A TEIA DE PODER NO FOGÃO: O agente que quer comprar o clube é o mesmo que trouxe Neto e tem dívida de R$20M!

Nos bastidores do Glorioso, uma trama se revela: Kia Joorabchian, o empresário que trouxe Neto, quer comprar o clube e tem uma dívida milionária a receber.

A Teia de Poder nos Bastidores do Glorioso

Em General Severiano, os ecos do campo por vezes são abafados pelo barulho ensurdecedor dos bastidores. E, torcedor alvinegro, a trama que se desenrola agora é digna de um roteiro de cinema, uma novela de poder, dinheiro e lealdades questionáveis. No centro de tudo, um nome que começa a se tornar familiar: Kia Joorabchian, o empresário anglo-iraniano que, ao mesmo tempo, quer ser o dono do nosso Botafogo, é credor de uma dívida milionária e foi a ponte para a chegada do goleiro Neto.

É uma daquelas histórias que só o futebol, em sua essência mais crua e passional, é capaz de escrever. Enquanto a SAF do nosso Fogão vive um momento crucial de revenda, com o futuro da Estrela Solitária sendo decidido em salas de reunião, as peças no tabuleiro se movem de forma complexa e interligada.

O Agente que quer ser Dono e o Apoio de Textor

Kia Joorabchian não é um nome qualquer. Em parceria com o grego Evangelos Marinakis, ele colocou na mesa uma proposta para adquirir 90% das ações do nosso clube. O valor? 50 milhões de dólares. E quem aparece para apoiar essa oferta? Ninguém menos que John Textor.

Sim, o mesmo Textor que foi afastado do comando da SAF em abril, por decisão do Tribunal Arbitral da FGV. Mesmo distante do poder, o americano mantém sua boa relação com Kia e acena com apoio à sua proposta. Contudo, em um movimento típico de sua personalidade, ele já indica uma batalha judicial, acreditando que os 90% das ações pertencem à sua pessoa física, e não à Eagle Bidco/Ares. Uma guerra de narrativas e poder que só adiciona mais drama ao cenário.

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A relação entre Textor e Kia é a chave para entender outra parte dessa história, uma que nos afeta diretamente dentro das quatro linhas.

A Herança Controversa: Neto e uma Dívida de R$ 20 Milhões

Lembram da chegada do goleiro Neto, de 36 anos? Foi Kia Joorabchian quem orquestrou toda a negociação. Aproveitando sua conexão com Textor, ele foi o intermediário para que o experiente arqueiro, agenciado pela Bertolucci Sports, vestisse nossa camisa sagrada após a venda de John para o Nottingham Forest.

O que não estava claro para o povo do Fogão é que essa transação deixou um rastro financeiro significativo. A comissão foi registrada em nome da empresa de Kia, a Sports Invest UK LTDA. E, segundo consta na lista da recuperação judicial do clube, a SAF do Botafogo tem uma dívida com essa empresa que ultrapassa os R$ 20 milhões. Um nó que amarra os interesses do empresário ao futuro financeiro do clube que ele agora deseja comprar.

E aqui a trama se complica. O goleiro, titular de Franclim Carvalho, foi contratado no segundo semestre de 2025, segundo as informações que circulam. Um jogador cuja chegada foi intermediada por um futuro pretendente a dono do clube.

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O Paradoxo no Gol: O Jogador em Baixa, o Clube em Busca

Enquanto Kia Joorabchian manobra para tomar o controle do Glorioso, o jogador que ele ajudou a trazer vive o que a notícia descreve como o ‘ápice da falta de prestígio’. A fase de Neto não é boa, e isso não é segredo para ninguém que acompanha o dia a dia do Fogão. A confiança da torcida alvinegra parece ter se esvaído, e a diretoria sente o mesmo.

A prova disso é que, nos mesmos bastidores onde se discute a venda do clube, também se estuda o mercado em busca de um novo goleiro para o segundo semestre. É o grande paradoxo: o homem que quer comprar o Botafogo é o mesmo que trouxe um jogador que o próprio clube já busca substituir. Três nomes, Kia, Textor e Neto, cruzando-se em um momento de pura incerteza para a Estrela Solitária.

A Batalha dos Milhões: A Proposta Favorita que Supera a de Kia

Mas Kia não está sozinho nessa disputa. Sua proposta de 50 milhões de dólares, apesar do apoio de Textor, pode não ser suficiente. Outros dois interessados surgiram: a MasterCom Capital, um fundo estadunidense, e a GDA Luma, uma empresa que desponta como favorita na corrida.

E a oferta da GDA Luma é de outra magnitude. São 105 milhões de dólares, além do compromisso de pagar a dívida organizada na Recuperação Judicial. A proposta é tão robusta que inclui valores de um empréstimo de 25 milhões de dólares feito no início do ano, quando Textor ainda estava no comando. No total, o aporte seria na casa dos R$ 400 milhões, somado à assustadora dívida de R$ 1,28 bilhão declarada na Justiça.

É uma guerra de cifras e projetos pelo futuro do Botafogo. De um lado, um agente com conexões internas e dívidas a receber. Do outro, uma empresa com uma proposta financeira avassaladora. E no meio, nós, os fiéis da Estrela, esperando que a decisão, seja ela qual for, honre a história e a mística alvinegra. A alma do Botafogo não pode ser apenas mais um ativo em uma negociação.

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.