HERANÇA DE TEXTOR? Empresa de funcionária do ex-dono notifica Fogão por venda de Danilo

Bomba em General Severiano! Empresa ligada a John Textor notifica o Fogão e o Palmeiras, exigindo parte de uma futura venda do jogador Danilo. Entenda a trama!

John Textor, do Botafogo — Foto: Vitor Silva/BFR

A Sombra do Passado: Uma Notificação que Abala General Severiano

A mística alvinegra é feita de glórias, sofrimento e, por vezes, de complexas batalhas fora das quatro linhas. E uma nova batalha acaba de ser declarada. Uma notificação judicial, fria e calculada, chegou ao Botafogo e ao Palmeiras, trazendo à tona uma trama que envolve o futuro de um de nossos atletas, Danilo, e a herança da gestão de John Textor.

A empresa Montegra Holdings LLC, uma credora da nossa SAF, entrou em cena de forma implacável. Em uma ação ajuizada na Justiça do Rio de Janeiro, a empresa exige que, caso uma negociação pelo passe de Danilo se concretize com o time paulista, uma fatia do valor seja depositada diretamente em sua conta. É a sombra de um passado recente se projetando sobre o futuro do Glorioso.

O que causa espanto e calafrios na torcida alvinegra é a conexão por trás da Montegra. A empresa pertence a Daniela Yoemy Colon, que, segundo informações de seu próprio LinkedIn, não é uma figura qualquer: ela é assistente executiva sênior de John Textor e diretora de operações em duas de suas principais empresas, a Eagle Football Holdings e o Facebank.

Quem é a Empresa que Cobra o Fogão?

A relação é íntima e profissional. Daniela Colon trabalha com Textor desde 2018 e ocupa cargos de extrema confiança. A Montegra Holdings LLC, registrada na Flórida (EUA) desde 2017, é o que o próprio Botafogo, em nota, confirmou ser o “veículo de investimentos” da funcionária.

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A SAF alvinegra tentou esclarecer que a empresa tem recursos próprios, citando que Daniela obteve “ganhos substanciais” em operações de mercado com outras empresas. Mas para o povo do Fogão, a notícia soa como um emaranhado de negócios que agora bate à nossa porta.

Esta não é a primeira vez que a Montegra aciona o clube. O site Jota já havia noticiado que a mesma empresa cobra na Justiça uma dívida de R$ 15,8 milhões do Botafogo. A teia de obrigações financeiras parece se fechar, e o nome de Danilo é o epicentro deste novo terremoto.

Os Números da Dívida e o Futuro de Danilo

Os documentos não mentem, e os números são de arrepiar. O balanço do Botafogo, divulgado em 2025, revela um empréstimo de R$ 14,8 milhões contraído com a Montegra em 3 de dezembro de 2025, com vencimento para 30 de agosto de 2026. Este é apenas um pedaço de um quebra-cabeça financeiro muito maior.

No total, o Glorioso carrega uma dívida de R$ 138 milhões em empréstimos e financiamentos feitos ao longo de 2025 para fortalecer o capital de giro. Desse montante, R$ 88 milhões têm vencimento a curto prazo, o que aumenta a pressão sobre a gestão.

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É neste cenário que o nome de Danilo surge como uma possível moeda de troca, uma solução e um problema. A notificação judicial da Montegra, representada no Brasil pelos advogados Felipe Abreu e Robert da Silva Oliveira, deixa claro que os direitos sobre nossos atletas foram dados como garantia. O documento cita um “Contrato de Cessão Fiduciária de Direitos Creditórios” no valor exato de R$ 15.830.430,00.

A Ameaça Judicial: ‘Quem Paga Mal, Paga Duas Vezes’

A linguagem da notificação é dura e direta, um recado sem rodeios ao nosso clube e ao Palmeiras. A empresa de Daniela Colon exige que o negócio fiduciário seja respeitado e usa uma frase que ecoa como uma ameaça: “Afinal, ‘quem paga mal, paga duas vezes’”.

O texto vai além e invoca a Lei n.º 9.514/1997 para afirmar seu direito de “conservar e recuperar a posse dos títulos representativos dos créditos cedidos”. Em outras palavras, eles se sentem donos de uma parte do passe de nossos jogadores até que a dívida seja paga.

A parte mais grave da notificação adverte que qualquer tentativa de “desviar valores de transferências de jogadores” será vista não apenas como quebra de contrato, mas também como uma possível “fraude por parte dos indivíduos responsáveis”. É um xeque-mate jurídico que coloca a diretoria alvinegra contra a parede.

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E Agora, Glorioso?

Para nós, fiéis da Estrela Solitária, a notícia é um soco no estômago. Vemos a gestão de um ex-dono, através de uma de suas mais próximas funcionárias, colocar em xeque o futuro de um ativo do clube. A complexidade dos contratos da SAF, que prometiam ser a salvação, agora mostram sua face mais dura.

Resta saber como a diretoria do Botafogo irá navegar nesta tempestade. A venda de Danilo, que poderia ser um alívio para os cofres, transformou-se em um campo minado jurídico. A torcida alvinegra, mais uma vez, assiste apreensiva, esperando que a Estrela Solitária encontre um caminho para brilhar em meio a mais essa escuridão contratual. Botafogo é isso aí, uma paixão que nos exige fé a cada novo dia.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.