FRANCLIM ABRE O JOGO! Mister revela plano para o clássico e faz mistério: ‘Ele está preparado’

Com Huguinho fora do clássico, Franclim Carvalho abre o jogo sobre as opções. Uma arma secreta angolana pode estrear. O mistério está no ar!

Franclim Carvalho em entrevista no CT Lonier (Foto: Vítor Silva/Botafogo)

A Estrela Solitária Diante de um Dilema

A alma botafoguense vive de dramas e glórias, e o próximo sábado (8) reserva mais um capítulo dessa saga. O Clássico Vovô contra o Fluminense, no nosso templo sagrado do Nilton Santos, já teria peso por si só. Mas o destino, sempre ele, resolveu adicionar uma camada de tensão: nosso cão de guarda do meio-campo, o volante Huguinho, está fora. O terceiro cartão amarelo, recebido com a raça de quem defende o manto sagrado, o tira da batalha.

E agora, Franclim? A pergunta ecoa de General Severiano ao coração de cada torcedor. Como substituir a peça que se tornou o motor silencioso da nossa equipe? Huguinho, a cria do bairro, a joia lapidada que agarrou a chance com unhas e dentes e não saiu mais do time. A ausência dele não é apenas um desfalque; é um vácuo a ser preenchido no coração da equipe.

O Mistério Chamado Domingos Andrade

Em coletiva de imprensa no CT Lonier, o nosso comandante português, Franclim Carvalho, não fugiu da responsabilidade. Com a serenidade de quem comanda um exército, ele admitiu o peso da ausência, mas já apontou a luz no fim do túnel. E essa luz pode ter nome e sobrenome: Domingos Andrade.

O angolano, recém-chegado do Porto B, é a carta na manga do mister. Uma aposta, um mistério, talvez a nossa arma secreta para o clássico. Nas palavras do próprio Franclim, o suspense é parte do jogo: “Faz-nos falta o Huguinho, primeiro ponto. Muita falta, porque é um jogador que nos tem acrescentado muito num determinado momento do jogo.”

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E sobre o substituto? O técnico joga com a mente do adversário e com a ansiedade da nossa torcida. “Temos duas possibilidades que podemos ver ali na função do primeiro volante. Vamos chamar assim. O Domingos é uma delas. Está preparado para começar o jogo. Portanto, temos até sábado para decidir. Não sei se vai jogar o Domingos ou não, ou até posso saber, mas não lhes posso dizer. Mas ele está preparado para jogar de início”, cravou o mister, deixando no ar a fumaça da dúvida que enlouquece os rivais.

Uma Revolução Tática no Tabuleiro

Se a primeira opção é a troca simples, a segunda é uma pequena revolução. Franclim não descartou redesenhar completamente o setor de meio-campo. Uma engenharia tática que mostra a versatilidade do nosso elenco e a mente inquieta do nosso treinador.

Nesse cenário, a dupla de volantes seria formada por Cristian Medina e o experiente Danilo. Isso empurraria Álvaro Montoro de volta para sua faixa de origem, a central, orquestrando o jogo. A consequência? Uma provável alteração em um dos pontas, mudando a dinâmica ofensiva do Glorioso.

É o tipo de quebra-cabeça que só um técnico com a visão de Franclim pode montar. Não se trata apenas de tapar um buraco, mas de talvez encontrar uma nova e poderosa forma de jogar, surpreendendo um Fluminense que virá para o tudo ou nada.

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A Ascensão da Joia do Bairro

Para entender o tamanho do problema, é preciso lembrar a história de Huguinho. O camisa 75, uma das “Joias do Bairro”, era apenas uma promessa até o jogo contra o Corinthians, antes da parada para a Copa do Mundo. Naquele dia, Danilo pediu para não atuar e foi afastado, e a porta se abriu.

Huguinho não só entrou, como arrombou a porta. Com uma imposição de veterano, tomou conta da posição de primeiro homem do meio-campo e se tornou titular absoluto nos seis jogos seguintes do Brasileirão. Sua suspensão é o preço pago pela sua intensidade, a mesma que o fez conquistar a torcida alvinegra.

Motivação Alvinegra Contra Crise Tricolor

Enquanto o Fogão tem até sexta-feira para definir os onze guerreiros, o clima nos dois lados do clássico é um espelho invertido. O nosso Alvinegro exala confiança. Viemos de uma sequência de boas atuações, com duas vitórias e um empate que nos encheram de moral.

Do outro lado, o rival chega ferido. A eliminação para o Vasco na Copa do Brasil abalou as Laranjeiras. Eles vêm para o Nilton Santos precisando dar uma resposta, mas encontrarão um Botafogo em estado de graça, pronto para defender seu território e afundar ainda mais o adversário em sua crise.

O palco está montado. Seja com a estreia do angolano misterioso ou com uma nova formação tática, uma coisa é certa: o Botafogo entrará em campo com a faca nos dentes. A estrela vai brilhar, e que os adversários sintam o peso da nossa camisa. Botafogo é isso aí!

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.