‘O botafoguense é que está sangrando’: Presidente detona gestão de Textor
A paciência acabou. Em um desabafo que ecoa a angústia de cada torcedor alvinegro, o presidente do associativo do Botafogo, João Paulo Magalhães, não mediu palavras para criticar a gestão de John Textor. Em entrevista concedida à ESPN nesta segunda-feira, durante a eleição da FERJ, o dirigente expôs a ferida aberta em General Severiano.
“Ele dizer que está chateado é uma piada, a gente é que está chateado com ele”, disparou Magalhães, com a voz carregada da frustração que toma conta do povo do Fogão. A declaração é uma resposta direta ao descontentamento manifestado pelo americano após o clube assinar o acordo vinculante com a GDA Luma Capital.
Para o presidente, a realidade é dura e dolorosa. “O botafoguense é que está sangrando com inúmeros transfer bans, muitos compromissos sem serem cumpridos”, lamentou, pintando o cenário de caos que, segundo ele, foi herdado da administração do ex-dono da SAF.
Onze Meses Perdidos e um Legado de Falhas
A crítica de João Paulo Magalhães não é superficial. Ele aponta para um problema crônico de gestão que se arrastou por quase um ano. “Ele teve 11 meses para tentar fazer um acordo com os sócios dele, com quem ele brigou. Não conseguiu, ele falhou”, sentenciou o presidente.
Magalhães faz questão de separar a pessoa do gestor, um detalhe que só aumenta o drama da situação. “Não tenho nada contra a pessoa física do John Textor, acho ele um camarada muito gentil, cortês com todo mundo, mas ele teve falhas muito significativas como gestor de futebol e prejudicou muito o Botafogo.”
A fala do presidente revela um abismo entre a imagem pública e os bastidores. “As pessoas não têm ideia do cenário que o Botafogo se encontra hoje”, completou, deixando no ar a dimensão real dos problemas que a Estrela Solitária enfrenta.
A Guerra nos Bastidores e a Esperança na GDA
O estopim para a troca de farpas mais recente foi a assinatura do acordo vinculante, na última sexta-feira, que abre caminho para a venda da SAF à GDA Luma Capital. Um movimento que representa um novo horizonte para o Glorioso, mas que enfureceu Textor.
O empresário americano reagiu imediatamente, citando litígios e ingressando com ações judiciais onde alega ser o verdadeiro dono das ações da SAF, e não a Eagle Bidco. Uma manobra que, na visão da diretoria, busca apenas tumultuar o processo e arrastar o nome do Botafogo para a lama.
“Ele não pode levar o Botafogo para a lama. Eu lamento muito tudo isso que tem acontecido”, afirmou João Paulo Magalhães, mostrando o desgaste provocado pela batalha judicial que se desenha.
União Alvinegra: O Caminho para a Reconstrução
Apesar do cenário de guerra e das feridas expostas, a mensagem final do presidente é de esperança e conclamação. A era Textor, com suas polêmicas e supostas falhas, precisa ficar para trás. O foco, agora, é apoiar a nova fase que se inicia.
“Acho que nós vamos trabalhar todos unidos, todos os botafoguenses de mãos dadas, vamos apoiar agora a SAF, num novo momento”, declarou Magalhães, conclamando a torcida alvinegra a abraçar a mudança.
O objetivo é um só, o sonho de todos nós: ver a Estrela Solitária brilhar novamente no topo. “Para que o Botafogo se recupere e volte a disputar todos os títulos de qualquer campeonato que venha a participar.” Que assim seja. O povo do Fogão merece. Chega de sangrar.
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.