ARTHUR CABRAL, O PREDESTINADO! Gol no fim arranca empate com alma na casa do Galo

Na bacia das almas, quando tudo parecia perdido, a Estrela Solitária brilhou. Arthur Cabral, com a fé dos predestinados, calou a Arena MRV. É o Botafogo!

Na raça, na alma, no espírito que só o botafoguense conhece!

Tem coisas que só acontecem com o Botafogo. E, neste domingo, na Arena MRV, vivemos mais um capítulo dessa saga de paixão e sofrimento que nos define. Quando o cronômetro se esvaía e a esperança parecia um fiapo, a Estrela Solitária brilhou na hora exata. Arthur Cabral, um nome para ser gritado a plenos pulmões, calou a festa mineira e nos deu um ponto com sabor de vitória. O placar final? 1 a 1. Mas para nós, fiéis da Estrela, foi a prova de que este time não se entrega jamais.

Jogar em Belo Horizonte, contra um Atlético-MG pressionado, nunca é tarefa fácil. O resultado, um empate por 1 a 1, nos coloca na 11ª posição da tabela do Campeonato Brasileiro, com 18 pontos, exatamente a mesma pontuação do rival, que fica em 12º. Um ponto que, pelas circunstâncias, vale ouro e nos mantém respirando na acirrada disputa da competição.

Um primeiro tempo para testar corações

Quem vestiu o manto alvinegro sabe: sofrer faz parte do processo. E o primeiro tempo na Arena MRV foi um teste de resistência para cada um de nós. O Atlético-MG, empurrado por sua torcida, foi superior. Controlou o jogo, criou as melhores oportunidades e nos impôs uma pressão sufocante. A bola parecia queimar em nossos pés.

O castigo veio aos 23 minutos. Em uma transição rápida, que expôs nossa defesa, o atacante Cassierra encontrou o caminho do gol e abriu o placar para os donos da casa. O gol foi um balde de água fria. A partir dali, o Glorioso até conseguiu ter mais a posse de bola, mas era uma posse estéril, sem profundidade, sem a faísca da criação. A dificuldade em transformar o domínio territorial em chances claras de perigo era visível e angustiante.

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A batalha do segundo tempo: a busca pela redenção

Voltar do vestiário em desvantagem exige mais do que tática; exige alma. E foi isso que o time do técnico Franclim Carvalho tentou mostrar. O Botafogo se lançou ao ataque, com mais vontade do que organização, é verdade. Cada tentativa nossa esbarrava em um sistema defensivo sólido do Galo, que, por sua vez, se aproveitava dos espaços para explorar contra-ataques venenosos.

A torcida alvinegra, seja no estádio ou em casa, roía as unhas. O tempo passava, a angústia aumentava. Parecia ser mais um daqueles dias em que a sorte nos vira as costas. Mas quem torce para o Botafogo aprende a crer no inacreditável. Aprendemos com os heróis do passado que a camisa alvinegra pesa até o último segundo.

Arthur Cabral: O Iluminado da Estrela Solitária!

E então, aconteceu. Quando a partida se arrastava para seus minutos finais, quando muitos já lamentavam a derrota, a mística alvinegra se fez presente. Em um lance de puro oportunismo, de fé de centroavante, a bola sobrou para ele. Arthur Cabral. Dentro da área, onde o caos reina, ele teve a frieza dos predestinados. Com um toque, um só, ele estufou as redes e fez explodir o grito preso na garganta de milhões de botafoguenses.

O gol de Arthur Cabral não foi apenas um gol de empate. Foi um ato de justiça poética. Foi a recompensa pela luta, pela insistência, por não desistir quando tudo parecia perdido. Foi o Botafogo sendo Botafogo em sua mais pura essência. O 1 a 1 no placar foi decretado por um guerreiro que honrou nosso manto.

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Ficha Técnica do Jogo: Atlético-MG 1 x 1 Botafogo

  • Competição: Campeonato Brasileiro – 15ª rodada
  • Data e Horário: Domingo, 10 de maio, às 16h (horário de Brasília)
  • Local: Arena MRV, Belo Horizonte (MG)
  • Gols: Cassierra (23′ 1T) para o Atlético-MG; Arthur Cabral (45′ 2T) para o Botafogo
  • Cartões Amarelos: Alex Telles (BOT)
  • Cartões Vermelhos: Nenhum

Escalações:

Atlético-MG (Técnico: Eduardo Domínguez)

  • Everson; Natanael, Román (Vitor Hugo), Alonso, e Renan Lodi; Maycon, Tomás Pérez e Bernard (Alexsander); Alan Minda (Cissé), Cuello (Reinier) e Cassierra.

Botafogo (Técnico: Franclim Carvalho)

  • Neto, Mateo Ponte, Ferraresi, Barboza e Alex Telles (Marçal); Newton (Montoro), Edenilson (Barría), Medina, Danilo; Arthur Cabral e Matheus Martins (Barrera).

Um ponto para seguir lutando

Este ponto conquistado na raça, fora de casa, precisa ser valorizado. Não foi uma atuação brilhante, longe disso. Mas foi uma demonstração de poder de reação que andava em falta. Que este gol de Arthur Cabral sirva como um catalisador, uma injeção de confiança para a sequência do campeonato. A luta é longa, o caminho é árduo, mas com essa entrega, podemos acreditar. Porque nós somos o Botafogo. E a nossa Estrela, meus amigos, nunca deixa de brilhar.

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Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.