

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“Assim que eu tive o primeiro contato com o Botafogo, lá em fevereiro, eu comecei a pegar referências. O Gregore sempre me deu um feedback super positivo em relação aos atletas, em relação ao staff, a todos que trabalham na família Botafogo. Me deixou animado”, contou o lateral. Isso é Botafogo! Um clube que deixa marcas positivas em quem passa por aqui. É a prova de que estamos construindo algo muito maior que um time.

A obsessão pela Glória Eterna: Foco na Sul-Americana

Mas vamos ao que interessa, ao que faz o coração do torcedor bater mais forte. O título. A glória. E os dois novos reforços já entenderam o tamanho da nossa ambição. Questionados sobre a Copa Sul-Americana, a resposta foi música para os ouvidos do povo do Fogão.

“É sempre bom disputar competição deste tipo […] é um título que todo mundo quer ganhar. E com a possibilidade da gente estar disputando, de estar podendo brigar pelo título, é sempre bom a gente dar o máximo possível. A ideia é vencer”, cravou Paulinho, sem rodeios.

Monzón, com a mesma sede de vitória, complementou: “É um título que todo mundo quer ganhar, né? Sul-Americana. E o clube está jogando a Sul-Americana. Bom, é uma competição muito linda […] Nunca tive a sorte de estar jogando uma final ou chegar nisso, mas se Deus quiser a gente vai conseguir isso”. É com essa fé e essa determinação que se conquistam continentes.

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Conexões que fortalecem o elenco

O futebol é feito de laços, e Monzón já tem uma conexão prévia no elenco. Ele revelou ter jogado com nosso lateral Mateo Ponte, quando o jovem estava subindo para o profissional no Danúbio, por volta de 2021. Essa familiaridade é mais um tijolo na construção de um grupo forte e unido, pronto para as batalhas que virão.

A chegada de Paulinho e Monzón não é apenas a adição de dois nomes à lista do elenco. É a injeção de qualidade técnica, experiência internacional e, acima de tudo, uma vontade avassaladora de vencer. Eles entenderam o recado. Eles sentiram a mística. Agora, cabe a nós, torcida alvinegra, abraçá-los e empurrá-los rumo à história. A caminhada é longa, mas com guerreiros assim, a Estrela Solitária brilha muito mais forte no horizonte.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.