A LOUCURA DE FRANCLIM: Experimentos falham, mas Arthur Cabral salva o Botafogo de um desastre em Minas!

As invenções de Franclim quase nos custaram caro, mas a mística alvinegra falou mais alto. Um ponto com sabor de vitória, arrancado na raça por Arthur Cabral!

Arthur Cabral comemora gol em Atlético-MG 1 x 1 Botafogo, pelo Brasileirão 2026 — Foto: Vitor Silva/BFR

Um Ponto Heroico Nascido do Caos

No roteiro de um filme de suspense, daqueles que só o torcedor do Botafogo conhece na pele, arrancamos um ponto com sabor de vitória da Arena MRV. O placar de 1 a 1 contra o Atlético-MG, pela 15ª rodada do Brasileirão, não reflete o drama, o sofrimento e a quase tragédia anunciada. Foi um ponto de lucro, sim. Um ponto salvo pela mística da Estrela Solitária, personificada na raça de Arthur Cabral nos acréscimos, depois de uma noite em que as invenções do técnico Franclim Carvalho quase nos levaram ao abismo.

O que vimos em campo foi um laboratório a céu aberto, com o nosso Glorioso servindo de cobaia. E, sejamos sinceros, o experimento deu muito, mas muito errado. O alívio do apito final só não foi maior que o grito de gol entalado na garganta, que explodiu com o nosso predestinado camisa 9. Botafogo é isso aí: sofrimento, loucura e uma fé que desafia a lógica.

O Laboratório do Professor Franclim: Uma Equação que Não Fechou

A noite já começou com desafios. Sem Vitinho, suspenso, e sem o artilheiro Júnior Santos, poupado por uma daquelas cláusulas de multa que só o futebol brasileiro proporciona, Franclim Carvalho tinha que mexer no time. E como mexeu. O técnico resolveu transformar o meio-campo do Fogão em uma trincheira de volantes.

Em campo, uma escalação com quatro jogadores de contenção: a trinca já conhecida com Medina, Danilo e o contestado Edenilson, somada a Newton. A ideia, talvez, fosse criar um muro, uma barreira intransponível para o Galo. Mateo Ponte assumiu a lateral direita na vaga de Vitinho. No papel, um time para não sofrer. Na prática, foi exatamente o contrário.

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Um Meio-Campo Aberto e a Defesa Exposta

A suposta fortaleza defensiva ruiu com assustadores 67 segundos de jogo. Bernard, veloz, deixou Newton comendo poeira pela esquerda e serviu Cassierra. A bola sobrou para Minda, que mandou para as redes. O coração do torcedor alvinegro parou. Por uma benção da tecnologia, o VAR anulou por impedimento. Era o primeiro aviso de que a noite seria longa.

Mesmo com quatro volantes, o setor era um latifúndio. Buracos e crateras se abriam à frente de nossa zaga. O Atlético-MG, percebendo a avenida, deitava e rolava em contra-ataques. Edenilson, o camisa 88, parecia um fantasma em campo, perdido na tática mirabolante, sem impacto algum. Enquanto isso, o zagueiro Barboza, com a cabeça já no Palmeiras após realizar exames, tentava subir para ajudar na criação, expondo ainda mais a nossa retaguarda.

O castigo veio. Em uma jogada que expôs toda a fragilidade do sistema, os jogadores do Galo avançaram com uma liberdade assustadora. Barboza ainda tentou afastar, mas fez de forma pavorosa. A bola sobrou limpa para Cassierra, que não perdoou. Um gol que foi a crônica de um desastre tático anunciado.

A Demora nas Mudanças e a Luz no Fim do Túnel

O primeiro tempo foi um filme de terror. Todos na torcida alvinegra esperavam mudanças drásticas no intervalo. Mas, para nossa surpresa e angústia, Franclim Carvalho voltou com o mesmo time, a mesma formação falida. A teimosia do nosso comandante era palpável e preocupante.

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A primeira e única substituição que realmente importou demorou a vir. Aos 18 do segundo tempo, Kadir entrou no lugar do apagado Edenilson, mas o time seguia lento e sem criatividade. Foi a entrada de Marçal que finalmente injetou a alma que faltava. O camisa 6 trouxe vigor, raça e a vontade que define o que é ser Botafogo.

E foi dos pés, ou melhor, das mãos dele, que nasceu o milagre. Em uma cobrança de lateral na bacia das almas, Marçal lançou a bola na área como se fosse um cruzamento. Ali, onde a fumaça é mais densa, estava ele: Arthur Cabral. Oportunista, letal, predestinado. Ele brigou, achou o espaço e finalizou para o fundo do gol. Um gol de centroavante. Um gol de Botafogo. Um gol para lavar a alma e nos dar um ponto que, por tudo que passamos, vale como um troféu de resistência.

Lições de Uma Noite de Loucura

Saímos de Minas com um ponto na bagagem, mas com uma pulga gigante atrás da orelha. A atuação foi pobre, as escolhas de Franclim foram desastrosas e a sorte, desta vez, esteve ao nosso lado. Arthur Cabral e Neto, eleito o melhor em campo, foram os heróis que nos salvaram de nós mesmos. Mas até quando a mística alvinegra e o talento individual terão que compensar os erros táticos? O empate foi lucro, mas a performance é um alerta vermelho. A Estrela Solitária brilhou, mas não podemos depender só dela para nos guiar.

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Informações com base em reportagem do ge.globo.com.