A CHAMA QUE NÃO SE APAGA: TEXTOR DECLARA GUERRA À GESTÃO DO FOGÃO
A paz, se é que um dia existiu, foi oficialmente incinerada em General Severiano. O que era para ser uma nota de despedida se transformou no estopim de uma crise pública, com um protagonista que não aceita ser coadjuvante em sua própria história: John Textor. O ex-dono da nossa SAF, o homem que nos fez sonhar, usou as redes sociais para soltar os cachorros e mandar um recado direto, em alto e bom som, para a nova gestão do Glorioso. A Estrela Solitária hoje racha sob a tensão de uma guerra de narrativas.
O palco do confronto foi o post oficial do Botafogo no Instagram, que comunicava a saída de Alessandro Brito, diretor de gestão esportiva e um dos pilares desde o início da Era SAF em 2022. Em meio a agradecimentos protocolares, a fúria de Textor surgiu como um trovão em céu azul.
‘PAREM DE MENTIR’: O COMENTÁRIO INCENDIÁRIO DE JOHN TEXTOR
Sem meias palavras, o empresário norte-americano não poupou a caneta, ou melhor, o teclado. Ele acusou a nota do clube de ser enganosa e exigiu que seu nome não fosse usado em comunicados que, segundo ele, distorcem a verdade. Uma bomba.
“Giro sem sentido… Se não está a dizer a verdade, deixe o meu nome fora das suas declarações de imprensa. Esta é a segunda vez… um comunicado oficial parece enganar nossa família Botafogo com giro”, escreveu Textor, deixando claro que sua paciência se esgotou. A acusação é gravíssima e expõe uma fratura profunda nos bastidores do nosso Fogão.
Mas ele não parou por aí. Textor foi além e apontou o dedo para a instabilidade que, em sua visão, foi criada pela nova liderança. Ele defendeu os profissionais que estiveram ao seu lado, os “gladiadores da SAF”, e afirmou que eles não estão confortáveis com o cenário atual. “A nova liderança quer que você acredite que a sua tomada de posse do clube não criou desconfiança e instabilidade entre a nossa família central. Os botafoguenses são inteligentes o suficiente para saber que nossos gladiadores da SAF, que entregaram nossos campeonatos, não estão confortáveis com o controle social do clube”, completou. É a voz da experiência SAF contra a tradição do clube social.
O ADEUS DE UM ARQUITETO: A SAÍDA DE ALESSANDRO BRITO
No centro de todo este furacão está Alessandro Brito. O diretor de gestão esportiva, que chegou nas primeiras semanas da SAF em 2022, oficializou sua saída na noite de terça-feira (26). Segundo a fonte, Brito já havia comunicado a John Textor em abril sobre seu desejo de encerrar o ciclo no clube.
Sua despedida está marcada para este sábado (30), na partida contra o Bahia, em Salvador. Um profissional que viveu intensamente o Alvinegro, como ele mesmo disse em sua carta de adeus: “Levo no coração, para sempre, cada segundo que vivi no Botafogo. Foram os momentos mais desafiadores, mais intensos e, ao mesmo tempo, mais transformadores da minha vida profissional. Cada passo foi construído com luta, convicção e muita entrega. A vida é feita de ciclos e, neste momento, o meu se encerra por aqui.”
A saída de um nome tão importante, que ajudou a construir o projeto, já seria notícia por si só. Mas a reação de Textor elevou o acontecimento a outro patamar de crise.
A GUERRA DE MODELOS E UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL?
O desabafo de Textor é, em essência, uma crítica feroz ao modelo do clube associativo. Para ele, a fórmula não funciona e atrapalha a busca por títulos. “Não importa quantas pessoas boas vais encontrar num clube social, o modelo não funciona, e todos sabemos disso. Se o clube social realmente se importa com campeonatos, eles vão manter a família unida”, cravou.
No entanto, em meio ao caos, o empresário acenou com uma possível solução. Ele revelou já ter um acordo alinhado com a Ares Management, fundo ligado à Eagle Football, para os próximos passos do Botafogo. A bola, segundo ele, está com o clube social.
“Já fiz as pazes com o Ares nos próximos passos para o Botafogo… O negócio é bom… Agora o clube social só falta dizer sim, e essa família vai ficar unida… Todos nós!”, finalizou, deixando uma porta entreaberta para a paz, mas sob suas condições.
O povo do Fogão assiste a tudo com o coração na mão. De um lado, a paixão e a história do clube social. Do outro, a promessa de gestão profissional e títulos da SAF. O que essa briga pública significa para o futuro da nossa Estrela Solitária? Só o tempo dirá, mas uma coisa é certa: Botafogo é isso aí, uma torrente de emoções que nunca cessa.
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.