FRANCLIM REVELA PLANO DE GUERRA! Mister confessa ‘passei mal’ e detalha operação na altitude do Peru

O plano de guerra do Fogão para vencer a altitude! Franclim Carvalho confessa 'passei mal' e revela estratégia ousada para o duelo no Peru.

Estádio Garcilaso de La Vega — Foto: Divulgação/ Cienciano

O Inimigo Invisível: A Batalha Contra os 3.400 Metros

A Estrela Solitária se prepara para uma batalha que não se joga apenas com a bola nos pés. O adversário desta vez é traiçoeiro, invisível e implacável: a altitude. Na próxima quinta-feira, o Botafogo sobe aos céus, ou quase isso, para encarar o Cienciano em Cusco, no Peru, a estonteantes 3.400 metros acima do nível do mar. Um desafio que testa os limites do corpo humano e que exige uma estratégia de guerra.

Às 21h30 (horário de Brasília), o apito inicial soará em um ar rarefeito, e no comando do Glorioso estará um homem que já sentiu na pele o castigo da montanha: Franclim Carvalho. Para o nosso Mister, será a primeira vez como comandante principal nessas condições extremas, e o plano já está traçado. Não há margem para erros, não há espaço para o acaso. Apenas ciência, coragem e a mística alvinegra.

Plano de Guerra: A Estratégia Detalhada de Franclim Carvalho

Esqueça a ideia de aclimatação. A estratégia do Fogão, orquestrada por Franclim em conjunto com o departamento médico, é um golpe de audácia. A delegação não dará tempo para que a altitude instale seu veneno nos pulmões e na cabeça de nossos guerreiros. A lógica é simples e direta: chegar, jogar e sair.

A operação logística é a seguinte:</n

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  • Quarta-feira (dia 12): O time viaja para Lima, a capital peruana. Estrategicamente, a cidade fica a meros 150 metros do nível do mar. Ali, nossos atletas dormirão em condições normais, preservando o fôlego e a energia.
  • Quinta-feira (dia do jogo): Apenas no dia da partida, o grupo alvinegro fará a subida fatal para Cusco e seus 3.400 metros. A ideia é minimizar ao máximo o tempo de exposição aos efeitos negativos, chegando praticamente na hora do confronto.

É uma tática ousada, que busca surpreender o inimigo invisível, apostando na resistência de curto prazo de nossos jogadores antes que o corpo comece a sentir o peso da falta de oxigênio. É a ciência a serviço da paixão.

“EU PASSEI MAL”: O DRAMA PESSOAL E A LIÇÃO DO MISTER

Mas por que essa estratégia? A resposta vem da experiência, da dor e da lição aprendida. Franclim Carvalho não fala por achismo; ele fala com a memória do corpo. Em 2024, ainda como auxiliar de Artur Jorge, ele esteve em Quito, a 2.850 metros de altitude, na derrota por 1 a 0 para a LDU. E ele sofreu.

Em declaração que mostra sua franqueza e humanidade, o Mister abriu o coração. “O primeiro jogo que fizemos em 2024 foi na altitude, algo muito diferente. Eu passei mal, tive dificuldades”, confessou Franclim. A lembrança daquele dia moldou a estratégia de hoje. Ele sabe o que a altitude pode fazer e não quer submeter seus comandados a isso por mais tempo que o estritamente necessário.

“Temos isso alinhado com o DM. Não quero ir muito tempo antes, quero chegar e jogar. Vamos direto para Lima, dormimos lá, subimos, jogamos e vamos para Salvador”, cravou o treinador, detalhando o plano de batalha com a segurança de quem aprendeu com as próprias cicatrizes.

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Maratona Alvinegra: A Sequência Insana Pós-Altitude

Como se a batalha em Cusco não fosse suficiente, o calendário impõe ao Glorioso uma maratona digna de heróis. A vida do Botafogo não para, e a logística insana é prova disso. Antes mesmo de viajar para o Peru, temos um clássico pesado contra o Fluminense no sábado, pelo Brasileirão.

E depois da guerra na Sul-Americana? Não há descanso. A delegação mal terá tempo de respirar o ar puro do nível do mar. O plano de retorno é igualmente frenético:

  1. Pós-jogo (quinta à noite): O time retorna imediatamente de Cusco para Lima.
  2. Manhã de sexta-feira: A delegação embarca em um longo voo direto de Lima para Salvador, na Bahia.
  3. Domingo (dia 16): Às 18h30, o Botafogo já estará em campo novamente para enfrentar o Vitória, pelo Campeonato Brasileiro.

É uma sequência brutal que testará não apenas a técnica e a tática, mas a fibra, a resiliência e o espírito de sacrifício do nosso elenco. É nesses momentos que se forjam os campeões. Com um planejamento meticuloso e a coragem de quem carrega a Estrela Solitária no peito, vamos para a luta. Que o povo do Fogão jogue junto, em cada fuso horário, em cada metro de altitude. O Botafogo é isso aí!

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Informações com base em reportagem do ge.globo.com.