FRANCLIM SEM DESCULPAS: Técnico Aponta ‘Passividade’ como Causa do Empate

Técnico do Glorioso não se esconde após empate e aponta o dedo para a ferida: a 'passividade' que nos custou a vitória no Nilton Santos.

Franclim Carvalho, técnico do Botafogo, em entrevista coletiva

A Dor de um Empate com Sabor de Derrota

Noite de sábado no Nilton Santos, nossa casa, nosso templo. A expectativa da torcida alvinegra era uma só: vencer o Fluminense, mesmo que com seu time misto, e colar de vez no G-4 do Brasileirão. Mas o que se viu em campo foi um roteiro que nós, fiéis da Estrela Solitária, conhecemos até demais. Um empate que dói, que frustra, e que nos deixa com a amarga sensação de que dois pontos foram jogados fora na 22ª rodada.

E após o apito final, o comandante do Glorioso, o técnico Franclim Carvalho, não buscou subterfúgios. Em uma entrevista corajosa e honesta, ele assumiu a responsabilidade e apontou o dedo para a ferida que sangrou em campo: a passividade do nosso time.

‘Responsabilidade Exclusiva do Treinador’: A Análise Crua de Franclim

Não há como se esconder. O Botafogo foi apático, e o treinador foi o primeiro a admitir. Com a sinceridade que a torcida espera, Franclim dissecou o momento que definiu a partida. Para ele, o time simplesmente desligou no começo da segunda etapa.

“Basicamente, esta partida tivemos abaixo do que queríamos e conseguimos fazer. Responsabilidade muito exclusiva do treinador”, cravou, sem rodeios. A análise foi cirúrgica, apontando o erro fatal que permitiu ao rival crescer em nosso próprio salão de festas.

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“Acho que os primeiros quinze minutos do segundo tempo foram muito abaixo, principalmente em termos de agressividade. O adversário teve escanteio e, numa terceira bola, digamos assim, fizeram gol. Eles têm gente muito grande, gente muito alta. Fruto da nossa passividade, principalmente nesse início do segundo tempo”, detalhou Franclim. Ouvir isso do nosso técnico é duro, mas necessário. A mística alvinegra se constrói com raça, e ela faltou nesse momento crucial.

A Sombra da Lesão: Preocupação com Jordan Barrera

Como se o resultado não fosse amargo o suficiente, a noite trouxe uma imagem de gelar o sangue de qualquer botafoguense. Nos minutos finais, o jovem atacante Jordan Barrera, em uma corrida solitária para disputar uma bola no ataque, caiu no gramado. Sozinho. A cena é sempre um mau presságio.

Barrera não conseguiu continuar, foi substituído e, para aumentar a angústia de todos, encaminhado diretamente para um hospital próximo ao Nilton Santos. A preocupação no rosto de todos era visível. O próprio Franclim Carvalho expressou o temor que tomou conta da nação alvinegra.

“Parece grave. Não consegui falar com ele, então que seja amanhã”, admitiu o técnico, visivelmente abatido com a situação. “Se for algo grave… e parece que foi, porque foi sozinho, e ele estava se queixando muito de dor. Portanto, espero que não seja nada grave”. Nossas preces e energias positivas estão todas com você, Barrera. Que a Estrela Solitária te ilumine e que não seja nada sério.

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Uma Estrela Brilha na Escuridão: A Obra de Arte de Alex Telles

Em meio à frustração coletiva, um raio de luz, uma prova viva da qualidade que veste nosso manto. O jogo foi especial para o nosso capitão, Alex Telles. Com contrato recém-renovado, o camisa 13 mostrou por que é um dos líderes e ídolos deste elenco.

Seu gol de falta foi uma pintura, uma obra de arte que lavou a alma do torcedor presente no estádio. Uma cobrança perfeita, que morreu no fundo das redes e nos deu a esperança que parecia perdida. Foi o brilho individual em uma noite de performance coletiva opaca.

Franclim fez questão de exaltar seu líder. “É um dos nossos líderes do grupo, fez um gol que não é mérito da comissão, é qualidade do atleta, qualidade do jogador”, afirmou o treinador, reconhecendo a genialidade do nosso lateral. A diretoria trabalhou duro para garantir sua permanência, e agora, mais do que nunca, precisamos da sua liderança e da sua qualidade. A faixa de capitão está em boas mãos, e seu gol foi um lembrete disso.

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O empate dói, a lesão preocupa, mas a luta continua. É preciso aprender com a passividade, celebrar a genialidade dos nossos ídolos e seguir em frente. Porque o Botafogo é isso aí, uma montanha-russa de emoções que nunca nos abandona.

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.