Raio-X do Semestre: Telles e Medina Brilham, Neto e Defesa Preocupam o Fogão!

Em um semestre instável, a Estrela Solitária viu heróis como Telles e Medina surgirem, enquanto nomes como Neto afundam em críticas. Análise completa!

Botafogo fechou primeiro semestre com lacunas no elenco (Foto: Vítor Silva/Botafogo)

Um Semestre de Agonia e Êxtase

O coração do torcedor alvinegro é uma montanha-russa. E o primeiro semestre de 2026 foi a prova cabal disso. Entre um planejamento que nos fez coçar a cabeça, a troca no comando técnico e as crises que ecoam pelos corredores de General Severiano, o desequilíbrio dentro de campo se tornou o retrato de um time que nos deu calafrios e alegrias na mesma medida. Agora, com a pausa para o recesso, é hora de olhar para o espelho. O elenco se reapresenta no CT Lonier na próxima segunda-feira (22) para o início da intertemporada, com uma viagem à Rússia em julho no horizonte. É o momento de separar o joio do trigo, de entender quem honrou a Estrela Solitária e quem ficou devendo.

A verdade, povo do Fogão, é que vivemos em dois mundos. O mundo onde a genialidade floresce e o mundo onde o erro nos assombra. Vamos mergulhar fundo nesse balanço, com a paixão e a crítica que só um botafoguense de verdade pode ter.

O Calcanhar de Aquiles: A Crise Debaixo das Traves

Não há como dourar a pílula. Nosso maior problema, a ferida mais exposta, tem nome e posição: o gol. Neto, aos 36 anos, vive o que talvez seja o seu momento mais delicado com a nossa camisa sagrada. Afastado por Anselmi e depois reintegrado por Franclim Carvalho, o goleiro se tornou o principal alvo das críticas da torcida, e com razão.

As falhas se empilham, os resultados importantes no Campeonato Brasileiro escorrem por entre os dedos. É doloroso ver um jogador com sua história comprometer partidas que lutamos tanto para vencer. A paciência, para muitos, chegou ao fim. Nos bastidores, a conversa é a mesma. Com a janela de transferências abrindo em 20 de julho, Neto se torna uma peça altamente negociável. Seu salário, considerado elevado para a realidade da SAF, e o baixo retorno em campo, criam um custo-benefício insustentável.

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O drama é que o problema não para nele. A diretoria entende que a situação se estende aos reservas, Léo Linck e Raul, que não passam a segurança necessária. A contratação de um goleiro titular, um verdadeiro paredão para o Glorioso, não é mais um desejo, é uma urgência absoluta para o segundo semestre.

Defesa em Desequilíbrio: Entre a Surpresa e a Decepção

A zaga que um dia foi nosso porto seguro, hoje navega em águas turbulentas. A saída de Alexander Barboza para o Palmeiras deixou um vácuo que ainda sentimos. Contudo, nem tudo foi escuridão. Ferraresi, vindo do São Paulo, chegou e vestiu a camisa como se tivesse nascido em General Severiano. Tomou conta do lado direito da defesa com autoridade e mostrou a que veio.

Infelizmente, a balança pendeu para o outro lado com Bastos. O angolano, que foi um monstro em 2024 na campanha dos títulos do Brasileirão e da Libertadores, parece uma sombra de si mesmo. Após um 2025 inteiro parado, ele não reencontrou seu futebol. Suas atuações foram majoritariamente apagadas, e sua titularidade parece mais um reflexo da falta de opções do que por mérito próprio. É triste ver um herói em má fase.

Na lateral, outro nome incontestável que passou a ser questionado: Vitinho. O lateral-direito fez um primeiro semestre muito abaixo do que pode render, perdendo a vaga para o uruguaio Mateo Ponte nos jogos mais recentes. Mesmo tendo figurado na pré-lista de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo, sua performance não convenceu a torcida alvinegra. Ele é um dos alvos do mercado europeu para julho, e sua saída já não parece um desastre como antes.

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A Estrela que Brilha: Os Pilares que nos Dão Esperança

Mas o Botafogo é isso aí! Quando a escuridão parece tomar conta, a Estrela Solitária brilha mais forte. E a luz, neste semestre, veio da criatividade e da liderança. Alex Telles, nosso capitão, é a personificação da raça e da técnica. Ao assumir a braçadeira no início de 2026, ele não apenas aceitou a responsabilidade, mas a abraçou, elevando ainda mais seu status de ídolo.

Em campo, sob o comando de Franclim Carvalho, Telles é um gigante. Com um preparo físico invejável, ele domina o corredor esquerdo, defende com garra e apoia com maestria. Ele é o pilar, a referência, o jogador que não nos deixa ter dúvidas sobre seu comprometimento. Um verdadeiro líder.

E ao lado do nosso capitão, uma nova chama se acendeu no meio-campo. O argentino Cristian Medina, tão cobiçado pela SAF, chegou sem pedir licença e tomou conta do setor. Em pouquíssimo tempo, com uma categoria ímpar, ele se tornou a referência criativa que tanto precisávamos. Sua visão de jogo e qualidade no passe já fazem a torcida sonhar com grandes jogadas e, quem sabe, títulos.

O Futuro é Agora: Rússia, Janela e a Missão do Semestre

O primeiro ato de 2026 terminou. Agora, o elenco tem um breve descanso antes de retornar ao trabalho no CT Lonier. A intertemporada, que inclui os amistosos na Rússia no início de julho, será fundamental. É a chance de Franclim Carvalho fazer os ajustes finos, corrigir as rotas e, principalmente, dar uma nova alma a este time.

A janela do dia 20 de julho será o palco das decisões. Precisamos de um goleiro. Precisamos resolver as situações de jogadores que não rendem o esperado. Precisamos fortalecer o elenco para uma segunda metade de ano que promete ser, como sempre, cheia de emoções. A base de quem brilha, como Telles e Medina, já existe. Cabe à diretoria e à comissão técnica construir ao redor deles um time digno da história do Botafogo. Que a Estrela Solitária nos guie!

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.