JP DESMASCARA TEXTOR: ‘Você já fez a GDA dona do Botafogo!’

Em resposta a Textor, presidente do clube social expõe a verdade sobre a SAF, revela valores de ofertas e dispara: 'A sua lealdade não é a minha'.

João Paulo Magalhães Lins e John Textor, presidente e dono da SAF do Botafogo, respectivamente — Foto: Bárbara Mendonça/ge

A Guerra Pela Alma do Glorioso Está Declarada

A paz em General Severiano parece um sonho distante. Enquanto nós, fiéis da Estrela, sofremos e vibramos nas arquibancadas, uma batalha feroz é travada nos bastidores pelo controle do nosso amado Botafogo. John Textor falou, bradou, acusou. Agora, o silêncio foi quebrado pelo outro lado. João Paulo Magalhães, presidente do clube associativo, não se calou e, em contato com o ge, trouxe à luz fatos que mudam todo o cenário.

O americano pode ter o microfone, mas a verdade, meu caro botafoguense, tem muitas faces. E a versão de JP é um soco na mesa, uma resposta direta às acusações de traição e à narrativa de dono único que Textor tenta emplacar. O clima esquentou, e a fumaça que sobe não é do nosso Fogão em campo, mas de um incêndio nos corredores do poder.

‘Ele Próprio Deu as Ações’: A Revelação Sobre a GDA

A principal bomba soltada por Textor foi a de que ele ainda é o dono soberano da SAF, alertando qualquer investidor. João Paulo Magalhães, no entanto, puxou a cortina e mostrou o que está nos documentos. Segundo ele, foi o próprio Textor quem orquestrou a transferência que hoje questiona.

Nas palavras diretas de JP, a realidade é outra: “No Livro de Registro das Ações, ele sendo controlador, ele próprio tirou do nome dele, ele próprio colocou no nome da Eagle. E ele próprio deu todas as ações e empenhou para GDA em fevereiro. Ele já fez a GDA, dona do Botafogo.” A pergunta que fica no ar, lançada pelo presidente, ecoa em nossas mentes: “Ele está querendo dizer o quê?”.

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É uma reviravolta digna da nossa mística alvinegra. O homem que se diz dono teria, com as próprias mãos, passado o controle para outros? JP afirma que a aproximação com a GDA é para evitar um problema ainda maior, um problema criado pelo próprio americano. A verdade parece ser muito mais complexa do que uma simples declaração de posse.

‘Não Sou Seu Amiguinho, Estou Pelo Botafogo’

Um dos pontos mais dolorosos para qualquer torcedor é ver o nome do clube envolvido em acusações de traição. Textor chamou JP de traidor. A resposta de Magalhães foi fria, cirúrgica e, para nós, reconfortante. Ele afirma ter sido transparente com o americano desde o início sobre onde estava sua lealdade.

“Eu falei para ele o tempo inteiro, eu falei ‘Olha só, você está se aproximando de mim, você está conversando comigo, mas você não pode confiar em mim, eu não sou seu amiguinho, eu estou aqui pelo Botafogo, seu amiguinho é o Durcesio, confia nele. Você não pode confiar em mim’. Eu falei, eu falei isso para ele, olhando na cara dele várias vezes”, revelou JP ao ge.

Essa declaração é um hino à instituição. Mostra que, acima de amizades ou alianças pessoais, o escudo do Botafogo de Futebol e Regatas é o que importa. Não se trata de lealdade a um CPF, mas ao CNPJ que carrega a Estrela Solitária no peito. É a postura que todo botafoguense espera de quem o representa.

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A Batalha dos Milhões: Kia vs. GDA

Em meio ao caos de acusações, surgem os números. O futebol é paixão, mas também negócio. JP fez questão de colocar as cartas na mesa e comparar as propostas que estão em jogo pelo futuro do Glorioso. A tão falada oferta de Kia, segundo o presidente, não se compara à da GDA.

Os valores são claros e foram expostos sem rodeios: “A oferta de 50 milhões de dólares do Kia é menor que a oferta da GDA, que é de 105 milhões de dólares”. Mais do que o dobro. A matemática aqui não mente. Enquanto um lado constrói uma narrativa, o outro apresenta dados concretos que pesam, e muito, na balança de qualquer negociação.

Essa diferença brutal de valores nos faz questionar: qual o verdadeiro interesse por trás de cada movimento? Para o povo do Fogão, o que interessa é a saúde financeira e a competitividade do clube. E uma proposta de US$ 105 milhões parece muito mais alinhada com os sonhos de grandeza que todos nós compartilhamos.

A Versão de Textor: O ‘Irmão’ que se Sentiu Traído

Para entender a guerra, é preciso ouvir os dois lados. Na coletiva em um hotel na Barra da Tijuca, Textor não poupou críticas a João Paulo Magalhães. O americano se sentiu apunhalado por quem ele chamava de “amigo” e “irmão”.

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Textor relembrou uma conversa onde JP teria dito, em tom de brincadeira: “John, você não pode confiar em mim. Seja o que for que você faça, não confie em mim. Você não pode confiar no clube social”. O que talvez tenha sido um aviso sincero, ou uma piada, hoje é interpretado por Textor como o prenúncio da traição. Ele se sente removido de processos dos quais deveria fazer parte, uma vítima de manobras de bastidores.

A dor de Textor é palpável em suas palavras, mas o fato é que o Botafogo é maior que qualquer indivíduo. Maior que Textor, maior que JP, maior que Durcesio Mello. É uma entidade centenária, forjada na glória e na luta. E é por ela que nosso coração alvinegro bate. Que essa guerra nos escritórios se resolva logo, e que a única batalha que nos importe volte a ser aquela travada dentro das quatro linhas, onde a Estrela Solitária tem que brilhar.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.