GUERRA NO FOGÃO! Clube vai à Justiça para barrar Textor e alega ‘crise sem precedentes’

GUERRA NOS BASTIDORES! O Botafogo social vai à Justiça para barrar o retorno de John Textor e o acusa de causar uma 'crise sem precedentes' na SAF.

Cronologia no documento do Botafogo — Foto: Reprodução

A Saga Continua: Textor Segue Afastado do Glorioso

A alma alvinegra vive mais um capítulo de sua dramática e infindável novela. Em uma decisão que ecoa pelos corredores de General Severiano, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) colocou um ponto, ao menos por agora, na confusão sobre o comando da nossa SAF. A notícia, torcedor, é direta: John Textor segue afastado da gestão do Botafogo. O sonho de uma retomada imediata foi freado por um despacho judicial nesta quarta-feira (24).

A poeira havia sido levantada por uma decisão liminar anterior que parecia favorável ao americano, gerando um burburinho de esperança e incerteza. Foi o próprio clube associativo, o Botafogo de Futebol e Regatas, que, temendo o caos das interpretações, pediu um esclarecimento. E ele veio, assinado pelo desembargador Luiz Eduardo C. Canabarro, da 14ª Câmara de Direito Privado, e não deixa margem para dúvidas.

A informação, que caiu como uma bomba no meio da tarde, foi primeiramente divulgada pelo “Canal do Manel” e confirmada pela apuração do portal Lance!, mostrando que a batalha pelo controle do nosso Fogão é travada em campo, nas arquibancadas e, principalmente, nos tribunais.

Entenda a Batalha de Liminares e Despachos

Para o fiel da Estrela Solitária entender: o que parecia uma vitória de Textor era, na verdade, uma batalha específica. Em uma decisão anterior, conhecida no jargão jurídico como “evento 10”, o mesmo desembargador Canabarro havia suspendido ordens da FGV Câmara de Mediação e Arbitragem que atingiam diretamente o empresário.

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Aquela decisão, de fato, determinava o restabelecimento de Textor nos órgãos de onde havia sido retirado. Parecia o fim da novela. Mas o futebol, e especialmente o Botafogo, nunca é tão simples. O novo despacho veio para dizer: “Calma, não é bem assim”.

O magistrado ressaltou que sua decisão anterior tratava EXCLUSIVAMENTE dos atos da câmara arbitral. Ela não tinha o poder de anular outras medidas, tomadas posteriormente, tanto pela Justiça Empresarial quanto por deliberações da própria SAF. É como ganhar uma disputa de bola no meio-campo, mas o juiz da partida principal já ter apitado o fim do jogo.

A Governança da SAF: Quem Manda no Fogão Hoje?

A situação atual é fruto de uma decisão crucial, datada de 28 de abril de 2026, quando o juízo da recuperação judicial suspendeu os direitos políticos da Eagle Bidco — a empresa de Textor — e afastou os gestores ligados a ele. Sim, você leu certo, a data que consta no processo é 2026, um detalhe que adiciona ainda mais surrealismo a essa disputa.

Naquela ocasião, foi determinada a nomeação de um gestor temporário. O nome de Durcésio de Mello foi cogitado, mas ele recusou a missão. A solução veio em uma Assembleia Geral Extraordinária, em 14 de maio, que indicou o economista Eduardo Hahn Iglesias para assumir o posto.

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A nomeação de Iglesias foi, então, ratificada pela Justiça em 15 de junho, consolidando uma estrutura de governança que se mantém de pé, independentemente da outra briga judicial de Textor.

“Permanecem Hígidas e Eficazes”: A Palavra Final da Justiça

O coração da decisão que frustra os planos de Textor está em uma frase do desembargador. Ao esclarecer os limites de sua própria liminar, ele foi categórico ao afirmar que as decisões da recuperação judicial e das assembleias da SAF continuam valendo.

Nas palavras do magistrado, que agora ecoam como um mantra de estabilidade (ou instabilidade, dependendo do ponto de vista): “As decisões societárias e judiciais mencionadas permanecem hígidas e eficazes, produzindo seus efeitos próprios”.

Na prática, isso significa que John Textor não pode simplesmente usar a liminar do “evento 10” como um passe livre para reassumir o comando do Glorioso. Qualquer tentativa de reverter seu afastamento precisará ser travada em outras instâncias, um caminho mais longo e tortuoso. A 14ª Câmara de Direito Privado lavou as mãos, afirmando não ter competência para revisar automaticamente o que foi decidido em outros processos.

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Enquanto a bola rola, a guerra de poder nos bastidores segue fervendo. E nós, o povo do Fogão, seguimos na arquibancada da vida, torcendo para que, no fim, quem vença seja apenas um: o Botafogo.