A HISTÓRIA NOS CHAMA! Gabriel Batista e Warleson chegam ao Fogão para honrar o legado da Estrela Solitária

Apresentados oficialmente, os novos goleiros Gabriel Batista e Warleson exaltam a tradicional escola do Botafogo e prometem estar à altura da responsabilidade.

Warleson e Gabriel Batista são apresentados como reforços do Botafogo — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Apresentados os novos guardiões da Estrela Solitária

A sala de imprensa do Estádio Nilton Santos respirou história e responsabilidade na tarde desta quarta-feira. Em um momento que ecoa a tradição de gigantes que já defenderam nosso gol, o Botafogo apresentou oficialmente seus dois novos paredões: Gabriel Batista e Warleson. Com a camisa alvinegra em mãos e o peso de uma nação nos ombros, a dupla mostrou em suas primeiras palavras que entende perfeitamente onde está pisando. Não é apenas um clube, é o Glorioso. E eles estão aqui para honrar cada gota de suor derramada por quem veio antes.

O ar estava carregado de expectativa. A torcida alvinegra, sempre ávida por segurança debaixo das traves, agora tem dois novos nomes para depositar sua fé. A apresentação não foi apenas um protocolo; foi um juramento. Um compromisso firmado diante das câmeras, mas que ressoou diretamente no coração de cada botafoguense. A Estrela Solitária tem novos guardiões, e eles chegam com fome de fazer história.

Gabriel Batista: a responsabilidade de uma escola tradicional

Vestindo o manto de número 12, Gabriel Batista, de 29 anos, chega com um contrato robusto até 2029 e uma bagagem que mistura a rivalidade do início de carreira no Flamengo com a maturidade adquirida na Europa, defendendo o Santa Clara de Portugal, além de uma passagem fundamental pelo Sampaio Corrêa.

Mas o que mais chamou a atenção em sua fala foi o profundo respeito pela nossa história. Ele sabe que o Botafogo é um berço de goleiros lendários. E ele não fugiu da responsabilidade; ele a abraçou.

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“Nós sabemos que a escola de goleiros do Botafogo é muito tradicional. Então, a responsabilidade é boa de representar essa camisa e todos que passaram”, afirmou Gabriel, citando exemplos recentes que brilharam com nossa camisa. “Tem mais, recentemente, o John, o Perri; então, são pessoas que eu acompanho, que tive a oportunidade de já jogar contra. Sei da qualidade que têm os goleiros do Botafogo. Espero poder retribuir e ir a esta altura, que é essa responsabilidade que o clube tem.”

O novo goleiro deixou claro que sua volta ao Brasil não é um passo atrás, mas um salto em sua carreira. “Volto muito mais preparado e maduro do que saí. Essa passagem pelo Sampaio Corrêa me fez aprender coisas que não tinha aprendido ainda. O tempo em Portugal também. Chego mais preparado, pronto e maduro”, cravou. É essa mentalidade que queremos no nosso Glorioso.

Warleson: um coração que queima para escrever seu nome

Ao lado de Gabriel, estava Warleson. Natural de Cuiabá, ele envergará a camisa 17 e também firmou seu compromisso com o Fogão até o final de 2029. Sua trajetória é um roteiro de perseverança: passagens por bases como Portuguesa Santista, Grêmio e Cuiabá, até se firmar no Athletico-PR e, depois, desbravar o futebol europeu por seis temporadas no Cercle Brugge, da Bélgica.

Warleson falou com a reverência de quem entende a grandeza do escudo que agora defende. “É um clube grandioso, que teve grandes goleiros que passaram por aqui. São goleiros que não tem palavras para mencionar o que fizeram na história do Botafogo. Então, a gente está aqui. Estamos escrevendo o nosso nome na história a partir de hoje. Acredito que seja honroso da nossa parte estar representando essa equipe”, declarou o novo arqueiro.

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Em um momento sincero, Warleson revelou como seu retorno ao Brasil se concretizou quase que por obra do destino. Uma entrevista ao ge de Minas Gerais sobre seu ex-companheiro Alan Minda terminou com uma pergunta sobre seu futuro. “Não tinha conversa nenhuma com o Botafogo. Eu falei que meu coração queimava por voltar ao Brasil”, confessou. Esse fogo no coração é o que a torcida do Fogão mais valoriza. É a chama que alimenta a nossa paixão.

A forja de um guerreiro e a união do elenco

A jornada de Warleson é um testemunho de resiliência. Ele destacou sua passagem pelo Sampaio Corrêa como um divisor de águas. “Eu costumo dizer para a minha esposa que foi uma escola de Deus. Quem passou lá sabe que sai preparado por tudo que viveu naquele lugar. Fui muito moldado”, relembrou, mostrando uma gratidão que molda o caráter de um verdadeiro atleta.

Ambos os goleiros foram unânimes em elogiar a recepção do grupo. “É a melhor possível. O grupo é maravilhoso. Os jogadores maravilhosos sobre a recepção que tivemos”, disse Gabriel Batista. Sobre a disputa pela titularidade, a resposta foi de quem entende o espírito de equipe: “Fica para o professor Franclim. Tanto eu quanto o Warleson estamos preparados. Importante é ajudar a equipe.”

Essa união é fundamental. Para um clube que, nas palavras de Warleson, está entre os melhores do Brasil e das Américas, a força do coletivo é o que nos levará às glórias. “Não tem como não colocar o Botafogo entre os melhores do Brasil. Só ver os títulos que ganhou nos últimos anos. Temos um grande time para continuar conquistando”, finalizou.

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Foco total no Vitória: a batalha continua

Com os novos guardiões integrados e prontos para a luta, o foco do Alvinegro se volta para o campo. A próxima batalha já tem data e hora marcada. O Botafogo volta a campo na próxima quinta-feira, às 19h30 (horário de Brasília), para enfrentar o Vitória.

A partida, que será disputada no nosso caldeirão, o Nilton Santos, é um jogo atrasado, válido pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. É mais uma oportunidade para o Glorioso mostrar sua força e seguir firme na busca por seus objetivos. Com o gol protegido por homens que entendem o peso desta camisa, a confiança da torcida se renova. Que a Estrela Solitária brilhe mais uma vez. Para cima deles, Fogão!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.