TEXTOR DECLARA GUERRA TOTAL: ‘O DONO SOU EU!’ Americano vai à Justiça nos EUA pelo Botafogo

GUERRA DECLARADA! Textor aciona a Justiça dos EUA e solta o verbo: 'O dono do Botafogo sou eu! Eles me traíram!' Entenda a briga milionária.

John Textor, Botafogo — Foto: Bárbara Mendonça

A GUERRA AGORA É INTERNACIONAL

A paciência acabou. O recado foi dado. John Textor, o homem que prometeu resgatar a glória da Estrela Solitária, agora trava a batalha de sua vida nos tribunais. E não mais apenas em solo brasileiro. Nesta quinta-feira, o americano acionou a Justiça da Flórida, em seu país natal, contra a Eagle Bidco Limited. O pedido é claro, direto e visceral: que o Tribunal o declare, de uma vez por todas, o único e verdadeiro dono de 90% das ações da SAF Botafogo.

Não é um blefe, torcedor alvinegro. É uma ofensiva total. Esta ação espelha o movimento já iniciado na Justiça do Rio de Janeiro na última segunda-feira, mostrando que Textor está disposto a lutar em todas as frentes para defender o que ele acredita ser seu por direito. A ferida aberta tem nome e valor: um acordo de novembro de 2022 que nunca foi honrado.

A DÍVIDA DE R$ 150 MILHÕES E A TRAIÇÃO

O coração da disputa é uma quantia que faz qualquer botafoguense erguer a sobrancelha: R$ 150,3 milhões. Segundo a petição, este era o valor que deveria ter sido pago a Textor pela transferência das ações para a Eagle. Um pagamento que, segundo a defesa do americano, jamais caiu na conta. O dinheiro nunca apareceu.

Na época, Textor controlava a Eagle, mas o acordo era cristalino. O pagamento deveria vir de outros acionistas da holding. Como o valor não foi quitado, a venda, na visão de Textor, nunca se concretizou. É como vender a casa, entregar a chave, mas nunca receber o cheque. Agora, ele quer a casa de volta. E a casa, no caso, é a alma do nosso Glorioso.

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‘ELES ME TRAÍRAM!’: O VERBO FURIOSO DE TEXTOR

Em uma declaração recente que ecoou como um trovão em General Severiano, John Textor abriu o coração e soltou o verbo. As palavras, carregadas de fúria e um sentimento de traição, revelam a profundidade do racha nos bastidores do poder alvinegro. E ele não poupa ninguém.

“O fato é: eu sou o dono de 90% das ações”, cravou o americano, sem margem para dúvidas. “A Eagle não tem o direito de vender ações das quais eu sou dono. Se eles fizerem isso, o comprador tem que estar consciente de que está comprando algo inválido.” Um aviso direto, um torpedo na linha d’água de qualquer negociação paralela.

Mas a ira de Textor se volta com força total contra o clube associativo. “Fizeram um acordo com a GDA, eles me traíram, traíram o Durcesio, disseram a nós que outra coisa estava acontecendo”, desabafou. A menção à GDA, empresa apontada como a preferida para assumir o clube, joga luz sobre uma teia de interesses que o americano se sente enredado. “Eles não são os donos, eu sou. O clube social tem que se responsabilizar pelo que tá acontecendo. O clube social quer ego, poder, quer o clube deles de volta”.

A TEIA JUDICIAL E O FUTURO DA ESTRELA SOLITÁRIA

Os documentos do processo na Flórida, aos quais o ge teve acesso, pintam um cenário de caos e disputa aberta pelo controle do Fogão. Os trechos são alarmantes. A Eagle, segundo a ação, de fato pretende vender as ações ao “maior ofertante”, tratando o nosso patrimônio como uma mera mercadoria de leilão.

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Pior ainda, a ação revela que o BFR (Botafogo de Futebol e Regatas, o clube social) estaria trabalhando em conjunto com a Eagle, chegando a indicar sua preferência pela GDA Luma, uma firma de investimentos da Flórida. O documento cita a data de 2 de junho de 2025 como o dia em que a SAF indicou essa preferência. Detalhe cruel: segundo Textor, a GDA Luma era uma firma que tinha uma relação de confiança com ele e reconhecia seus direitos.

A petição alega que, em algum momento nos últimos 90 dias, a Eagle e/ou o BFR informaram à GDA que Textor não era o proprietário das ações, uma manobra que contradiz declarações anteriores. A guerra é total, e as trincheiras foram cavadas em escritórios e tribunais de dois continentes.

Para nós, fiéis da Estrela, resta a angústia e a apreensão. O futuro do Botafogo, que parecia trilhar um caminho de reconstrução, agora é uma incógnita disputada judicialmente. A mística alvinegra, forjada em glórias e sofrimentos, assiste a mais um capítulo dramático de sua história. Que a justiça seja feita, mas que, acima de tudo, a Estrela Solitária não se apague no meio desta guerra de poder e milhões. O Botafogo é maior que tudo isso. Sempre foi e sempre será.

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Informações com base em reportagem do ge.globo.com.