GUERRA TOTAL! Textor humilha Montenegro: ‘Compre o Dallas Cowboys e ganhe um Super Bowl!’

Guerra no Fogão! Textor explode contra Montenegro e dispara: 'Compre o Dallas Cowboys e ganhe um Super Bowl!'. Entenda a briga que abala General Severiano.

John Textor, João Paulo Magalhães Lins, Carlos Augusto Montenegro e Durcesio Mello — Foto: Reprodução: Instagram

A paz em General Severiano foi estilhaçada. O que antes eram sussurros nos corredores agora é um grito de guerra em praça pública. De um lado, John Textor, o homem que nos prometeu o mundo. Do outro, Carlos Augusto Montenegro, um nome histórico, mas que parece assombrado pelo brilho da nova era. A troca de farpas virou um duelo aberto, e o americano não mediu palavras para expor o que sente.

A última cartada de Textor foi uma provocação que mistura ironia e desprezo. Em uma declaração que viralizou, o americano, hoje afastado do comando da nossa SAF, sugeriu que Montenegro, o eterno ex-presidente, provasse seu valor em outro esporte, em outro país.

“Carlos, por que você não segue o meu exemplo? Mude-se para os Estados Unidos, onde você sequer fala a língua, compre o Dallas Cowboys e ganhe um Super Bowl. Aí você pode me chamar de covarde!”, publicou Textor, traçando um paralelo ácido com as glórias que ele mesmo trouxe ao Fogão, como a Libertadores e o Brasileirão de 2024.

A Campanha de 18 Meses e a Traição nos Bastidores

Para o povo do Fogão, que viveu a euforia de 2024, é doloroso ver essa fratura exposta. Em entrevista ao “Canal do Anderson Motta”, Textor abriu o coração e a caixa de Pandora. Ele acusa Montenegro de orquestrar uma campanha de depreciação contra sua gestão há pelo menos 18 meses. Sim, dezoito meses. Desde a época em que a Estrela Solitária brilhava mais forte do que nunca.

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“Pouco tempo depois de vencer a Copa Libertadores, depois de engraxar os sapatos do ex-presidente, começamos a ouvir áudios vazados em que ele ia contra mim”, desabafou o americano. É um soco no estômago de qualquer botafoguense. Enquanto celebrávamos, uma guerra fria se desenrolava pelas nossas costas.

Textor foi claro: “Ao primeiro sinal de desafios em 2025, estávamos ouvindo ‘Textor não tem dinheiro suficiente. Agradeço tudo que ele fez, mas talvez seja hora de seguir em frente’. Essa campanha do ex-presidente tem se desenrolado por 18 meses”.

O Legado Ferido e a Cadeira Vazia no Ballon D’Or

O que motiva Montenegro? Segundo Textor, uma possível dor de cotovelo. Um ego ferido ao ver o Botafogo alcançar um patamar inédito sob nova direção. “Durante muitos anos, ele foi o único grande presidente do Botafogo a andar pelas ruas do Rio de Janeiro como campeão. E nós enquanto grupo ganharmos a Libertadores, o Brasileiro, fomos tão bem na Copa do Mundo de Clubes… Acho que isso pode ter ofendido o legado dele”, analisou Textor.

A mágoa do americano transparece no relato de um dos momentos mais simbólicos da nossa história recente: a indicação do Botafogo ao Ballon D’Or, reconhecido como um dos cinco melhores clubes do mundo. Um feito monumental. Textor convidou Montenegro para dividir aquele momento de glória em Paris.

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“Convidei (Montenegro) para o Ballon D’Or, para se sentar comigo nesta grande conquista. Ele estava em Paris no dia, mas não apareceu”, revelou Textor. Uma ausência que diz mais que mil palavras. Uma cadeira vazia que simboliza a divisão que hoje corrói o nosso clube.

‘Ninguém Acredita Nisso Além de Carlos Montenegro’

A acusação mais grave, no entanto, é a de que Montenegro estaria trabalhando ativamente contra os interesses da SAF. “Acho que todo jornalista e blogueiro tem recebido mensagens de WhatsApp do Carlos apontando problemas, por muitos meses. Mas isso é o relacionamento com um homem, não com o clube social”, pontuou Textor, tentando separar a pessoa da instituição.

E para rebater a narrativa de que teria preterido o Glorioso em favor de seus outros clubes, Textor foi enfático, falando diretamente para a torcida alvinegra: “Todo mundo sabe que o meu clube favorito é o Botafogo. (Montenegro) disse recentemente que eu escolhi o Lyon em vez do Botafogo, que escolhi dinheiro em vez do Botafogo. Ninguém acredita nisso além de Carlos Montenegro.”

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Essa guerra de egos não poderia vir em pior hora. Enquanto o time se prepara para decisões em copas e uma sequência dura fora de casa, a instabilidade nos bastidores ameaça contaminar o campo. A briga entre o presente visionário e o passado glorioso precisa de um armistício. O Botafogo é maior que Textor, maior que Montenegro. A Estrela Solitária não pode ser ofuscada por vaidades pessoais. Que a sensatez prevaleça, antes que seja tarde demais.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.