FIM DA LINHA! John Textor é DESTITUÍDO e assembleia define novo conselho no Botafogo

É oficial: John Textor foi destituído do conselho da SAF. Um terremoto em General Severiano que encerra uma era e define um novo futuro para o Fogão.

John Textor foi afastado da SAF Botafogo (Foto: Mauro Pimentel/AFP)

O Fim da Era Textor: O Martelo é Batido em General Severiano

Acabou. O ponto final foi colocado em um dos capítulos mais intensos e turbulentos da história recente do nosso Glorioso. Em uma decisão que ecoa como um trovão em General Severiano, John Textor foi oficialmente destituído do conselho de administração da SAF do Botafogo. A notícia, confirmada pelo clube em nota oficial, é o resultado de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada na última segunda-feira, dia 29.

Para o torcedor alvinegro, que viveu uma montanha-russa de emoções sob a gestão do empresário, o momento é de reflexão e apreensão. O homem que prometeu revolucionar o Fogão e nos levou a sonhar, hoje se despede pela porta dos fundos do poder, em meio a uma complexa batalha jurídica que já se arrastava desde o fim de abril.

A decisão não foi isolada. Junto com Textor, também foram destituídos de seus cargos os srs. Kevin Weston e Jordan Eliott Fikesenbaum, selando o desfecho de um grupo que, por um tempo, comandou os destinos da nossa Estrela Solitária.

Quem Sai e Quem Entra: A Nova Cara do Poder Alvinegro

Uma mudança dessa magnitude não acontece sem uma reestruturação imediata. A assembleia, que contou com a participação dos responsáveis por 100% do capital social da SAF – a Eagle, com seus 90%, e o Botafogo Social, com 10%, presidido por João Paulo Magalhães Lins –, agiu rápido para preencher o vácuo de poder.

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Foram eleitos para compor o novo Conselho de Administração da SAF os seguintes nomes:

  • Estevão Prates Benincá
  • Ricardo Menezes Mello
  • Carlos Thiago Cesario Alvim

Além do Conselho de Administração, o Conselho Fiscal também foi renovado, recebendo dois novos membros para a importante tarefa de fiscalizar as contas e a gestão do nosso clube:

  • Fernando José Ferreira Gomes Damasceno
  • Pedro Marcelo Luzardo Aguiar

São esses os homens que, a partir de agora, terão a responsabilidade de guiar o Botafogo em um novo momento institucional, com a promessa, segundo a nota oficial, de compromisso com a transparência.

Os Bastidores da Decisão: Uma Batalha Jurídica e Institucional

É impossível entender a destituição de Textor sem olhar para o passado recente. O empresário já havia sido afastado da gestão no final de abril, por uma decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Desde então, ele travava uma feroz batalha nos tribunais para reaver seu posto.

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A nota oficial do clube menciona que a deliberação da AGE foi tomada para “afastar definitivamente quaisquer dúvidas existentes sobre os membros que compõem a gestão da companhia”, citando uma decisão monocrática do Desembargador Luiz Eduardo C. Canabarro. Em outras palavras, foi uma ação para trazer estabilidade e clareza jurídica ao comando do Fogão.

É crucial lembrar também que, desde 28 de abril, por determinação judicial no âmbito da Recuperação Judicial, a SAF Botafogo está sob a gestão de um Interventor Judicial. O cargo, que começou com Durcésio Mello, é hoje ocupado por Eduardo Iglesias, que na prática, é quem tem a caneta para o dia a dia do clube.

E Agora, Fogão? O Futuro com Gabriel de Alba e a GDA Luma

Com Textor fora do quadro, os olhos da torcida alvinegra se voltam para o futuro. E o futuro, ao que tudo indica, tem nome e sobrenome: Gabriel de Alba. O empresário, à frente da GDA Luma, já possui um contrato vinculante assinado para a mudança do controle das ações do Glorioso.

Este é o próximo capítulo. A saída de Textor era, possivelmente, a peça que faltava para que a transição de poder avançasse sem os ruídos e as incertezas jurídicas que pairavam sobre o clube. Agora, a expectativa é que as negociações para a conclusão da venda sejam finalizadas.

Para nós, fiéis da Estrela, o sentimento é de um misto de alívio e ansiedade. Alívio por ver um fim na guerra de bastidores que tanto desgastou a imagem do clube. E ansiedade para saber como será o Botafogo sob nova direção. O que queremos é simples: um clube forte, transparente e, acima de tudo, vitorioso dentro de campo. Que a mística alvinegra, tantas vezes testada nos tribunais e nas salas de reunião, possa finalmente brilhar onde ela realmente importa: nos gramados. A torcida do Fogão, como sempre, seguirá apoiando, fiscalizando e amando. Porque Botafogo é isso aí, uma paixão que não se mede e não se destitui.

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.