ADEUS AMARGO! Barboza quebra o silêncio e revela: ‘Não me senti valorizado, mandaram eu ir embora!’

Um herói se despede, mas não em seus termos. Barboza deixa o Fogão, revela ter sido forçado a sair para pagar salários e desabafa: 'Não me senti valorizado!'

Um Herói Forçado a Partir

As despedidas no futebol são, por natureza, um ritual de dor e saudade. Mas o que fazer quando a partida não é um desejo, mas uma imposição? O zagueiro argentino Alexander Barboza, um dos pilares do nosso Glorioso, publicou seu vídeo de adeus nesta sexta-feira (22), mas por trás das palavras protocolares de agradecimento, esconde-se uma verdade dura, fria e que ecoa como um trovão em General Severiano.

A notícia fria é que o xerife foi vendido ao Palmeiras por US$ 4 milhões, cerca de R$ 20 milhões. Mas a história real, a que machuca a alma do torcedor, foi contada pelo próprio jogador. E ela não é bonita. É um retrato de uma gestão que, em nome dos números, esquece o fator humano, a gratidão e a mística que envolve vestir a camisa da Estrela Solitária.

‘OBRIGADO BOTAFOGO’, Mas a Que Preço?

Em suas redes sociais, Barboza foi sucinto e elegante: “Hoje encerro meu ciclo no clube, apenas palavras de agradecimento a todos que participaram da minha passagem por aqui. OBRIGADO BOTAFOGO.” Uma mensagem que, lida isoladamente, parece a de um ciclo que se encerra de forma natural. Mas nós, botafoguenses, sabemos que a realidade é muito mais complexa.

Seu último ato com nossa camisa foi uma vitória imponente, 3 a 0 sobre o Independiente Petrolero pela Copa Sul-Americana, na quarta-feira anterior. Um final digno para um jogador que sempre honrou o manto. Ao longo de sua jornada no Fogão, foram 123 batalhas, com quatro gols e quatro assistências. Um guerreiro que, segundo a fonte, ergueu conosco os troféus do Campeonato Brasileiro e da Libertadores em 2024, marcando seu nome na nossa história.

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A Verdade Nua e Crua: ‘Não Me Senti Valorizado’

A bomba, a revelação que nos deixa com um gosto amargo na boca, veio na zona mista após a vitória sobre o Corinthians, no Nilton Santos. Com uma honestidade cortante, Barboza abriu o coração e expôs os bastidores de sua saída. As palavras dele precisam ser ouvidas por todo o povo do Fogão.

“O clube precisa de dinheiro, precisava pagar o salário dos jogadores e ligaram para mim falando que eu tinha que ir embora porque a minha renovação no clube estava parada”, disparou o argentino, sem rodeios. “Com a renovação travada, o clube decidiu que o melhor era me vender e falou para mim: ‘tem que ir embora’.”

A declaração é um soco no estômago. Um jogador fundamental para o time sendo usado como moeda de troca para cobrir um buraco financeiro. “Me deram as opções de Palmeiras e Cruzeiro. O clube escolheu quem dava mais dinheiro”, continuou Barboza, antes de proferir a frase que resume toda a dor do processo: “A realidade é que eu não me senti valorizado”.

Um Sacrifício Pelo Coletivo

O mais dramático de toda a situação é que, mesmo se sentindo descartado, Barboza agiu com um companheirismo exemplar. Ele relatou que a ligação da diretoria foi inesperada, mas que aceitou deixar o clube para que seus companheiros de equipe pudessem receber seus salários. Um último sacrifício em nome do grupo, mesmo quando a instituição lhe virava as costas.

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A diretoria apresentou as propostas de Palmeiras e Cruzeiro, e a decisão foi puramente financeira. A oferta mais vantajosa para os cofres do Botafogo selou o destino do nosso xerife. A camisa alvinegra, que ele vestiu com tanta raça, foi trocada por uma planilha de Excel. O Palmeiras levou o jogador, e nós ficamos com a pergunta: era essa a única saída?

O Fim de um Ciclo, o Começo da Incerteza

A saída de Alexander Barboza deixa um vácuo na nossa defesa e uma ferida no coração da torcida alvinegra. É inaceitável que um atleta com sua identificação e importância seja tratado como uma peça descartável, empurrado para fora para resolver um problema de fluxo de caixa. O Botafogo é mais do que um balanço financeiro, é paixão, é história, é a Estrela Solitária que não pode ser ofuscada por decisões frias de escritório.

Agradecemos a Barboza pela entrega, pela raça e, principalmente, pela coragem de dizer a verdade. Que sua trajetória seja de sucesso, pois ele merece. A nós, fiéis da Estrela, fica a reflexão e a cobrança. Até quando veremos nossos ídolos serem tratados dessa forma? O Glorioso merece mais. Muito mais.

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Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.